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Orion (constelação)

Orion, Orião, Órion ou Oríon é uma das oitenta e oito constelações modernas. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Orionis. Está localizada no equador celeste e, por este motivo, é visível em praticamente todas as regiões habitadas da Terra. A época mais favorável para sua observação se dá principalmente nas noites de verão no hemisfério sul, ou inverno no hemisfério norte, em dezembro e janeiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Características

Órion é uma das oitenta e oito constelações modernas. É uma das constelações mais facilmente reconhecíveis pela quantidade de estrelas brilhantes presentes e a presença de asterismos facilmente distinguíveis. Estende-se por uma área de 594 graus quadrados na esfera celeste, correspondendo a somente 1,4% de todo o céu, sendo a vigésima sexta constelação em ordem de área. Em sentido horário limita-se com Gemini (Gêmeos), Taurus (Touro), Eridanus (Rio Erídano), Lepus (Lebre) e Monoceros (Unicórnio). O equador celeste corta o centro da constelação, o que a torna visível em praticamente todas as regiões habitadas da Terra, desde a latitude 74°N até 67°S. A melhor época para observação da constelação é durante o mês de janeiro (inverno no hemisfério norte e verão no hemisfério sul). Uma das formas mais fáceis de se localizar Órion é encontrar o asterismo do Cinturão de Órion, popularmente conhecido como Três Marias, uma série de três estrelas alinhadas e igualmente espaçadas (Alnitak, Alnilam e Mintaka). Este asterismo situa-se no centro de um quadrilátero de estrelas brilhantes. Uma das estrelas mais brilhantes deste quadrilátero, chamada Betelgeuse, apresenta um brilho vermelho característico. No canto oposto, destaca-se Rígel com um brilho azulado. As outras duas estrelas são Bellatrix (próxima a Betelgeuse, sendo que estas duas formam os ombros do caçador) e Saiph (que, junto com Rígel, são seus pés ou joelhos). Um conjunto de estrelas de menor brilho enfileiradas pouco ao sul do cinturão constituem a espada de Órion. Próximo a Bellatrix uma série de estrelas forma o escudo do caçador, enquanto que, a partir de Betelgeuse, outras estrelas de menor brilho formam seu braço levantado. Ainda, pouco acima da linha entre Betelgeuse e Bellatrix, a estrela Meissa representa a cabeça do caçador.

Navegação

A constelação de Órion, por estar repleta de estrelas brilhantes, pode servir como guia para se encontrar outras estrelas importantes no céu. Formando-se uma linha imaginária partindo de Rígel e passando por Betelgeuse encontra-se Pólux e Castor, as estrelas mais brilhantes de Gêmeos. As três estrelas do cinturão apontam para Sirius, a estrela mais brilhante do céu em Cão Maior e, na direção oposta, guiam até Aldebaran, uma estrela avermelhada em Touro. Outra linha, partido de Bellatrix e passando por Betelgeuse leva a Procyon, a principal estrela da constelação de Cão Menor. Betelgeuse, Sirius e Procyon formam o asterismo do Triângulo de Inverno (no hemisfério norte, verão no hemisfério sul), facilmente reconhecível.

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Objetos celestes

A constelação de Órion é notável pela diversidade de objetos celestes presentes. São muitas nebulosas presentes na constelação, incluindo a Nebulosa de Órion, a mais brilhante de todo o céu, visível a olho nu. Esta abundância deve-se à presença do Complexo de Nuvens Moleculares de Órion relativamente próximos ao nosso planeta. Estas nuvens também foram o material de origem de muitas das estrelas mais brilhantes da constelação. De fato, a constelação é abundante na quantidade de estrelas gigantes azuis, algumas das mais brilhantes visíveis, como Rígel e Bellatrix. Betelgeuse, uma gigante vermelha, também inclui-se nesta lista.

Estrelas

A constelação de Órion é notável pela quantidade de estrelas facilmente distinguíveis concentradas em uma região do céu. Uma das principais é Betelgeuse (Alfa orionis), uma estrela de primeira magnitude caracterizada por seu brilho avermelhado. De fato trata-se uma estrela supergigante vermelha que, se colocada no lugar do Sol, se estenderia para além da órbita de Marte. Sua extensão é tamanha que é possível distinguir seu disco estelar mesmo estando a 430 anos-luz de distância. São percebidas no disco estelar regiões com maior brilho e, ao seu redor, nuvens de gases e poeira, que são responsáveis pela variação errática do seu brilho. Sua coloração avermelhada e características indicam que Betelgeuse está num estado evolutivo avançado, quando o hidrogênio praticamente se exauriu de seu interior.

