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Aneurisma cerebral

Um aneurisma cerebral é uma dilatação anormal em um vaso sanguíneo do encéfalo, geralmente em uma artéria do Polígono de Willis. Essa condição é causada por uma falha na parede muscular da artéria ou, mais raramente, de uma veia. O tamanho dos aneurismas varia de poucos milímetros a vários centímetros, e eles podem ter formatos saculares, irregulares ou fusiformes.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 03/07/2026

Pontos-chave

  • Aneurisma cerebral é uma dilatação anormal de um vaso sanguíneo no encéfalo.
  • Causado por falha na parede muscular arterial, associado a fatores como pressão alta e aterosclerose.
  • A localização mais comum é no Polígono de Willis, na base do cérebro.
  • A ruptura causa dor de cabeça intensa, vômitos e pode levar à morte.
  • O tratamento pode ser microcirúrgico (clipagem) ou endovascular (embolização).
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Causas e Fatores de Risco

Aneurismas podem surgir de defeitos musculares congênitos nas artérias, especialmente em bifurcações. Condições como pressão alta e aterosclerose facilitam seu desenvolvimento. Traumas físicos na cabeça também podem ser uma causa. Embora raros em crianças, a incidência é maior em adultos entre 40 e 50 anos, sendo ligeiramente mais comum em mulheres. Pesquisas genéticas identificaram localizações cromossômicas associadas a essa condição.

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Onde Acontecem

A maioria dos aneurismas cerebrais (cerca de 85%) se forma nas artérias da base do cérebro, no Polígono de Willis. As localizações mais frequentes incluem a artéria comunicante anterior (30-35%), a bifurcação da carótida interna e artéria comunicante posterior (30-35%), e a bifurcação da artéria cerebral média (20%). Em 20% dos casos, os pacientes apresentam mais de um aneurisma.

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Sinais e Sintomas

Imagem: Rogerio Cisi · BY-SA · Openverse

Um aneurisma que não rompeu geralmente não causa sintomas. Quando cresce, pode raramente provocar dor de cabeça. A ruptura, no entanto, é uma emergência médica grave, causando desmaio, a "maior dor de cabeça da vida" e vômitos devido ao sangramento cerebral. Essa condição é um tipo de AVC hemorrágico (hemorragia meníngea ou subaracnoidea) e pode levar à morte se afetar áreas vitais. Rigidez de nuca é comum em mais da metade dos casos.

Escala de Cincinnati

Durante um quadro de ruptura de aneurisma, os sintomas permitem alguma previsibilidade de evolução: O diagnóstico de um AVC é clínico, feito pela história e exame físico. Sintomas como dificuldade para sorrir, levantar os braços ou repetir uma frase (teste da Escala de Cincinnati) indicam a necessidade de socorro rápido para minimizar sequelas. Queda do estado geral e coma também elevam o risco.

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Diagnóstico

Imagem: Pontificia Universidad Católica de Chile · BY-NC-SA · Openverse

O diagnóstico de um AVC é clínico, baseado na história e exame físico. A Escala de Cincinnati pode ajudar a identificar sinais de alerta rapidamente. Para confirmar a presença e caracterizar um aneurisma, exames de imagem como tomografia computadorizada, ressonância magnética ou angiografia cerebral são essenciais. A angiografia cerebral (cateterismo de 4 vasos) é considerada o padrão ouro, mas a tomografia é frequentemente o exame inicial por sua rapidez e capacidade de diferenciar AVC isquêmico de hemorrágico.

Sinais e Sintomas

O diagnóstico de um AVC é clínico, ou seja, é feito pela história e exame físico do paciente. Os principais sintomas são: Durante um exame pode-se pedir ao paciente que sorria, levante os dois braços e repita uma frase (como "trinta e três"). Diante desses sintomas, quanto mais rápido o socorro, menor a probabilidade de sequelas, este teste é designado Escala de Cincinnati. Outros sintomas menos específicos, como queda do estado geral e coma, também elevam o risco de AVC.

Exames Diagnósticos

A caracterização de um aneurisma é realizada por um exame de imagem, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou angiografia cerebral, que permitem ao médico identificar a área do cérebro afetada. O exame padrão ouro para detecção de aneurisma cerebral não é a tomografia ou a ressonância magnética, e sim o cateterismo cerebral de 4 vasos, denominado angiografia cerebral. Entretanto, não costuma ser o primeiro exame realizado. Com a suspeita de um AVC, a tomografia pode ser o exame inicial de escolha por sua disponibilidade e rapidez. Serve principalmente para diferenciar o AVC por entupimento/isquemia do hemorrágico, o que muda radicalmente a conduta médica. Uma tomografia normal dentro das primeiras 24 horas de um AVC isquêmico é algo esperado e confirma o diagnóstico, pois a maioria dos ataques isquêmicos não provoca lesões visíveis tão precoces nesse exame. Apenas lesões extensas ou mais antigas podem ser vistas na tomografia no AVC isquêmico ou, ainda, sinais indiretos de AVC como edema cerebral. Já o AVC hemorrágico costuma vir com imagem na tomografia indicando vazamento de sangue. Pode-se, ainda que menos comum, retirar líquor por punção lombar para o diagnóstico de AVC hemorrágico com tomografia normal.

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Tratamento

Imagem: Grito Rock Mundo · BY-NC-SA · Openverse

A escolha entre cirurgia e tratamento conservador depende de fatores como idade, expectativa de vida, comorbidades e se o aneurisma rompeu. A cirurgia é mais indicada para pacientes jovens, com aneurismas grandes, sintomáticos ou com histórico familiar. O tratamento conservador é preferível para idosos ou com baixa expectativa de vida. As opções de tratamento incluem microcirurgia (clipagem) e tratamento endovascular (embolização).

Tratamento Microcirúrgico

Na clipagem, realiza-se uma craniotomia para acessar o Polígono Arterial de Willis. Clipes são usados para fechar o aneurisma, isolando-o permanentemente do fluxo sanguíneo e prevenindo rupturas ou resangramentos. A microcirurgia, com ampliação visual das estruturas, tornou-se possível a partir da década de 1970.

Tratamento por Via Endovascular

Um cateter é inserido na artéria femoral da perna e guiado até o aneurisma. Pequenas molas de platina são introduzidas no aneurisma para causar coagulação e reduzir a pressão interna, prevenindo a ruptura. As molas são flexíveis e visíveis por raio-x. As micro-molas destacáveis de Guglielmi são frequentemente utilizadas.

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Prognóstico e Prevenção

Imagem: en:National Institutes of Health · BY · Openverse

O prognóstico de um aneurisma cerebral varia conforme tamanho, formato, localização, idade do paciente, hábitos (como tabagismo), se houve ruptura e complicações. Metade dos pacientes com aneurisma roto morre antes de chegar ao hospital. Dos que chegam vivos, 50% evoluem para óbito, especialmente os em coma. Pacientes conscientes e sem complicações graves geralmente se recuperam bem. Nos EUA, anualmente, apenas 20% dos 30.000 novos casos sobrevivem bem após um ano. Como a prevenção direta é difícil, foca-se na redução de fatores de risco: alimentação saudável, exercícios e exames periódicos.

Prevenção

Sendo uma doença com falta de sintomas anteriores ao rebentamento, a única maneira de prevenir o seu aparecimento é diminuindo os fatores de risco. Assim, torna-se fundamental uma alimentação saudável e equilibrada, exercício físico regular, e ainda, análises e exames periódicos definidos pelo seu médico.

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