Antroponímia da língua portuguesa
Um nome tipicamente pertencente à onomástica da língua portuguesa é composto por um ou dois prenomes, um nome próprio, ou nome de batismo e dois Sobrenomes, ou Nomes de família. Sendo que o último sobrenome geralmente é o paterno; e o primeiro é o materno, embora essa não seja uma regra geral oficial, mas sim uma questão de costume usual. Note que esta ordem é inversa ao dos sobrenomes dos países de língua espanhola. Por questão de costume, geralmente apenas o último sobrenome é utilizado em cumprimentos formais ou na indexação de artigos científicos, mas numa lista de nomes, o primeiro nome próprio, e não o sobrenome, é usado para a classificação em ordem alfabética.
O sistema de nomenclatura português e na Comunidade dos países de língua oficial portuguesa é bastante flexível. A lei estabelece apenas a necessidade de uma criança receber, ter e possuir um nome próprio, prenome ou nome de batismo e um sobrenome proveniente do pai ou da mãe, ou até mesmo dos seus avós, apesar de que encontrar pessoas com apenas um nome e um sobrenome na população lusófona seja bastante raro, podem ser encontradas pessoas registradas dessa maneira. Essa prática corre com mais frequência entre descendentes de imigrantes do Leste Europeu que vivem em Portugal e no Brasil. Em tempos antigos era uma prática comum as filhas receberem o sobrenome da mãe e os filhos o sobrenome do pai. Por exemplo, no casamento entre Vasco da Gama e Catarina de Ataíde, os seis filhos homens receberam o sobrenome da Gama e uma filha recebeu o sobrenome de Ataíde. Mesmo nos dias de hoje, entre a população idosa, ainda não é incomum encontrar irmãos filhos de um mesmo casal com combinações de sobrenomes completamente diferentes.
Nomenclatura tradicional brasileira
No Brasil, os imigrantes recentes – especialmente italianos, alemães e japoneses – por norma dão aos filhos apenas o sobrenome do pai. Após sucessivas gerações, a norma tradicional portuguesa é o mais comum, normalmente por causa da assimilação. Hoje é possível encontrar pessoas que utilizam dois sobrenomes italianos (como Rossi Bianchini) ou dois sobrenomes japoneses (como Sugahara Uemura), uma prática que não é comum na Itália e não existe no Japão. Ter dois sobrenomes de imigrantes não europeus também é comum, como a modelo Sabrina Sato Rahal (um sobrenome japonês e um árabe, respectivamente). O modelo espanhol utiliza tanto o sobrenome do pai como o da mãe, mas na ordem inversa em relação à norma portuguesa. Quase toda a primeira geração de hispano-brasileiros foi nomeada seguindo a ordem da norma portuguesa.
Nomenclatura das mulheres casadas
O costume de a mulher mudar de nome após o casamento não é uma tradição da cultura portuguesa ou da cultura brasileira. Ela espalhou-se no fim do Século XIX nas classes superiores, sob a influência francesa, e após a década de 40 tornou-se socialmente quase obrigatória. A não adoção da tradição era vista como prova de concubinato, em especial até a década de 1970. Hoje em dia, praticamente desapareceu. Em Portugal, a mulher pode adotar o(s) sobrenome(s) do marido, mas mesmo assim ela sempre mantém os nomes de batismo. Por exemplo, se Maria de Abreu de Melo casa com José dos Santos de Almeida, ela pode optar por se tornar Maria de Abreu de Melo de Almeida ou Maria de Abreu de Melo dos Santos de Almeida. O homem pode adotar o sobrenome de sua esposa também, embora isso seja bastante raro.
Número de nomes
É permitido, embora seja raro, em Portugal, um indivíduo ter até dois nomes próprios e quatro apelidos, vindos da família materna, paterna ou do cônjuge. Além disso, alguns desses nomes podem ser compostos por mais de uma palavra. Por exemplo, o nome Maria da Natividade Castelo Branco de Vasconcelos Ferreira dos Reis seria permitido. Apelidos como Vilas Boas e Castelo Branco contam apenas como um sobrenome único. Em Portugal, há famílias com o costume de dar à criança quatro sobrenomes, pois desta forma ela pode ter os últimos nomes de cada um dos seus avós. Em Portugal e no Brasil algumas pessoas veem isso como um sinal de esnobismo, uma vez que as famílias nobres tinham um grande número de apelidos – por exemplo, o 4 º Duque de Lafões (1797-1851, cujo nome completo era Caetano Segismundo de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas da Silva). Por razões de simplicidade, a maioria dos portugueses atuais tem dois sobrenomes.