Nebulosas

Na direção da constelação de Órion há uma concentração de nuvens moleculares que formam o Complexo de Nuvens Moleculares de Órion. Constitui-se de nebulosas, nebulosas escuras e estrelas recém-formadas que interagem entre si. Estruturas deste tipo são compostas sobretudo de hidrogênio e são o material a partir do qual ocorre a formação de novas estrelas. Embora existam muitos complexos de nuvens moleculares por toda a Via Láctea, este é o mais próximo do Sistema Solar, estando a cerca de 1 500 anos-luz de distância, no mesmo braço espiral da galáxia em que estamos, o Braço de Órion. Visualmente estende-se por quase toda a constelação. Uma região menor, mas de especial interesse, localiza-se no asterismo da espada de Órion, ao sul de seu cinturão. a Nebulosa de Órion (Messier 42). Esta é a nebulosa com maior brilho aparente, sendo possível sua observação a olho nu como uma mancha difusa ao redor de Theta1 Orionis, em condições de céu sem poluição luminosa. O seu brilho deve-se ao fato de ser uma zona de formação estelar com cerca de vinte anos-luz de extensão, sendo que o vigor das estrelas massivas e jovens recém-formadas ioniza e ilumina os gases ao seu redor. A Nebulosa de Órion situa-se a cerca de 1 350 anos-luz do nosso planeta. As estrelas do Aglomerado do Trapézio situam-se nas proximidades da nebulosa. Outro objeto do catálogo Messier, M43, constitui outra porção da nebulosa de Órion pouco a norte de seu centro. A constelação de Órion abriga ainda a nebulosa de reflexão M78, uma região de formação de novas estrelas a cerca de 1 400 anos-luz. Sua observação é possível graças à reflexão da luz do sistema estelar triplo HD 38563.

Galáxias

Apesar da quantidade de nebulosas presentes em Órion, outras galáxias distantes são visíveis na constelação. Dentre elas inclui-se a galáxia elíptica NGC 2110, uma galáxia Seyfert, que possui um núcleo muito mais ativo do que galáxias comuns, localizada a 107 milhões de anos-luz. Outro exemplo inclui a galáxia espiral barrada NGC 1924, a cerca de 117 milhões de anos-luz.

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Oriônidas

Oriônidas é uma chuva de meteoros cujo radiante (ponto de onde parecem surgir os meteoros) localiza-se na porção noroeste da constelação de Órion, próximo ao limite da constelação de Gêmeos. Meteoros provenientes desta chuva de meteoros aparecem em outubro, sendo que o pico ocorre entre os dias 20 e 21 do mesmo mês. Eventualmente um segundo pico de atividade ocorre por volta do dia 24. Pelo fato de Órion estar situada próximo ao equador celeste, os meteoros de Oriônidas são visíveis tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério sul. A observação ao longo da história indica uma taxa horária zenital de cerca de 25 meteoros, ou seja, são visíveis em média 25 meteoros a cada hora em boas condições. Os meteoros de Oriônidas são resultado da passagem da Terra pelos detritos deixados pelo cometa Halley, assim como a chuva de meteoros Eta Aquáridas. Atingindo a atmosfera a cerca de 66 km/s, os meteoros produzem riscos longos, rápidos e brilhantes no céu.

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Mitologia

A constelação de Órion é uma das mais proeminentes da esfera celeste, sendo suas estrelas normalmente associadas à figura de um caçador ou guerreiro por muitas civilizações antigas, sobretudo pelo por lembrar uma figura humana. No entanto, a descrição moderna da constelação provém da mitologia grega, em que Órion é um caçador que, após sua morte, foi eternizado pelos deuses como uma constelação.

Mitologia grega

Existem diversas versões diferentes para a história do caçador. Uma das versões afirma que seria filho de Hirieu, rei de Beócia. Quando jovem, Órion teria cortejado Mérope, uma das Plêiades, companheiras da deusa Ártemis, mas ela não teria correspondido. Em outra versão, Mérope teria sido prometida a Órion, embora seu pai, Enopião, rei de Quios (uma ilha no Mar Egeu) adiava a data do casamento. Órion, então, perdeu a paciência com o rei e raptou sua filha. O rei então, por vingança, cegou o caçador. Ele passou, então, a vagar sem nenhum auxílio até que o deus Hefesto sentiu pena e mandou seu auxiliar Cedálion para ajuda-lo. Eles chegaram, então, até os deuses Hélio e Eos que ficaram comovidos e restauraram sua visão. Uma das versões afirma que Órion teria se apaixonado por Eos, o que irritou os deuses que exigiram que Ártemis, a deusa da caça, acertasse o homem com suas flechas. Outra versão conta que Órion teria se apaixonado por Ártemis e planejavam se casar, mas sua relação teria sido sabotada por seu irmão Apolo, que não concordava com a união entre uma deusa e um humano. Apolo desafiara Artemis a acertar um alvo flutuante distante no mar, e a deusa o fez, mas só ao se aproximar viu que sua flecha acertara, na verdade, Órion, conforme Apolo havia planejado.

Outras concepções

Pelo fato de ser uma constelação proeminente, as estrelas de Órion representam mitos em muitas outras culturas. Os sumérios conheciam a constelação como Sibzianna, um deus pastor, com as estrelas ao redor constituindo seu rebanho. os hititas conheciam a constelação como Aqhat, também o caçador mas que, morto por um homem que queria roubar seu arco a pedido de Anat, deusa apaixonada pelo caçador, caiu no mar. Para os mesopotâmicos era conhecida como Uru-anna (luz dos céus) que lutavam com Gut-anna (touro dos céus, atual constelação de Touro). Os egípcios também atribuíam significado mítico à constelação como sendo uma manifestação de Osíris em sua barcaça no céu.

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Fontes consultadas

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