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Ana Maria de Orleães

Ana Maria de Orleães foi uma princesa francesa por nascimento e sucessivamente Rainha da Sicília e Rainha da Sardenha em decorrência de seu casamento com Vítor Amadeu II de Saboia. Era filha de Filipe I, Duque de Orleães, e sua esposa Henriqueta Ana da Inglaterra.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Primeiros anos

Ana Maria de Orleães nasceu em 27 de agosto de 1669 na residência dos duques de Orleães , o Castelo de Saint-Cloud, nos arredores de Paris. O pai da menina, Filipe I, Duque de Orleães, era o irmão mais novo do rei francês Luís XIV, e a sua mãe, Henriqueta Ana da Inglaterra, era a filha mais nova do rei inglês Carlos I e Henriqueta Maria da França. Ana Maria era a caçula da família; além dela, o casal ducal teve duas filhas e um filho e enfrentaram série de abortos espontâneos, sendo Ana Maria e sua irmã mais velha Maria Luísa, futura rainha de Espanha, as únicas a alcançarem a idade adulta. Sendo neta do rei francês através de linhagem masculina, Ana Maria detinha o direito ao título de "neta da França" (em francês: petite-fille de France), bem como ao tratamento de "Sua Alteza Real". Na corte, a princesa era conhecida como Mademoiselle de Valois e, a partir de 1679, após o casamento da sua irmã mais velha, passou a ser conhecida apenas como Mademoiselle.

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Casamento

A fim de fortalecer a influência francesa nos estados italianos, o rei Luís XIV, em 1683, arranjou o casamento de Ana Maria com o Vítor Amadeu II, Duque de Saboia. O rei francês era aliado da mãe e regente de Vítor Amadeu, Maria Joana, que pertencia ao ramo francês da Casa de Saboia - foi Luís quem ajudou Maria Joana a permanecer na regência até o casamento entre o seu filho e Ana Maria, embora nesta altura Vítor Amadeu já houvesse atingido a maioridade, não havendo necessidade de sua regência. O casamento por procuração entre Ana Maria e Vítor Amadeu ocorreu em Versalhes em 10 de abril de 1684, um dia após a assinatura do contrato de casamento. O primo de Ana Maria, filho legitimado de Luís XIV, Luís Augusto, Duque de Maine, foi quem representou Vítor Amadeu na cerimônia. Como dote à sua sobrinha, Luís XIV concedeu-a 900.000 libras. Ana Maria deixou Versalhes no dia seguinte ao casamento por procuração para cidade francesa de Juvisy-sur-Orge (18 km ao sul de Paris), a princesa foi acompanhada por seu pai, madrasta e dama de companhia Ana de Lorena, esposa do Príncipe de Lorena-Lillebonne. Vítor Amadeu conheceu a noiva em Chambéry no dia 6 de maio; no mesmo dia se realizou outra cerimônia de casamento. Em 8 de maio, os novos duques de Saboia entraram solenemente em Turim.

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Reinado

Durante a Guerra dos Nove Anos, o duque tomou partido contra a França e invadiu o Delfinado. Caçado pelo exército francês, ele teve que assinar uma paz separada e dar a sua filha mais velha, Maria Adelaide, em casamento ao Duque da Borgonha, filho mais velho, neto de Luís XIV da França. Durante a Guerra da Sucessão Espanhola, sua filha mais jovem, Maria Luísa Gabriela, casou-se com o rei Filipe V da Espanha, também um neto de Luís XIV. Turim, a capital foi sitiada pelo exército francês e da duquesa e sua família teve de fugir para Gênova. Em 1713, o Tratado de Utrecht faz com que o seu marido subisse ao trono da Sicília, que no entanto o trocou em 1720 pelo trono da Sardenha. Enquanto isso, a Duquesa de Borgonha e a Rainha da Espanha, suas filhas tinham falecido com a idade de vinte seis anos, como sua avó e tia. A duquesa de Saboia tornou-se rainha da Sicília, perdendo também seu filho mais velho em 1715; a morte de três dos quatro filhos em tão pouco tempo prejudicou a saúde de Ana Maria. Ela, bem como Vítor Amadeu, ficaram deprimidos por muito tempo e saíram da capital, deixando todos os assuntos de Estado para Maria Joana, que também acabaria por falecer em março de 1724.

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Fontes consultadas

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