Tradicionalmente, a maioria dos nomes portugueses tem uma ortografia padrão que é utilizada de forma quase universal. Os nomes são vistos como as outras palavras, e estão, portanto, sujeitos à gramática e às regras ortográficas habituais da língua portuguesa. A grafia de muitos nomes tem evoluído ao longo dos tempos com as reformas ortográficas, e formas arcaicas de nomes são consideradas erros ortográficos e têm pouco uso em Portugal.
Em Portugal
Nomes próprios têm uma ortografia padrão que é considerada como modelo (mesmo em valores não-contemporâneos). Formas com grafia arcaica ou diferente são consideradas fora do comum (por exemplo, Isabel e não Izabel; Luís, e não Luiz). No entanto, pessoas mais velhas que foram registradas com uma grafia arcaica podem continuar a utilizá-las sem problemas (os exemplos incluem Manoel de Oliveira – a grafia moderna seria Manuel). No que diz respeito aos sobrenomes, não há restrições legais e, como tais, muita gente continua a utilizar grafias arcaicas dos nomes de família, como Athayde (Ataíde na forma moderna) e Telles (Teles na forma moderna). Isto é feito geralmente nas classes superiores, com o objetivo de tornar o apelido mais incomum ou grandioso.
No Brasil
Não existem leis para a nomenclatura, e como tal muitas grafias arcaicas e formas cognatas coexistem para um mesmo nome (Teresa é a única forma correta na ortografia atual, mas Thereza e Tereza também ocorrem). Nomes de inspiração internacional (inclusive sufixos como "-son" ou "-ton" para os meninos e "-elly" ou "-inny" para as meninas) são comuns e diacríticos muitas vezes são omitidos.
O nome próprio Maria (do hebraico Miryam; Maria em latim) é um nome feminino extremamente comum, até mesmo combinado com nomes masculinos. Em Portugal este nome sempre foi comum e nos últimos anos (década 2000-2010), com uma nova onda de denominações tradicionais, houve um aumento na sua popularidade. Tradicionalmente, Maria é mais comum na primeira parte de uma combinação de dois nomes próprios; tais combinações podem ser formadas por vários elementos diferentes. Atributos religiosos (muitas vezes honrando uma das denominações da Virgem Maria): O nome popular Mariana significa "de ou relacionado a Maria", e não é uma contração entre Maria e Ana. Outras aglutinações internacionais de combinações com o nome Maria têm sido introduzidas em tempos mais recentes. Nelas incluem Marisa (do espanhol María Isabel) e Marlene (do alemão Maria Magdalene).[carece de fontes?] Como Maria é amplamente utilizado, as mulheres são mais susceptíveis a serem conhecidas simplesmente pelo segundo nome: Conceição, Dores, Céu, Luz, Lurdes (Lourdes), Fátima, Salete, Aparecida, Madalena, Antônia, Teresa, etc. Uma mulher chamada Maria de Jesus seria chamada de "Jesus", apesar de o segundo nome ser masculino.
As partículas de ou da, do, dos, das (preposição de + artigo o, a, os, as) não são consideradas como parte do apelido ou sobrenome, e não devem constar em ordem alfabética em listas de nomes. João da Silva é Sr. Silva, não Sr. da Silva. Antônio de Castro é alfabetizado como Castro, Antônio de. Em caso de preenchimento de campos em formulários, a partícula integra o sobrenome e deve ser grafada sempre com letra minúscula. Desde o Formulário Ortográfico de 1943, adotado no Brasil até a entrada em vigor do atual acordo ortográfico, é pacífico que as partículas monossilábicas, como preposições e artigos, que se encontram presentes no interior de expressões, locuções e vocábulos compostos deverão ser escritas com letra minúscula. E isso inclui os sobrenomes ou apelidos de família.
