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Adansonia digitata

A Adansonia digitata, conhecida por baobá, embondeiro, imbondeiro, calabaceira ou, na Guiné-Bissau, cabaceira, é a única espécie de Adansonia que ocorre no continente africano. Pode ser encontrada nas savanas quentes e secas da África subsaariana. Aparece também em zonas de cultivo e em áreas povoadas. O limite norte da sua distribuição no continente africano está associada aos padrões da chuva, restrita ao litoral Atlântico. No Sudão, ocorre naturalmente no Sahel, mas a sua ocorrência é muito limitada no resto da região saheliana da África Central. Na África oriental as árvores crescem em aglomerados e também no litoral. Em Angola, que é o supostamente o seu local de origem, os imbondeiros crescem em florestas e nas regiões costeiras e são comuns nas savanas, como também é o caso na Namíbia e no Botsuana e no resto da África Austral. Também se encontra em Dófar na região de Omã e no Iêmen na Península Arábica. O nome digitata vem do formato da folha que se parece com os cinco dedos da mão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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Crescimento

Apesar de muita gente afirmar que os imbondeiros podem viver milhares de anos, tal não pode ser comprovado, pois o seu crescimento não leva à formação de anéis anuais. As flores são de cor brancas, muito grandes e pesadas. São vistosos pedúnculos com um grande número de estames. Têm um cheiro peculiar a carniça e são principalmente polinizadas por morcegos frugívoros. Os frutos têm no interior uma pasta que quando seca, endurece e cai aos pedaços parecendo-se com pedaços de pó de pão seco. O imbondeiro é tradicionalmente utilizado como fonte de alimento em África, mas esse potencial é pouco conhecido em outros lugares. Tem sido sugerido que pode ser usado para melhorar a nutrição e segurança alimentar, impulsionar e promover o desenvolvimento rural sustentável das regiões pobres e secas. Adansonia digitata do grupo baobá é o tipo de árvore florida de maior longevidade. A mais velha a morrer, Panke no Zimbábue, viveu cerca de 2.500 anos antes de entrar em colapso ao longo de 2010 e 2011. As outras três árvores que morreram, incluindo a árvore Chapman, em Botsuana, tinham apenas 1.250 a 1.500 anos de idade.

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Nomes comuns

A Adansonia digitata é conhecido por muitos nomes. Nos países lusófonos em África e em Portugal é conhecida por embondeiro/imbondeiro. Em francês, é conhecida como arbre de mille ans (árvore dos mil anos) e calebassier du Sénégal (daí na Guiné-Bissau, ser conhecida por calabaceira). Em suaíli como mbuyu, mkuu hapingwa, mkuu hafungwa e muuyu. É conhecida por momret na língua tigrínia da Etiópia. É conhecida por kuka pelos povos de língua hauçá da África Ocidental. No Sudão, a árvore é chamado de tabaldi e o seu fruto é chamado de gongu iaze.

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Fruto

O fruto, conhecido em Angola por múcua (do quimbundo múkua) ou máqua e em Moçambique na província de Tete como malambe ou olapa na província de Nampula, pode ter até 25 centímetros de comprimento, tem no seu interior um miolo seco e comestível, desfaz-se facilmente na boca e o seu sabor é agridoce. Este fruto é rico em vitaminas e minerais. Ao dissolver-se a múcua em água a ferver obtém-se o sumo de múcua que, depois de arrefecido, é tomado como uma bebida fresca com um sabor muito apreciado em determinados países. A sua polpa branca, depois de seca, é utilizada para a alimentação, em tempos de escassez de comida; também é referida como cura para a malária. Tem duas vezes mais cálcio que o leite e é rico em antioxidantes, ferro e potássio, e tem 6 vezes mais vitamina C do que uma laranja. As folhas podem ser comidas e as sementes produzem óleo comestível. Em 2008, a União Europeia aprovou a utilização e consumo de múcua como ingrediente em barras de cereais.

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Fontes consultadas

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