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Adriano Imperador

Adriano Leite Ribeiro é um ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante. Grande ídolo do Flamengo, clube onde foi revelado, figurou na 10ª posição entre os maiores ídolos de futebol da história do time em um ranking elaborado em 2020 por especialistas dos jornais O Globo e Extra. Reconhecido pela força física, qualidade técnica e potência na perna esquerda, Adriano foi considerado um dos melhores atacantes do mundo em meados da década de 2000. Destacou-se especialmente nas cinco temporadas em que atuou na Itália, defendendo Parma e Internazionale, clube pelo qual viveu seu auge, sagrou-se tetracampeão da Serie A e recebeu o apelido de L'Imperatore (Imperador).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Carreira

Em meio às polêmicas, em 27 de maio de 2010, o seu empresário, Gilmar Rinaldi, confirmou que Adriano jogaria pela Roma a partir da temporada 2010–11. Entretanto, o contrato ainda não tinha sido assinado, e o atacante viajaria à Itália para acertar os detalhes. Adriano foi apresentado oficialmente no Estádio Flamínio no dia 9 de junho, recebendo a camisa de número 8 e assinando por três temporadas com a equipe romana. Estreou oficialmente no dia 21 de agosto, contra a Internazionale, seu ex-clube, saindo do banco de reservas e entrando no segundo tempo. Vaiado pela torcida e acima do peso, o atacante nada pôde fazer e não impediu a derrota por 3–1, em jogo válido pela Supercopa da Itália. No dia 8 de março de 2011, a Roma, por meio de seu site oficial, anunciou a rescisão do contrato de Adriano em mútuo acordo principalmente pelo seu comportamento inadequado extracampo e seu baixo aproveitamento e rendimento nos jogos. O centroavante deixou o clube sem marcar sequer um gol em partidas oficiais, já que o único gol marcado foi na sua estreia, num amistoso contra um combinado da região de Riscone Brunico que a Roma goleou por 13–0.

Início

Adriano nasceu e viveu durante sua infância na Vila Cruzeiro, uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro. Chegou ao Flamengo em 1991, com nove anos, onde foi destaque no futsal e logo se transferiu para o campo. Primeiramente foi lateral-esquerdo até o último ano da base, sendo vice-campeão da Copa BH de Juniores, em 1999. Até que sob o comando de Carlos Alberto Torres, o Capita, notou sua habilidade e colocou para o ataque. Foi promovido ao time profissional em 2000 e fez sua estreia no dia 2 de fevereiro, contra o Botafogo no Torneio Rio-São Paulo. Quatro dias depois, marcou um gol contra o São Paulo pela mesma competição. Nesse mesmo ano, ainda com dezoito anos de idade, o atacante foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira.

Internazionale

Em 2001 foi vendido para a Internazionale, da Itália. Logo na sua estreia, no dia 15 de agosto, marcou um golaço contra o Real Madrid no Troféu Santiago Bernabéu. O tento, contudo, não foi suficiente para que o continuasse no time milanês; assim, foi emprestado à Fiorentina e, em seguida, foi jogar no Parma.

O auge na Inter

Em 2004, Adriano voltou para a Internazionale. Logo na primeira temporada, marcou 15 gols em 16 partidas disputadas, média de quase um gol por jogo. Com essas atuações, garantiu a vaga de titular absoluto no time milanês e ficou conhecido pelo apelido de L'Imperatore ("O Imperador"), em alusão ao imperador romano Adriano. Conquistou títulos importantes pela Inter, incluindo as Copas da Itália de 2004–05 e 2005–06, e os Scudettos de 2005–06, 2006–07, 2007–08 e 2008–09. Entretanto, em 2006, logo após o falecimento de seu pai, a carreira de Adriano começou a declinar. Ficou quase aquele ano inteiro sem marcar um gol pela Inter e, depois da Copa do Mundo FIFA de 2006, foi duramente criticado pela imprensa esportiva brasileira, irritada com a péssima campanha da Seleção naquela Copa. No ano seguinte, acabou sendo barrado pelo treinador Roberto Mancini e nem sequer foi inscrito na Liga dos Campeões de 2007–08.