Em listas de ordem alfabética de nomes portugueses, geralmente o nome completo é utilizado. Isso ocorre principalmente nas escolas ou em documentos oficiais, e geralmente é feito porque muitas pessoas preferem usar combinações múltiplas de sobrenomes em sua vida diária, ou não utilizar o último sobrenome. Por conseguinte, é difícil ordenar as pessoas pelo sobrenome. Uma lista em ordem alfabética típica: No entanto, em locais como listas telefônicas ou bibliografias, a prática de usar o último sobrenome é preferível. Conjunções e afixos anteriores ou posteriores, como "da" e "Filho", não são utilizados. Quando um sobrenome completo composto é conhecido, é em ordem alfabética de acordo com o primeiro nome, mesmo que não estejam separados por hífen. Quando não se sabe, o sobrenome deve ser usado. Devido a isso, muitos erros são cometidos na alfabetização de sobrenomes Português, como em uma lista telefônica. Por exemplo:
Os hipocorísticos (popularmente designados no Brasil de apelidos) são geralmente formados pela inserção do sufixo diminutivo –inho ou -ito antes da vogal final do nome. Por exemplo, Teresa torna-se Teresinha, e Carlos torna-se Carlinhos. Em alguns casos, o apelido é formado pela adição de -zinho(a) e -zito(a) ao nome verdadeiro. Por exemplo, João se torna Joãozinho e Sofia se torna Sofiazinha. Sendo que se o nome próprio terminar em "s", o diminutivo também se encerra assim. Como por exemplo, Marcos, Marquinhos; Lucas, Luquinhas; Jonas, Joninhas. Sufixos aumentativos podem ser utilizados também, como "Marcos" tornando-se Marcão, por exemplo. Outras práticas incluem a repetição de uma sílaba (Nonô, de Leonor; Zezé, de José), uma simples redução do nome (Fred para Frederico, Bia para Beatriz), a contração do nome (Manel para Manuel), ou de uma parte (Beto para Alberto e Roberto, Mila para Camila ou Emília). Uma mistura de redução e adição de um sufixo também pode ocorrer (Leco, de Leonardo). Às vezes, um apelido de língua estrangeira é usada para o nome português correspondente (Rick para Henrique ou Ricardo). A maioria dos nomes próprios têm um ou mais diminutivos padrão.
Um único nome ou um nome seguido por um patronímico era a forma mais comum que os povos nativos pré-romanos se denominavam. Os nomes podiam ser celtas (Mantaus), lusitanos (Casae), ibéricos (Sunua) ou cónios (Alainus). Os nomes eram claramente étnicos e alguns típicos de uma tribo ou região. A lenta adoção da onomástica romana ocorreu após o final do século I a.C., com a adoção de um nome romano ou da tria nomina: praenomen (nome próprio), nomen (gentílico) e um cognome. A maioria dos sobrenomes portugueses têm origem patronímica, toponímica ou religiosa. Costuma-se dizer que os judeus que viveram em Portugal até 1497, quando foram obrigados a escolher entre a conversão religiosa ou a expulsão, substituíram seus sobrenomes originais (ver: antroponímia judaica) por nomes de árvores que não produzem frutos comestíveis, como Carvalho e Junqueira (cana-de-açúcar, bambu, junco). Outros dizem que os judeus normalmente escolhem nomes de árvores, tais como Pereira e Oliveira, e de animais, como Coelho e Carneiro. No entanto, tais versões não passam de mitos, pois todos esses sobrenomes já eram utilizados para designar cristãos desde meados da Idade Média.
Patronímicos
Os patronímicos são nomes derivados do nome próprio do pai ou de algum ascendente masculino que, há muitos séculos atrás, começou a ser utilizado como sobrenome. São os sobrenomes mais comuns nos locais onde o português é falado, como também em muitas outras línguas. Na língua portuguesa, os patronímicos são sobrenomes como: Henriques, Rodrigues, Lopes, Gomes, Nunes, Marques (filho de Marco/Marcos), Mendes, Fernandes, Gonçalves, Esteves, Pires, Simões e Álvares, onde a terminação - es significa "filho de". O significado é o mesmo do sufixo - ez utilizado na língua castelhana. Alguns sobrenomes patronímicos não terminam em -es. Ao invés disso, terminam em -z, como Muniz ou Moniz (filho de Munio) ou Vaz, variante de Vasques (filho de Vasco), ou ins, como Martins (filho de Martinho ou Martim).
