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Síndrome de polinização

A síndrome de polinização ou síndrome floral é um conjunto de características morfológicas de diferentes tipos de flores, naturalmente selecionadas e coevoluídas com diferentes vetores de polinização, podendo ser abióticos ou bióticos, como pássaros, abelhas, borboletas e assim por diante. Essas características as personalizam e as especificam a diferentes vetores e podem ser variações em forma, tamanho, cor, composição química do néctar, tempo de floração, dentre outras.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/07/2026
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Abiótico

Anemofilia

Anemofilia ou anemogamia é a polinização das flores por ação do vento. Plantas anemófilas apresentam adaptações especiais:

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Biótico

Em plantas com características da síndrome biótica, a corola (pétala) pode ser suplementada pelo cálice, estame ou pistilo para se mostrar atraente à vetores bióticos. Cada tipo de síndrome apresenta características correspondentes ao vetor de polinização. Por exemplo, flores polinizadas por moscas geralmente tem cores opacas, enquanto as polinizadas por pássaros tem formas mais finas e alongadas.

Entomofilia

Entomofilia (cantaridofilia quando o insecto é um escaravelho) é o termo geral para todos os meios de polinização através de insetos, mas é mais usado para designar a polinização efetuada por abelhas, vespas e moscas. É um tipo de polinização cruzada característico de plantas alógamas. O inseto, ao tocar nos estames, leva no seu corpo o pólen, que depois será largado no estigma de outra flor. Sem a polinização entomófila, muitas plantas deixariam de se reproduzir ou de produzir alimento ao homem, como por exemplo, a laranja, o café, as cucurbitáceas (abóbora, melão, melancia, chuchu e pepino), o quiabo, etc. Ela também é essencial na produção de sementes de certas espécies para propagação, como cebola, cenoura, brássicas (couves), etc.

Ornitofilia

É a polinização feita por aves, principalmente por espécies que se especializam a alimentação de néctar, incluindo beija-flores, Nectariniidae, papa-açúcares, Meliphagidae, Dicaeidae e Cyanerpes, a maioria dos quais com as contas muito estreitas bem adaptados para sondar flores. No entanto, muitas aves de bico mais curto também podem polinizar, incluindo olhos-brancos, Cambacicas, Diglossa e Loriinis; Muitos desses têm dietas mais generalizadas, se alimentando também de insetos, frutas e sementes (pássaros de bico curto podem também capturar o néctar das flores compridas, como na imagem do pássaro Diglossa mostrada abaixo). Beija-flores são o grupo mais antigo de aves especialista em néctar, com o maior grau de especialização em néctar. Flores polinizadas por nectarívoros especializados tendem a ter tubos compridos, vermelhos ou laranja com muito néctar diluído secretados durante o dia. Como as aves não têm forte resposta ao cheiro, o néctar tende a ser inodoro. As flores polinizadas por pássaros generalistas são frequentemente mais curtas e largas. Os beija-flores são frequentemente associados a flores pendentes, enquanto que os passarinhos precisam de uma plataforma de aterrissagem e para isso a estrutura das flores precisam ser mais robustas.

Quiropterofilia

São flores polinizadas por morcegos, são grandes e chamativas, brancas ou de cores claras, abrem durante a noite com fortes odores de mofo, tem formatos de sino ou de bola de estames, mas também podem ter tubos longos que são acessados por morcegos de língua longa. As flores são normalmente afastadas do tronco ou de outras obstruções. Fornecem o néctar à Morcegos por longos períodos de tempo. A visão, o olfato e a localização por eco são usados inicialmente para encontrar estas flores, e uma excelente memória espacial é usada para visitá-las repetidamente. De fato, morcegos podem identificar flores produtoras de néctar usando a ecolocalização. No continente americano, as flores polinizadas por morcegos são frequentemente compostas de enxofre, mas isso não acontece em outras partes do mundo. Plantas polinizadas por morcegos têm pólen maior que outras.

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Vantagens da generalização

Os polinizadores flutuam em abundância e atividade independentemente de suas plantas, e qualquer uma das espécies pode não polinizar uma planta em um determinado ano. Assim, uma planta pode estar em vantagem se atrair várias espécies ou tipos de polinizadores, garantindo a transferência de pólen a cada ano. Muitas espécies de plantas têm a opção de auto-polinização, se não forem auto-incompatíveis.

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Críticas das síndromes

Embora seja claro que as síndromes são observadas na natureza, há debate entre cientistas sobre a frequência com que elas ocorrem e até que ponto podemos usa-las para classificar interações planta-polinizador. Embora algumas espécies de plantas sejam visitadas apenas por um tipo de animal (isto é, são funcionalmente específicas), muitas espécies são visitadas por polinizadores diversos. Exemplos são flores específicas que são polinizadas por abelhas, borboletas e pássaros. A especialização estrita da depencia de uma única espécie de polinizador é relativamente rara, provavelmente porque pode resultar em sucesso reprodutivo variável ao longo dos anos, à medida que as populações de polinizadores variam significativamente. Nesses casos, as plantas generalizam para uma ampla gama de polinizadores, e essa generalização é frequentemente encontrada na natureza. Um estudo na Tasmânia descobriu que as síndromes não previram os polinizadores.

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