São Paulo

O declínio seguiu na volta a Milão. Os problemas pessoais persistiam, a falta de cuidados com a condição física, também. Sendo assim, Adriano havia perdido a total confiança do treinador Roberto Mancini, que nem sequer o convocava para as partidas. Assumiu em entrevistas à imprensa italiana que, deprimido, recorreu ao álcool, o que o atrapalhou ainda mais. Tentou recomeçar em partidas pela Serie A e da Copa da Itália, mas acabou liberado para voltar ao Brasil para melhorar sua preparação física no Reffis do São Paulo. Depois de seu departamento fazer o atacante perder três quilos e reordenar a gordura corporal, os paulistas conseguiram convencer o clube italiano a liberá-lo por empréstimo de seis meses. Dessa forma, o atacante jogou o primeiro semestre de 2008 pelo São Paulo. Não conseguiu dar ao clube seu quarto título da Copa Libertadores da América, mas fez um bom papel: em vinte e oito jogos marcou dezessete gols, seis pela competição sul-americana e onze pelo Campeonato Paulista. Após a eliminação do São Paulo na Copa Libertadores, o jogador deixou o clube e nem chegou a atuar no Campeonato Brasileiro pelo Tricolor.

Retorno à Internazionale

Depois da passagem pelo São Paulo, Adriano ainda retornou à Itália, jogou por alguns meses e teve participação importante, principalmente, na Liga dos Campeões. Foi muito importante no início da Serie A de 2008–09, chegando a marca de 100 gols no Campeonato Italiano. No dia 22 de outubro de 2008, marcou o gol da vitória de 1–0 sobre o Anorthosis Famagusta e, com este tento, chegou ao seu 18º gol na Liga dos Campeões, o 70º no clube. Em abril de 2009, Adriano simplesmente abandonou os treinamentos da Internazionale e retornou sem autorização ao Brasil. Foram dias de sumiço e especulações até de sua morte, como uma falsa notícia de que Adriano teria subido o Morro da Chatuba, no Complexo do Alemão, teria sido sequestrado e morto por traficantes. Um delegado, porém, desmentiu a notícia.

Retorno ao Flamengo

Seu retorno ao Flamengo foi oficializado no dia 6 de maio. Reestreou no dia 31 de maio, contra o Atlético Paranaense, marcando o segundo gol da vitória por 2–1 pelo Campeonato Brasileiro. Logo após a partida, o jogador foi destaques nos principais jornais e sites esportivos. Teve grande atuação no dia 12 de setembro, contra o Sport, onde marcou dois gols na vitória por 3–0. No Brasileirão daquele ano, Adriano foi, junto a Dejan Petković e o treinador Andrade, o grande destaque do Flamengo na competição. Ao fim do torneio, o Fla conquistou o título brasileiro e o Imperador foi o artilheiro do Brasileirão junto com Diego Tardelli, do Atlético Mineiro, ambos com dezenove gols.

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Seleção Nacional

Realizou sua estreia pela Seleção Brasileira no dia 15 de novembro de 2000, aos 18 anos, na vitória por 1–0 contra a Colômbia, em jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. Marcou seu primeiro gol pela Canarinha no dia 11 de junho de 2003, em um amistoso contra a Nigéria que o Brasil venceu por 3–0. Foi incluído no time para a Copa das Confederações de 2003 e liderou o ataque ao lado de Ronaldinho na ausência de Ronaldo. Apareceu em todos os três jogos e marcou dois gols quando o Brasil foi eliminado ainda na fase de grupos. No entanto, perdeu o Torneio Pré-Olímpico de 2004 por conta de lesões. Ainda teve a oportunidade de participar das conquistas da Copa América de 2004 e da Copa das Confederações de 2005. Foi destaque nesses dois torneios, sagrando-se artilheiro e melhor jogador em ambas competições e garantindo sua vaga para a Copa do Mundo FIFA de 2006. Na competição disputada na Alemanha, porém, Adriano não conseguiu repetir o desempenho dos torneios anteriores. Marcou dois gols em toda a Copa e viu o Brasil ser eliminado pela França nas quartas-de-final.

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Vida pessoal

Em 3 de agosto de 2004, o pai de Adriano, Almir Leite Ribeiro, faleceu aos 46 anos. Apesar de não ter perdido o futebol de alto nível imediatamente, tendo uma sequência de títulos nos cinco anos seguintes, a perda familiar o afetou de forma tardia, prejudicando sua carreira, segundo o próprio Adriano afirma. Em sua autobiografia, "Adriano, Meu Medo Maior" (2024), o ex-atacante escreve sobre a depressão pela morte do pai. A relação com o álcool também foi abordada.

Reconhecimento

Em 17 de agosto de 2009, recebeu da Câmara Municipal do Rio de Janeiro a Medalha de Mérito Pedro Ernesto (a homenagem é feita a quem se destaca na sociedade brasileira ou internacional desde 1980). Foi considerado pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009.

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Estatísticas

Seleção Brasileira

Abaixo estão listados todos jogos e gols do futebolista pela Seleção Brasileira, desde as categorias de base. Abaixo da tabela, clique em expandir para ver a lista detalhada dos jogos de acordo com a categoria selecionada.

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Fontes consultadas

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