Toyota GT-One
Toyota GT-One, ou Toyota TS020, foi um esporte protótipo GT1/LMGTP desenvolvido pela fabricante japonesa Toyota em associação com sua divisão de competição Toyota Team Europe para competição nos eventos de automobilismo das 24 Horas de Le Mans de 1998 e 1999 em Le Mans, França.
1995–1996: eventos anteriores
Após a extinção da categoria dos Group C para as 24 Horas de Le Mans de 1994, e a introdução da categoria de GT em seu lugar, a Toyota decidiiria alterar seus planos de forma a se tornar participativa nessa nova categoria, a partir da corrida do ano seguinte. Contudo, o principal obstáculo enfrentado pela construtora eram as novas regras impostas pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e a Automobile Club de l'Ouest (ACO) para a categoria em 1995: carros que competissem na categoria deveriam ser construídos a partir de um modelo de rua. Isso impedia que o Toyota 94C-V, antiga campanha da equipe, viesse a participar. Sem possibilidades de utilizar seus carros de competição incluindo o Toyota TS010 de campanha, em 1993, a montadora decide direcionar seus esforços para um novo projeto ingressando com dois modelos diferentes de competição, todos preparados paras novas regras introduzidas pela FIA: o Toyota Supra LM GT e o Toyota MC8R, a partir da equipe SARD Racing Team.
1997: desenvolvimento
Entre 1995 e 1996 a fabricante nipônica se associou com a equipe japonesa SARD, no entanto, para 1997, decidiria tomar como apoio a sua própria divisão técnica de competição com sede em Colónia, Alemanha, a Toyota Team Europe. Operando também em conjunto com a Dallara Automobili Andre de Cortanze, diretor técnico da divisão da Toyota e ex-designer na Fórmula 1 lideraram esforços para construção de um novo carro para o regulamento GT1. Neste processo pranchetas de desenho foram substituídas por sistemas avançados de CAD o que permitia uma maior precisão no desenho. Para o benefício próprio, Cortanze havia explorado a regulamentação colocada pela Automobile Club de l'Ouest (ACO), principal órgão regulamentador do evento das 24 Horas de Le Mans, para desenvolver o novo carro da Toyota exclusivamente para classe GT1. Como exigência, o modelo de rua necessário para homologação do carro de corrida, deveria possuir alguns requisitos como: duas poltronas e um espaço que comportasse pelo menos uma mala pequena.[nota 4]
Motor
A configuração adotada pela Toyota foi a configuração V8, que se mostrava mais confiável do que outras configurações. Esta escolha foi dada levando em conta a durabilidade, exigido pelas provas de resistência como as 24 horas de Le Mans. A câmera do motor possui uma capacidade máxima de 3,6l de combustível, resultando em 3578 cc. Em conjunto com motor operavam dois turbocompressores Garrett. No total o motor desempenhava 600 bhp potência mecânica a 6000 rpm com um torque máximo de 649 N m a 6000 rpm. A maior velocidade registrada em competição, se deu nos treinos livres para as 24 Horas de Le Mans 1999 onde registrou 351 km/h.
24 Horas de Le Mans de 1998
O primeiro aparecimento do novo protótipo da Toyota realizou-se no dia de ensaio oficial para as 24 Horas de Le Mans 1998, em maio. Nesse dia três novos chassis do Toyota GT-One foram apresentados a público. Mais tarde, os carros iniciaram obtendo os melhores tempos nos treinos livres, com segundo, quinto, e décimo lugares. Posteriormente, para a semana da prova, todos os três carros repetiram seus bons desempenhos, qualificando-se em segundo, sétimo e oitavo lugares. Seus principais concorrentes eram as fabricantes alemãs Mercedes-Benz, com modelo Mercedes-Benz CLK-LM, Porsche, com a nova versão do Porsche 911 GT1 e a Nissan com o Nissan R390 GT1 LM.
24 Horas de Le Mans de 1999
A Toyota foi forçada a fazer alterações para o Toyota GT-One com a introdução do regulamento da LMGTP e a saída da categoria GT1. Na sessão oficial de testes em Le Mans, o GT-One's foram novamente rápidos, tomando o primeiro, terceiro e quinto tempos. Nesse ritmo, na fase de qualificação para a corrida, os três GT One’s obtiveram o primeiro, segundo e oitavo lugares. No início da corrida houve uma extensa troca de posições entre os principais concorrentes. Os carros da Toyota se mantiveram nas primeiras posições, apesar da luta constante com Mercedes-Benz. No entanto, uma combinação de falhas trouxe maus resultados a equipe. Parte do cascalho afiado acidentalmente trazido para a superfície da pista pelos carros concorrentes trouxe prejuízos ao primeiro dos GT-One foi perdido quando sofreu um furo em um dos seus pneus e privou Martin Brundle de completar a prova. Danificado, o carro foi incapaz de retornar aos boxes, abandonando a corrida. No meio da corrida, outro GT-One de Thierry Boutsen foi perdido com mesmo problema sobretudo com um acidente em alta velocidade, danificando permanentemente o carro.


