Gol olímpico
No futebol, gol olímpico é o gol(o) marcado diretamente através de uma cobrança de escanteio/canto. Por ser um chute sem ângulo, é um evento raro de acontecer, mas possível, bastando-se usar o vento contrário ou colocar um efeito na bola.
Em junho de 1924, a International Board modificou o artigo 11 das regras do futebol, autorizando pela primeira vez que um gol fosse marcado em cobrança de escanteio. Logo que a modificação aconteceu, um jogador do Everton tentou ser mais esperto. Ao invés de cobrar o escanteio de forma direta, o ponta Sam Chedzgoy saiu com a bola da lateral do campo e foi driblando até o gol, já que na regra não indicava que era proibido fazer isso. O incidente gerou uma mudança no artigo e, em agosto, foi imposta uma nova definição, afirmando que o jogador não poderia tocar na bola duas vezes consecutivas ao cobrar um escanteio. Em 21 de agosto de 1924, o escocês Billy Alston supostamente teria sido o autor do primeiro gol olímpico, conforme afirmam algumas fontes. Porém, a bola foi cabeceada por outro jogador antes de entrar no gol. O primeiro gol marcado diretamente de uma cobrança de escanteio foi marcado num jogo amistoso entre as seleções da Argentina e do Uruguai, em 2 de outubro de 1924. O autor do gol foi o atacante argentino Cesáreo Onzari e a sua equipe ganhou por dois a um. Os argentinos chamaram o gol de olímpico para ironizar a seleção uruguaia, que havia ganho o torneio da Olimpíada de Paris, em junho do mesmo ano.
Normalmente, os gols olímpicos surgem após cobranças em que o jogador bate com a parte interna do pé, também conhecida por peito do pé. Porém, alguns jogadores já o fizeram com a parte de trás do pé, no chute conhecido por "trivela", ou "3 dedos". Exemplos:


