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Andrea Neves da Cunha

Andrea Neves da Cunha, é uma jornalista brasileira. É irmã e braço-direito de Aécio Neves, ex-governador e senador por Minas Gerais. Andrea foi presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais (Servas), de 2003 a janeiro de 2014.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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Início de vida, família e educação

Andrea Neves nasceu em Belo Horizonte em 15 de fevereiro de 1959. É filha de Aécio Ferreira da Cunha e de Inês Maria Neves da Cunha, sendo neta do ex-presidente Tancredo Neves (1910-1985) e do ex-deputado federal Tristão Ferreira da Cunha (1890-1974). É irmã de também político Aécio Neves. Andrea é casada com Luiz Márcio Haddad Pereira Santos, arquiteto, urbanista e ex-presidente da Fundação Biodiversitas. Tem uma filha, Maria Clara de seu primeiro casamento com o jornalista Herval Braz. Nos anos 1970, Andrea e seus irmãos passavam as férias na fazenda da família em Cláudio, terra Natal da Dona Risoleta, viúva de Tancredo. Disputava com os irmãos quem montava melhor nas cavalgadas em que percorriam na vizinhança, tocavam violão e as serenatas eram acompanhadas de café com leite e pão de queijo. Andrea o curso primário no Colégio Sacré-Coeur de Jesus, em Belo Horizonte, e o secundário no Colégio São Vicente de Paulo, no Rio de Janeiro. Formou-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), em 1985. Na faculdade, Andrea militou no movimento estudantil, cuja principal bandeira de luta na época era a redemocratização do país, e fez campanha pela anistia de exilados políticos. Tomou parte também na campanha das Diretas-Já e participou do Movimento Jovem Pró-Tancredo, no Rio de Janeiro. Em 1985, fez parte da delegação brasileira que compareceu ao Encontro Internacional da Juventude, realizado em Cuba. Na ocasião, foi oradora oficial, em solenidade com a presença de Fidel Castro. Na virada dos anos 1980, visitou a Nicarágua, na época da Revolução Sandinista, de 1979.

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Carreira

Sua primeira atividade profissional foi como pesquisadora do Centro de Pesquisa e Documentação da História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC-FGV), no começo dos anos 80, no Rio de Janeiro. Ali, integrou a equipe que ajudou a organizar o acervo de Getúlio Vargas, considerado a principal referência sobre a vida do ex-presidente da República. No início dos anos 80, Andrea colaborou como jornalista freelance na Revista de Domingo, do Jornal do Brasil e na Revista Pais & Filhos. No campo editorial, em 1986, Andrea coordenou a publicação do livro "São João del Rei". E, em 2005, concebeu e organizou a obra "Tancredo Neves, um Homem para o Brasil". Em 2010, como parte das comemorações do centenário de Tancredo Neves, trabalhou com o jornalista Mauro Santayana na organização da coletânea de discursos do ex-presidente. A experiência de Andrea Neves na administração pública começou em 1990, quando foi Secretária-adjunta de Cultura do Governo de Minas Gerais, na gestão Hélio Garcia. Nessa função, esteve a cargo da coordenação das comemorações oficiais dos 200 anos da morte de Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira.

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Gestão no SERVAS

Durante o governo de seu irmão Aécio Neves no governo de Minas, Andrea assumiu a presidência do Serviço Social Autônomo SERVAS – SSA – SERVAS MG, entidade sem fins lucrativos, criada há sete décadas pelo governo do estado para promover a responsabilidade e a inclusão social. Entre 2003 e 2014, o SERVAS orientou programas, projetos e ações da instituição com foco no apoio a entidades de serviços assistenciais. Foi, ainda, criado o Movimento Minas solidária, parceria entre poder público estadual, municipal e sociedade civil que levou, entre outras ações, à construção de 953 moradias em 60 municípios para famílias desabrigadas pelas chuvas no estado. Na ocasião, ampliou o programa Vitavida que produziu mais de dez milhões de refeições desidratadas. Também valorizou a arte musical das comunidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte por meio do programa Vozes do Morro. Na ocasião, criou o Programa Valores de Minas, que ofereceu a centenas de alunos da rede pública estadual cursos de teatro, dança, circo, música e artes plásticas. Também criou o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), um espaço aberto para apoiar prefeituras e empresas a pensar alternativas de transformação de resíduos em oportunidades de trabalho e renda.

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Investigações

Andrea foi presa durante a Operação Patmos, na 41ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, em 18 de maio de 2017. A prisão foi devida a suspeitas que ela tenha pedido dinheiro ao empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, em nome do irmão, Aécio Neves. Após longa investigação judicial, Andrea foi inocentada das acusações pela 7ª Vara Criminal de São Paulo, responsável pelo caso. O advogado Fábio Tofic, que representou Andrea Neves no caso, afirmou que a decisão fez "Ruir o castelo de uma grande farsa, que alimentou o clamor público e fez muito mal à justiça". No dia 27 de julho, o TRF 3 confirmou a decisão da 1ª instância, confirmando a inocência de Andrea Neves das acusações e que sua prisão foi indevida. O ex-presidente do Partido Progressista, Pedro Corrêa, no seu acordo de delação premiada em março de 2016, já havia mencionado que Andrea supostamente era operadora de propina para seu irmão senador. Em 2022, Pedro Corrêa voltou atrás e anunciou que pretende anular toda a sua delação, na qual provas nunca foram apresentadas.

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