Toponímicos
Um número considerável de sobrenomes é de origem toponímica, supostamente para descrever a origem geográfica de um indivíduo, como o nome de uma aldeia, vila, cidade, região ou rio. Encaixam-se nessa regra sobrenomes como Almeida, Andrada ou Andrade, Barcelos, Barros, Bastos, Castelo Branco, Belmonte/Belmontes (de Belmonte) Cintra (de Sintra), Coimbra, Faria, Gouveia, Guimarães, Lima (nome de um rio, não a fruta), Lisboa, Pacheco (da vila de Pacheca), Barroso (das Terras do Barroso, região hoje em dia formada pelos concelhos de Montalegre e Boticas), Porto, Portugal, Brasil, Serpa etc. Um sobrenome como Leão pode significar que um antepassado veio do antigo reino espanhol de León (noroeste de Espanha) ou então da cidade francesa de Lyon (em português, Lião).[carece de fontes?]
Religiosos
Sobrenomes com significados religiosos são comuns. É possível que alguns destes originaram-se de um ancestral que se converteu ao catolicismo e necessitou mostrar a sua nova fé. Outra possível origem para os nomes religiosos era de que órfãos foram abandonados em igrejas e criados em orfanatos católicos por padres e freiras, geralmente batizados com um nome relacionado à data mais próxima do dia que eles foram encontrados ou batizados. Outra fonte possível é de nomes próprios religiosos (que mostram devoção especial por parte dos pais ou dos padrinhos, ou a data de nascimento da criança) foram adotados como nomes de família. Entre os nomes religiosos, incluem-se nomes como Jesus, dos Reis (dia da Epifania do Senhor, o Dia dos Reis Magos), Ramos (Domingo de Ramos, o domingo anterior à Páscoa), Pascoal (da Páscoa), da Assunção (Assunção da Virgem Maria), do Nascimento (da Natividade da Virgem Maria ou o Nascimento de Jesus - Natal), da Visitação (Visitação da Virgem Maria), da Anunciação (Anunciação da Virgem Maria), da Conceição (Imaculada Conceição da Virgem Maria), Trindade (do Domingo da Trindade), do Espírito Santo (da Festa do Espírito Santo), das Chagas (proveniente da Festa das Cinco Chagas de Cristo), Graça (de Nossa Senhora da Graça), Patrocínio (de Nossa Senhora do Patrocínio), Paz (de Nossa Senhora Medianeira da Paz), Luz (de Nossa Senhora da Luz Divina), Neves (de Nossa Senhora das Neves), Penha (de Nossa Senhora da Penha da França, que em espanhol é chamada de Nuestra Señora de Penafrancia) das Dores (Nossa Senhora das Dores), Bonfim (de Nosso Senhor da Boa Morte), das Virgens (das virgens mártires), dos Anjos (proveniente dos arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel), São João, Santana (Santa Ana), Santos (Dia de Todos os Santos ou Dia de Finados) e Cruz (o sobrenome mais comum entre os judeus de Belmonte).
Característica
Alguns sobrenomes são possíveis descrições de uma característica peculiar de um ancestral, originada a partir de um apelido. Estes incluem nomes como Peixoto ("peixe pequeno", dado a um nobre que utilizava peixes para enganar seus inimigos durante uma citação[carece de fontes?]), Peixe (o nadador, ou também pescador ou peixeiro[carece de fontes?]), Veloso (lanoso, de lã, ou seja, peludo), Ramalho (cheio de galhos de árvores; espesso, ou seja, barba espessa [carece de fontes?]), Forte, Lobo (ou seja, selvagem, feroz[carece de fontes?]), Lobato (lobo pequeno, filhote de lobo), Pinto («pintado» ou «tinto», crismado em combate com o sangue da batalha), Tourinho (touro pequeno, ou seja, robusto, forte[carece de fontes?]), Vergueiro (que se dobra, ou seja, fraco), Medrado (crescido, ou seja, alto), Tinoco (curto, pequeno), Porciúncula (pequena parte, um pedaço pequeno), Magro, Magriço (muito magro), Gago, Galhardo (galante, cavalheiro), Terrível, Penteado (apelido de uma linhagem da família alemã Werneck, cujos membros usavam perucas), Romero (de romeiro, peregrino, ou seja, alguém que fez uma viagem religiosa para Roma, Santiago de Compostela ou Jerusalém).
