Pesquisa · Mapa mental

Alberto Martín Acosta

Alberto Martín Acosta Martínez é um ex-futebolista uruguaio naturalizado brasileiro que atuava como centroavante. É filho do também futebolista Juan Alberto Acosta Silva, conhecido por suas passagens pelo Nacional, Newell's Old Boys, Real Madrid e Rayo Vallecano.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
01

Carreira

Imagem: Santiago Ochoa · BY-NC-SA · Openverse

Em fevereiro de 2012, contratado pelo Central para a disputa do Campeonato Pernambucano. No dia 28 de novembro de 2012, foi anunciado como novo reforço do Resende para a disputa do Campeonato Carioca de 2013. Em 2013 foi para o Santos do Amapá, onde foi campeão amapaense e marcou um gol na final. No mesmo ano foi para o União Barbarense, onde não foi bem e voltou para o Santos. Porém, com uma lesão grave no braço esquerdo, Acosta só retornou ao time para a disputa do Série D de 2014. Pelo clube paulista atuou na Série A3, sendo o artilheiro da equipe com nove gols, e ajudando o clube a chegar às quartas de finais. Em 5 de setembro de 2019, foi apresentado pelo Sabugy para a disputa da 2ª divisão da Paraíba. Na sua estreia na quarta divisão do carioca, Acosta marcou dois gols na vitória de 4–1 contra o São José, na quarta rodada da competição. Iniciou a temporada 2020 pelo Taguatinga, do Distrito Federal, onde atuou em seis jogos e marcou dois gols.

Cerrito

Contratado pelo Cerrito em 2000, Beto Acosta defendeu o clube até 2003. Durante esse período, tornou-se ídolo e foi peça fundamental no time, por onde disputou 294 partidas e marcou 111 gols. Além de sua capacidade goleadora, destacou-se como capitão da equipe em mais de 60 partidas. O momento mais marcante de sua passagem pelo Cerrito foi a conquista da segunda divisão do Campeonato Uruguaio de 2003, que garantiu o acesso do clube à elite do futebol uruguaio. Seu desempenho chamou a atenção de grandes clubes, resultando em sua transferência para o Peñarol em 2005, onde conquistou a Copa Montevideo em 2006.

Peñarol

Após destacar-se no Cerrito e conquistar a segunda divisão uruguaia, transferiu-se para o Peñarol em 2005, realizando assim o sonho de jogar pelo clube de sua infância. Inicialmente, Acosta estava prestes a assinar com o Nacional, rival do Peñarol, e deveria se apresentar para a pré-temporada em Punta del Este. No entanto, uma intervenção de Vito Atijas, dirigente do Peñarol, mudou o curso dos acontecimentos. Atijas expressou interesse em contar com Acosta na equipe aurinegra, apesar de o presidente José Pedro Damiani e o treinador Fernando Morena não estarem inicialmente convencidos de sua contratação. Acosta, torcedor declarado do Peñarol desde a infância, optou por aceitar a oferta, mesmo sendo financeiramente inferior à proposta do Nacional. O jogador destacou que seu avô o levava ao Estádio Centenario para assistir aos jogos do Peñarol, o que reforçou sua decisão de jogar pelo clube de seus amores.

Náutico

Após destacar-se no futebol uruguaio, especialmente no Peñarol, Acosta foi contratado pelo Náutico no início de 2007. Ao longo da temporada, além de ter marcado alguns gols no Campeonato Pernambucano, o atacante destacou-se na Série A do Campeonato Brasileiro. Um dos momentos mais memoráveis ocorreu no dia 9 de setembro, quando o Náutico enfrentou o Botafogo no Estádio dos Aflitos. Principal destaque desse jogo, Acosta brilhou e marcou quatro vezes na goleada por 4–1. Com esse poker, o uruguaio tornou-se o primeiro estrangeiro a marcar quatro gols em uma única partida da Série A. Além desse desempenho histórico, Acosta encerrou o campeonato como vice-artilheiro, com 19 gols, ficando atrás apenas de Josiel, do Paraná, que marcou 20 vezes. Sua performance rendeu-lhe o prêmio Bola de Prata da revista Placar, reconhecendo-o como um dos melhores atacantes da competição, com premiação oficial da CBF. Também no Timbu, o jogador ganhou o apelido de Lula Molusco dos torcedores e da imprensa pernambucana, por ser muito parecido com o personagem do desenho animado Bob Esponja.

Corinthians

Contratado pelo Corinthians em 2008, realizou sua estreia no dia 17 de janeiro, numa vitória por 3–0 contra o Guarani, válida pelo Campeonato Paulista. Depois de alguns jogos, Acosta acabou indo para a reserva da equipe. Ainda assim, deu a volta por cima e recuperou seu espaço no Timão, passando a formar dupla de ataque com o argentino Germán Herrera. O uruguaio ficou marcado por ser um jogador de grande velocidade, e naquele ano marcou gols importantes durante a Copa do Brasil. Ambos levaram o Corinthians até a final, em que Acosta balançou as redes no jogo de ida, na vitória por 3–1 contra o Sport. No entanto, o rubro-negro pernambucano venceu por 2–0 no jogo de volta e sagrou-se campeão da competição. Durante a disputa da Série B, o atacante fraturou a perna e ficou oito meses longe dos gramados. Ainda assim, fez parte do elenco que conquistou o título.

Retorno ao Náutico

Em maio de 2009, Acosta retornou por empréstimo ao Náutico, clube que o projetou para o Brasil. No entanto, como não conseguiu manter uma boa sequência de jogos, devido ao acúmulo de lesões sofridas, o uruguaio foi devolvido ao Corinthians em setembro. Depois, em outubro, Acosta novamente retornou ao Náutico, mas ao final do ano, com o rebaixamento do clube pernambucano para a Série B, encerrou sua passagem pelo Timbu.

Brasiliense

Em fevereiro de 2010 cogitou-se sua ida para o Oeste de Itápolis, mas após a indefinição na liberação por seu clube uruguaio, o Cerrito, Acosta acabou permanecendo no Uruguai, chegando a fazer parte do elenco do Defensor Sporting. Em julho, Acosta acertou sua transferência para o Brasiliense, onde conquistou o Campeonato Brasiliense do ano seguinte.

02

Vida pessoal

Alberto Martín Acosta Martinez nasceu em 13 de janeiro de 1977, em Montevidéu, capital do Uruguai. É filho de Juan Alberto Acosta, futebolista uruguaio que atuou como volante e tornou-se notório por passagens pelo Real Madrid e Atlético de Madrid. Quando tinha um ano e meio, seu pai se separou da sua mãe, abandonou a família, e Acosta foi criado apenas pela mãe em condições de pobreza. Aos doze anos, ele e a sua mãe já haviam se mudado várias vezes e vivido em diversas cidades e vilas da zona metropolitana de Montevidéu, antes de se estabelecerem em Tajo la puñalada, um dos bairros mais pobres e violentos de Montevidéu. Aos 17 anos, Acosta enfrentou uma reviravolta significativa em sua vida ao descobrir que seria pai de gêmeas. Diante das responsabilidades financeiras e familiares, tomou a difícil decisão de interromper temporariamente sua carreira no futebol para trabalhar como feirante, garantindo o sustento de sua família. Anos depois, já estabelecido como jogador profissional, Acosta naturalizou-se brasileiro, refletindo sua identificação e vínculo com o país onde consolidou parte significativa de sua carreira. Em 2010, enfrentou outro desafio familiar: enquanto jogava pelo Cerrito, no Uruguai, sua família permaneceu no Brasil, adaptada à vida em São Paulo.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando