Pesquisa · Mapa mental

Antigo Testamento

As Escrituras Hebraicas, conhecidas pelos cristãos como Antigo ou Velho Testamento, têm 46 livros na versão usada pelos católicos e 39 na dos protestantes, e constitui a primeira grande parte da Bíblia cristã e a totalidade da Bíblia hebraica, sendo dividida em 24 livros no Judaísmo, pois alguns dos livros que são divididos em dois pelos cristãos são apenas um para os judeus, como Reis e Crônicas. Foram compostos em sua grande maioria em hebraico, grego e partes em aramaico.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
01

Versão hebraica

As Escrituras Hebraicas ou Antigo Testamento são uma coleção de escritos religiosos dos antigos hebreus , acreditados por muitos judeus e cristãos religiosos como a sagrada Palavra de Deus. Muitos séculos antes do nascimento do homem que é considerado o Messias pelos cristãos, que os judeus acreditam ainda estar por vir, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história como um povo e de sua religião monoteísta, ou seja, uma religião que acredita na existência de um único Deus, com estes livros dando destaque a relação deste povo com a divindade de sua religião. Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração. Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por a Lei, os Profetas e os Escritos. A Lei compreende os primeiros cinco livros ("Gênesis", "Êxodo", "Levítico", "Números" e "Deuteronômio"). Já os Profetas são subdivididos em Profetas Anteriores e Profetas Posteriores. O primeiro subgrupo inclui: Josué, Juízes, Samuel e Reis (os dois últimos livros são divididos, respectivamente, em duas partes na Bíblia Cristã). O segundo subgrupo inclui: Isaías, Jeremias, Ezequiel e os Doze Profetas Menores. Os Escritos também são organizados em duas subcategorias: Poéticos e Históricos. Os Poéticos reúnem o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações e Eclesiastes. Já os Históricos reúnem os livros de Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas (este último também é dividido em duas partes na Bíblia Cristã).

02

Cânone

Imagem: Eduardo Amorim · BY-NC-SA · Openverse

Diferentes tradições cristãs possuem um diferente cânone para o Antigo Testamento. A Igreja Católica Romana utilizou, a partir do século IV, como canônica a versão chamada Ítala, com alguns livros adicionais que aparecem em algumas versões da Septuaginta, uma tradução dos escritos hebraicos para o grego realizada entre os séculos III a.C. e I a.C.. Quando o tradutor Jerônimo fez a Vulgata, o papa Dâmaso pediu que fosse incluídos vários livros que circulavam na versão Ítala. Durante o renascimento ressurgiu o debate quanto ao cânone. Os maiores biblistas católicos da época, Joachim Reuchlin, Cardeal Caetano, Erasmo e Sancte Pagnino eram a favor de um cânon menor que excluíam os livros ausentes da Bíblia Hebraica massorética. Os defensores da reforma protestante adotaram essa escola de pensamento, e como resposta a isso o Concílio de Trento em 1546 reforçou, em seu Cânone oficial, que os livros de Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico (Sirácida), Baruque, I Macabeus e II Macabeus, os capítulos 13 e 14 e os versículos 24 a 90 do capítulo 3 de Daniel (vide Adições em Daniel), os capítulos 11 a 16 de Ester (Adições em Ester), todos existentes em língua grega, deveriam ser tratados como canônicos, ao passo que os textos conhecidos como Oração de Manassés e os livros de III e IV Esdras não mais o seriam. A Igreja Católica Ortodoxa acabou por decidir pela inclusão de Tobias, Judite, Sirácida e Sabedoria.

03

Temática

Imagem: Mauro Quilombola · BY-NC-SA · Openverse

O Antigo Testamento trata basicamente das relações entre Deus e o povo Israelita. Existem vários nexos temáticos entre os livros de acordo com suas divisões (seja a hebraica ou a cristã). Única entre essas tradições é a primeira divisão, a Torá ou Pentateuco, que trata da história sagrada do povo de Israel, a partir da criação do mundo até a ocupação da Terra, passando pela legislação litúrgica e religiosa. Tradicionalmente, a Torá ou Lei é atribuída a Moisés e, depois de sua morte, terminada por Josué; porém, muitos autores defendem que a formação da Torá foi um processo longo passando por diversos grupos de autores até sua adoção uniforme pós-exílica.

04

Composição textual

Imagem: Biblioteca Rector Machado y Nuñez · PDM · Openverse

Os textos do Antigo Testamento são, no geral, anônimos, mas sabe-se que foram compostos por escribas ou amanuenses. Nesse processo, boa parte dos textos circulavam (às vezes por gerações) de forma oral até serem fixados em texto escrito pelos escribas. Na composição dos textos bíblicos, era comum incorporarem fontes anteriores e os escribas tinham a liberdade de editar ou adicionar ao texto. Quanto ao texto transmitido, não chegou até nós nenhum rolo original de qualquer material bíblico. Atualmente os documentos mais antigos que ainda existem são oriundos do século II a.C., tais como o chamado Papiro Nash, encontrado em 1902, no Egito, que contêm o decálogo e o texto da confissão de fé hebraica Shemá Israel (Deuteronômio 6:4), e os manuscritos do Mar Morto encontrados em Qumran, sendo estes datados do século II a.C. até aproximadamente 70 d.C e que incluem diversos fragmentos de textos de praticamente todos os livros da Bíblia Hebraica, com a exceção de Ester.

05

Gêneros Literários

Imagem: Biblioteca Rector Machado y Nuñez · PDM · Openverse

O Antigo Testamento são um textos muito complexos, pois é composto de livros escritos em múltiplos gêneros e, em diferentes épocas históricas do povo hebreu. Quanto à maioria dos livros, quatro tradições literárias que os compõem podem ser reconhecidas (de acordo com a hipótese documental): Os seguintes gêneros literários podem ser reconhecidos no Antigo Testamento:

06

Críticas

Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse

As Escrituras Hebraicas (chamadas de Antigo Testamento pelos cristãos) tem sido comparada por críticos da religião por apresentar um Deus violento e castigador, em contraste com o Novo Testamento dos cristãos, onde Jesus de Nazaré apresenta a sua mensagem, vista como contraditória, de Paz e Amor. Alguns consideram que se fala de um Deus diferente; de facto, pelos padrões das sociedades modernas, muitos episódios do Antigo Testamento parecem a esses críticos não só cruéis como absurdos.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando