Amilenarismo
Amilenarismo na escatologia cristã, significa a rejeição da crença em que Jesus terá um reinado físico literal na terra com duração de mil anos. Essa rejeição contrasta com interpretações pré-milenaristas e algumas pós-milenaristas do capítulo 20 do Livro da Revelação.
O amilenarismo clássico crê num milênio que se iniciou com a primeira Vinda de Cristo, representando o período do Evangelho, que segue entre a Ressurreição de Cristo e a Segunda Vinda de Cristo. Entende, assim, a primeira ressurreição de modo espiritual: se a segunda morte é a separação de Deus no lago de fogo, a primeira ressurreição é a união com Cristo até a ressurreição dos justos, para o juízo final. Logo, espiritualmente, os mortos em Cristo já estariam participando do milênio no Paraíso, encontrado no Terceiro Céu. Durante esse período, Satanás estaria preso de modo não total, ficando inerte, mas teria seu poder limitado com a morte e ressurreição de Cristo, de modo que não pode impedir o crescimento do Evangelho. De modo geral, o Milênio, na visão amilenarista, seria o período da Dispensação da Graça, onde os justos falecidos habitariam com Deus e Satanás teria seu poder limitado, culminando com a Volta de Cristo e com o Juízo Final e único, iniciando a Eternidade.
O amilenarismo rejeita a ideia de um "milênio" futuro em que Cristo reinará na terra antes do estado eterno iniciar, mas afirma: Os amilenaristas citam referências das escrituras sobre o reino não ser um reino físico: Em particular, os amilenaristas consideram o período de mil anos como uma expressão figurativa do reino de Cristo sendo perfeitamente completada, como as "mil montanhas" citadas em Salmos 50:10, as montanhas sobre as quais Deus possui o rebanho, são todas as montanhas, e as "mil gerações" em 1 Crônicas 16:15, as gerações para as quais Deus será fiel, refere-se a todas as gerações. (Alguns pós-milenaristas e quase todos os pré-milenaristas sustentam que a palavra milênio deve ser tomada para se referir a um período literal de mil anos). O amilenarismo também ensina que amarração de Satanás, descrita em Apocalipse, já ocorreu. Ele foi impedido de "enganar as nações" pela propagação do evangelho. Esta é a primeira amarração que ele sofreu na história após a sua queda do céu. No entanto, o bem e o mal permanecerão misturados em força ao longo da história e até mesmo na igreja, de acordo com a compreensão amilenarista da parábola do trigo e do joio.