Ocupação e profissão
São poucos os sobrenomes portugueses que se originaram de profissões ou ocupações, como Serrador, Monteiro (caçador de montes ou guarda-madeira), Guerreiro, Caldeira (de caldeirão, por exemplo), Cubas (barris de madeira, ou seja, fabricantes de barris e tanoeiros), Carneiro (para um pastor), Peixe (para um pescador ou dono de peixaria). Um erro comum é dizer que o sobrenome Ferreira significa ferreiro, uma vez que existem sobrenomes similares em muitas línguas com este significado (Smith em inglês, Schmidt em alemão, Bittar em árabe, etc.). Ferreira é o nome de um rio e de muitas aldeias e vilas de Portugal.
Sobrenomes de origem estrangeira
Alguns sobrenomes portugueses são provenientes de estrangeiros que foram morar em Portugal, uma vez que Portugal sempre recebeu pessoas de outras partes da Europa e principalmente dos países vizinhos, como a Espanha e a comunidade autónoma da Galiza e também principalmente da França, que sempre manteve uma boa diplomacia com o país lusitano. O Brasil sempre recebeu imigrantes, principalmente após o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, na língua portuguesa existem sobrenomes que são de origem estrangeira e que são tão antigos na língua portuguesa, que apesar de sua origem estrangeira, são uma parte integrante das culturas portuguesa e brasileira.
Os apelidos de família mais comuns em Portugal
Os cinquenta apelidos mais frequentes na população portuguesa são:
Os prenomes mais comuns em Portugal e no Brasil
De acordo com o jornal Público, os nomes próprios mais comuns em Portugal, em 105 mil crianças nascidas em 2008, foram: De acordo com o site Cartórios Associados Website, os nomes próprios mais comuns no Brasil durante os últimos dois anos (janeiro de 2008 a novembro de 2009) foram:
Sobrenomes brasileiros
Devido ao fato de algumas famílias portuguesas não terem enviado imigrantes ou de alguns imigrantes não terem descendentes no seu novo país, os sobrenomes portugueses no Brasil têm uma variação menor do que em Portugal. Há sobrenomes em Portugal que não são encontrados de forma alguma no Brasil. Portugueses de classes inferiores, que não tinham sobrenomes e migraram para o Brasil durante a corrida do ouro do século XVII, em geral adotaram como sobrenome o nome da cidade, vila ou aldeia de onde vieram (Almeida, Braga, Barros, Faria, Guimarães, Junqueira, Lisboa, Magalhães, Serpa).[carece de fontes?]. Até a abolição da escravatura, os escravos não tinham sobrenomes, apenas nomes próprios.[carece de fontes?]. Eles eram até proibidos de usar seus nomes originais africanos e nomes indígenas, e foram batizados com um nome próprio português. Enquanto a escravidão persistiu, era necessário os escravos terem nomes distintos só na fazenda ou no engenho ao qual pertenciam.
Prenomes
Em Portugal, os recém-nascidos só podem ser batizados com nomes de uma lista de nomes próprios permitida pelo Direito Civil. É obrigatório os nomes serem escritos de acordo com as regras da ortografia da língua portuguesa e participarem da onomástica da língua portuguesa (nomes tradicionais em Portugal foram baseados no calendário de santos). Assim, em Portugal os nomes próprios apresentam pouca variação, já que nomes tradicionais têm prioridade sobre os "modernos". Exemplos de nomes populares em Portugal: António, João, José, Francisco, Pedro, Manuel, Maria, Ana, Isabel, Teresa, Joana. Nas últimas décadas tem havido um aumento de popularidade de nomes históricos antigos como Gonçalo, Bernardo, Vasco, Afonso, Leonor, Catarina e Beatriz. Se um dos cônjuges não é português ou tem dupla cidadania, nomes estrangeiros são permitidos, contanto que os pais apresentem um documento comprovativo de que o nome desejado é permitido no país de origem. No passado, os filhos de imigrantes que nasciam no exterior eram obrigados a adotar um nome português, a fim de se tornarem cidadãos portugueses. Um exemplo é a tenista Michelle de Brito, cujo nome português é Micaela. Esta prática não se aplica mais.


