Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa
Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) é a designação dada a um grupo de cooperação regional que reúne os países africanos que têm a língua portuguesa como oficial. Também conhecidos como África Lusófona, o grupo é composto pelos cinco membros originais — Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe — e a Guiné Equatorial, que aderiu ao grupo posteriormente e adotou a língua portuguesa como oficial.
Os líderes dos países membros do informal "Grupo dos Cinco" reuniram-se na "Cimeira Constitutiva do Fórum dos Cinco Países Africanos de Língua Portuguesa", que teve lugar em Luanda a 30 de junho de 2014, e decidiram criar o FORPALOP, uma organização de intervenção política e diplomática comum dos PALOP.
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A partir do final do século XV com a expansão marítima portuguesa, a língua portuguesa foi disseminada no continente africano. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII o português foi transformado na língua franca das costas de África. No decorrer dos séculos XV e XVI ao longo da costa do Senegal, Gâmbia e da Guiné a chegada de muitos comerciantes oriundos de Portugal e dos mestiços contribuíram para a difusão do português nessas regiões. No Golfo da Guiné o português também floresceu principalmente nas ilhas de São Tomé, Príncipe e Ano-Bom. Também no Golfo da Guiné ao longo da costa do Gana (antiga Costa do Ouro) surgiu uma espécie de português que foi falado por comerciantes nativos nas suas negociações com os europeus (holandeses, ingleses, franceses, dinamarqueses, suecos etc.) durante os séculos XVI, XVII e XVIII, até mesmo após vários anos da retirada dos portugueses da Costa do Ouro. Nessa área, Portugal também possuiu até o ano de 1961 um forte denominado de Fortaleza de São João Baptista de Ajudá, localizado em Daomé, atual Benim. Onde a língua portuguesa foi usada durante os últimos séculos por uma comunidade dos descendentes mestiços de portugueses. O português também foi usado no Reino do Daomé como idioma para as relações externas com os outros europeus.
Formação e evolução do grupo PALOP
O início da cooperação regional dos países africanos de língua oficial portuguesa deu-se em matéria política com a formação da "Frente Revolucionária Africana para a Independência Nacional das Colônias Portuguesas" (FRAIN), estabelecida em janeiro de 1960, reunindo inicialmente os movimentos anticoloniais de Angola, da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. O grupo pretendia juntar forças e contatos internacionais para fortalecer a luta pela descolonização e formar um movimento coeso diante da Organização da Unidade Africana. A FRAIN foi transformada em "Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas" (CONCP) em 18 de abril de 1961, alargada em representação com os movimentos anticoloniais de Moçambique e São Tomé e Príncipe, admitindo a Índia Portuguesa como membro observador.
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Segundo estimativas da UNESCO, o português é o idioma com maior potencial de crescimento como língua franca na África Austral. Prevê-se que 83 milhões de pessoas em todo o continente o tenham como idioma nativo até 2050. Atualmente, de cada quatro falantes do português, três são brasileiros – mais de 210 milhões. No entanto, as projeções indicam que, com o envelhecimento previsto da população brasileira e a explosão demográfica prometida por Angola e Moçambique até 2100 haverá, segundo o Instituto Camões, 500 milhões de pessoas que terão o português como língua materna, das quais a maioria será africanos.


