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Aneurisma

Aneurisma é a dilatação anormal de um vaso sanguíneo causada pelo enfraquecimento das paredes do vaso, por trauma ou por doença vascular. Pode ocorrer basicamente em qualquer vaso sanguíneo. É muito comum na população em geral, raramente causando sintomas ou problemas graves. Seu perigo está no fato de poder romper-se, resultando em hemorragia ou isquemia dos tecidos irrigados pela artéria atingida, sendo que a gravidade do dano depende da área irrigada pelo vaso afetado. O risco é maior caso o paciente seja fumante ou tenha histórico familiar de doenças vasculares, problemas renais ou pressão alta.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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Aneurisma cerebral

Um aneurisma cerebral é uma patologia provocada pela dilatação segmentar, em formato variável, de um vaso na massa encefálica (encéfalo), geralmente arterial ou, menos frequentemente, venoso, como por exemplo, o raro aneurisma da veia de Galeno. Quando a área deformada do vaso toma forma esférica, dá-se o nome de aneurisma saciforme ou sacular (de saco), ou quando tem forma alongada através do eixo principal do vaso, aneurisma fusiforme (de fuso). O aneurisma sacular se desenvolve na parede de artérias com defeitos congênitos decorrente do aumento do fluxo sanguíneo ou pressão arterial, entre outras causas. É comum esses aneurismas se romperem, provocando hemorragia cerebral, causando até um acidente vascular encefálico hemorrágico (mais conhecido como derrame cerebral). É bastante perigoso e acarreta hemorragia com frequência. O tamanho é variável, podendo ser desde alguns milímetros até alguns centímetros. Os aneurismas acima de dois centímetros de diâmetro são considerados aneurismas cerebrais gigantes. Os aneurismas pequenos, de poucos milímetros, são chamados de aneurismas baby.

Rompimento do aneurisma cerebral

A consequência do rompimento do aneurisma cerebral é um fenômeno patológico, chamado de acidente vascular cerebral hemorrágico - ou AVC ou AVCH ("derrame", na linguagem popular). Os aneurismas, na maioria dos casos, não geram qualquer tipo de sintoma até a sua ruptura e sangramento. Menos frequentemente, o aneurisma pode crescer, comprimindo estruturas como nervos causando paralisia como acontece frequentemente com a queda súbita de uma pálpebra, indicando possibilidade de ruptura. Existem outras causas de AVCH e o sangramento por aneurisma não é a causa mais frequente. Pode haver sangramento para dentro do tecido cerebral (menos comum); hemorragia subaracnoide, HSA, também conhecida como hemorragia meníngea espontânea ou para dentro dos ventrículos cerebrais, podendo provocar hidrocefalia. A ocorrência da hemorragia é em geral súbita, repentina, com duração dos sintomas e sua intensidade variáveis, passível de produzir alterações da consciência, da motricidade, da palavra, entre outras. A cefaleia súbita, descrita como a dor de cabeça mais forte que o indivíduo sente em toda a sua vida, acompanhada de desmaio (perda da consciência) e vômitos são a tríade de sintomas mais comuns na HSA.

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Aneurisma da aorta

Imagem: Rogerio Cisi · BY-SA · Openverse

A aorta é a principal artéria do corpo. Ela nasce no coração, atravessa o tórax e o abdomén, dando origem a todas as artérias (ramos) que levam o sangue a todos os segmentos do corpo. O aneurisma da aorta pode ocorrer em qualquer segmento. É mais frequente em homens (6% dos homens acima de 60 anos), mas pode também acometer as mulheres.

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Sintomas

Imagem: F M. Gómez Soto · BY-SA · Openverse

A grande parte (cerca de 90%) dos aneurismas são assintomáticos. Entretanto, os sintomas dependem muito do local afetado. Aneurisma cerebral pode causar: dor de cabeça, vômitos, convulsões, perdas de consciência, visão dupla ou outras alterações na vista, rigidez da área afetada, fala incompreensível, fraqueza e dormência.

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Tratamentos

Imagem: F M. Gómez Soto · BY-SA · Openverse

Os dois principais tratamentos para aneurismas são a clipagem e a embolização do aneurisma. O diagnóstico, de acordo com a localização da artéria, pode ser feito por exame físico no consultório. Pela apalpação da artéria (quando isso for possível) o médico pode avaliar se há dilatação que mereça investigação maior, realizada por meio de exames como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou arteriografia. O reparo do vaso sanguíneo pode ser feito encaixando um tubo artificial ou resina para cobrir a área rompida, sendo um método menos invasivos para tratar alguns aneurismas. Quando um aneurisma se rompe pode ser necessário intervenção cirúrgica para reparar os vasos e manter o volume sanguíneo estável dependendo do tamanho do aneurisma e dos órgãos afetados. Analgésicos são usados para controlar dores e diversos medicamentos podem ser usados para controlar a pressão arterial que dependeram da idade, comorbidade, alergias e peso do paciente.

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