Adelaide de França
Maria Adelaide de França foi uma princesa da França, sexta filha, a quarta menina, do rei Luís XV de França e de Maria Leszczyńska. Era duquesa de Louvois juntamente com a irmã Sofia.
Primeiros anos
Nascida no Palácio de Versalhes em 23 de março de 1732, Maria Adelaide ela recebeu o nome de sua avó paterna, Maria Adelaide de Saboia. Era a sexta filha, a quarta menina, do rei Luís XV de França com sua esposa Maria Leszczyńska, filha do rei Estanislau I da Polônia. Como filha do rei francês, ela era uma Filha da França (Fille de France). Na corte francesa era conhecida como "Madame Quarta" (Madame Quatrième). Adelaide foi criada em Versalhes com suas irmãs mais velhas, Madame Luísa Isabel e Madame Henriqueta e seu irmão Luís, Delfim da França. Suas irmãs mais jovens receberam a sua educação na Abadia de Fontevraud, porque segundo André Hercule de Fleury primeiro-ministro de Luís XV criá-las em Versalhes com tudo o que tinham direito era demasiado muito caro. Esperava-se que Adelaide se unisse a suas irmãs mais novas em Fontevraud, todavia, ela foi autorizada a ficar em Versalhes após um apelo pessoal a seu pai.
Vida na Corte
Em 1744, o rei concedeu à Henriqueta e Adelaide seu próprio séquito. As irmãs tinham duas damas de companhia e sua própria dama de honra. Quando as irmãs mais novas chegaram à corte de Fontevrault, elas não foram introduzidas na comitiva de suas irmãs mais velhas, conhecida como a "Casa das Mesdames". Após a morte de Henriqueta em 1752, a Casa das Mesdames passou a ser conhecida como a "Casa de Madame Adelaide", tendo Adelaide ocupado uma posição distinta como a única princesa real solteira com sua própria comitiva, enquanto suas irmãs mais novas compartilhavam o séquito. Adelaide recebeu demasiadas propostas de casamento como a do Príncipe de Conti e do príncipe Francisco Xavier da Saxônia, mas Luís XV considerou que não havia consortes potenciais como sendo de estatuto adequado disponível. Em 1761, ela foi cogitada para se casar com o rei Carlos III da Espanha, recém viúvo de Maria Amália da Saxônia, todavia, depois de ver o retrato dele, ela se recusou, sendo assim Adelaide permaneceu solteira até morrer.
No reinado de Luís XVI
Madame Adelaide e suas irmãs permaneceram próximas e cuidaram de seu pai, Luís XV, até sua morte em 1774. Após a ascensão de seu sobrinho Luís Augusto como Luís XVI, Adelaide e suas irmãs passaram a ser conhecias como "Madames-Titias" ("Mesdames Tantes"). O novo rei, seu sobrinho, permitiu que as tias mantivessem seus aposentos no Palácio de Versalhes, e que continuassem frequentando a corte. Em 1777, Madame Adelaide foi nomeada Duquesa de Louvois, juntamente com a irmã Sofia. Adelaide passou a desempenhar um papel político após a sucessão de seu sobrinho, ela desempenhou um importante papel na formação do novo governo com instruções sobre ministros adequados para o novo rei. No início de seu reinado, Luís XVI sentia confiança em sua tia em relação aos assuntos de Estado, e ele a considerava inteligente o suficiente para torná-la sua conselheira política. Apesar de apoiada pelo partido dos Dévots, Madame Adelaide ganhou tamanha oposição dentro da corte que o rei logo se viu obrigado a excluí-la dos assuntos de estado.
Revolução Francesa e vida posterior
Madame Adelaide e sua irmã Vitória estavam presentes em Versalhes durante a marcha das mulheres a versalhes em 6 de outubro de 1789 e pertenciam às pessoas reunidas no apartamento do rei na noite do ataque ao quarto de Maria Antonieta. As duas irmãs participaram da comitiva que partiu de Versalhes para Paris, todavia, sua carruagem se separou do resto da família real antes de chegarem a Paris, e elas fixaram residência no Castelo de Bellevue em Meudon. As duas mulheres, horrorizadas com as novas leis revolucionárias contra a Igreja, solicitaram passaportes ao seu sobrinho, o rei, para viajarem em peregrinação à Basílica de São Pedro em Roma, e Luís XVI assinou seus passaportes e notificou o Cardeal de Bernis, o embaixador da França em Roma, da partida. Em 3 de fevereiro de 1791, quando se preparavam para partirem, foi enviada ao Clube Jacobino uma intimação anônima sobre a intenção das Mesdames de abandonarem a França, o que provocou protesto na Assembleia Nacional. Em 19 de fevereiro, uma multidão de mulheres se reuniu no Palácio Real e concordou em marchar até o Castelo de Bellevue e impedir a partida das tias do rei. As Mesdames foram avisadas e deixaram o castelo na carruagem de um visitante antes de terem tempo de trazer seus vagões de bagagem, que foram, porém, protegidos e enviados logo após sua partida pelo general Louis-Alexandre Berthier.


