Reino de Amom
O Reino de Amom foi uma antiga nação do povo amonita que, de acordo com o Antigo Testamento e outras fontes, ocuparam uma área ao leste do rio Jordão, de Gileade e do mar Morto, na atual Jordânia. A cidade principal do país foi Rabá, ou Rabá Amom, localidade da moderna cidade de Amã, capital da Jordânia. Milcom e Moloque, são citados na Bíblia como os deuses de Amom.
Os amonitas foram um povo que habitava a região da Palestina. Pouco se sabe sobre a origem e os costumes desse povo. De acordo com o relato bíblico, Gênesis 19:37-38, tanto Ben-Ami (Amom) quanto Moabe nasceram de uma relação incestuosa entre Ló e suas duas filhas no resultado da destruição de Sodoma e Gomorra e a Bíblia refere-se aos amonitas e aos moabitas como os “filhos de Ló”. Ló não achou mais lugar para viver nas cidades, especialmente Zoar, e foi-se para as montanhas e habitou em uma caverna. Sua filha mais velha em uma conversa com a sua irmã mais nova, disse que o pai, Ló, já era homem velho e não havia nenhum outro filho homem para dar continuidade na linhagem do pai, coisa que o povo da época, levava muito a sério. Elas embebedaram o pai e as conceberam cada uma, um filho do próprio pai. A mais velha gerou Moabe, patriarca do povo moabita e a mais nova gerou Ben-Ami, patriarca do povo de Amom, os amonitas. Na Bíblia, os amonitas e os israelitas são descritos como antagonistas mútuos.
Relação com a Assíria
Amom manteve sua independência do Império Neoassírio através de tributo ao rei assírio, em um momento em que os reinos vizinhos estavam sendo invadidos ou conquistados. Inscrições no Monólito de Curque descrevem o exército do rei amonita Baasha bem Ruhubi lutando ao lado de Acabe de Israel e aliados sírios contra Salmanaser III na Batalha de Carcar em 853 a.C., possivelmente como vassalos de Hadadezer, o rei dos arameus de Damasco.


