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Andrés Sanchez

Andrés Navarro Sanchez é um empresário, ex-dirigente de futebol e político brasileiro. Expulso do quadro de conselheiro e associado do Sport Club Corinthians Paulista, por uso indevido do cartão corporativo do clube, além disso, presidiu o clube em três mandatos, foi também diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de 2011 a 2012.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Carreira

Andrés é filho de imigrantes espanhóis de Andaluzia e nasceu em Limeira, no interior do estado de São Paulo. Sua vida profissional iniciou-se em 1976, aos doze anos de idade, trabalhando como feirante ao lado dos familiares, até os dezessete anos. Em 1982, sua família iniciou um novo negócio no ramo da indústria plástica, com mais de 40 distribuidores em todo o território nacional. Em 2001, participou da fundação e posterior gestão, como secretário, do Instituto Sol, ONG que desenvolveu diversos projetos sociais, alguns deles em parceria com Caritas, Pastoral da Criança e UNICEF, além de infinidade de projetos com entidades e associações locais. No mesmo ano, foi nomeado conselheiro vitalício do Corinthians. Andrés Sanchez foi vice-presidente de futebol do Corinthians em 2005, quando assumiu o lugar de Antônio Roque Citadini, na época, ele foi um dos defensores da parceria com a MSI. Em Outubro de 2007, foi eleito presidente do clube pela primeira vez, com o vice Heleno Maluf em eleição indireta, ele que era favorito ao pleito, venceu de forma apertada o seu principal rival, Paulo Garcia (17 votos - 175 a 158). Osmar Stábile, o outro postulante ao cargo, teve 14 votos. Três conselheiros votaram em branco. Em dezembro, do mesmo ano, a maior tragédia esportiva do clube, aconteceu, o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Desde então comandou uma grande e profunda reformulação da estrutura funcional do clube e do futebol, aliado com o departamento de marketing, comandado por Luis Paulo Rosenberg, e com o departamento financeiro, comandado por Raul Corrêa da Silva. As mudanças culminaram com o retorno do Corinthians à elite do futebol brasileiro, conquistando título da Série B em 2008, após contratar Mano Menezes para comandar a equipe, tendo o treinador gaúcho levado à equipe à final da Copa do Brasil do mesmo ano, tendo sido derrotado na final contra o Sport.

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Controvérsias

Imagem: Unknown authorUnknown author · BY · Openverse

Andrés foi denunciado, agosto de 2014, pelo Ministério Público Federal por sonegação fiscal durante sua gestão no Corinthians, entre 2007 e 2010. Meses depois, foi inocentado das acusações, juntamente com outros três dirigentes, após o clube pagar R$ 15 milhões à Receita Federal em impostos atrasados.

Operação Lava Jato

Em 23 de fevereiro de 2017, seu nome foi mencionado ao esquema de corrupção da empresa Odebrecht (atual Novonor). A empresa alegou pagamento de 2,5 milhões de reais a título de caixa dois ao deputado. No mês seguinte, teve um inquérito pedido pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot no âmbito da Operação Lava Jato. Áudios entregues à Polícia Federal indicam o diretor administrativo do Corinthians André Luiz de Oliveira, o André Negão, como intermediário de repasses de R$ 3 milhões, por caixa dois, para Andrés Sanchez - candidato a deputado federal nas eleições de 2014 e indicado na planilha da Odebrecht com o codinome "Timão". Os pagamentos ilícitos estavam atrelados às obras da Arena Corinthians, construído pela Odebrecht.

Uso do cartão corporativo do Corinthians

Em 15 de outubro de 2025, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por uso indevido do cartão corporativo do clube. O Promotor Cassio Conserino vê crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário. No mesmo dia, Andrés pediu afastamento temporário nos cargos que exerce no Conselho Deliberativo no clube. Após mais de 30 anos, Andrés deixou definitivamente o Corinthains, o conselho deliberativo expulsou o ex-presidente do clube, em votação realizada no Parque São Jorge no dia 25 de maio de 2026, pelo uso indevido do cartão corporativo para despesas pessoais.Dos 167 conselheiros presentes, 112 votaram pela expulsão (67,1% do total) e 49 votaram pela não expulsão (29,3%). Houve ainda seis abstenções (3,6%),

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Fontes consultadas

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