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Duke Blue Devils (basquetebol masculino)

O Duke Blue Devils representa a Universidade Duke no basquete universitário da Divisão I da NCAA e compete na Atlantic Coast Conference (ACC). A equipe ocupa a quarta colocação na história em número de vitórias entre todos os programas de basquete masculino da NCAA e atualmente é treinada por Jon Scheyer.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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História

Primeiros anos (1906–1953)

Em 1906, Wilbur Wade Card, diretor de atletismo do Trinity College e integrante da turma de 1900, introduziu o basquete na instituição. A edição de 30 de janeiro do jornal The Trinity Chronicle destacou o novo esporte em sua primeira página. A primeira partida de Trinity terminou com uma derrota para Wake Forest por 24 a 10. O jogo foi disputado no ginásio Angier B. Duke Gymnasium, posteriormente conhecido como The Ark. A equipe de Trinity conquistou seu primeiro título em 1920, o campeonato estadual, ao derrotar o North Carolina State College of Agriculture and Engineering (atual NC State) por 25 a 24. No início daquela temporada, também havia vencido a Universidade da Carolina do Norte por 19 a 18, no primeiro confronto entre as duas instituições. Posteriormente, o Trinity College tornou-se a Universidade Duke.

Bill Foster (1974–1980)

Bill Foster foi nomeado treinador principal em 1974, vindo da Universidade de Utah, em um momento em que os Blue Devils buscavam recuperar consistência competitiva dentro da Atlantic Coast Conference (ACC) após um início de década instável. Em sua primeira temporada, 1974–75, Duke terminou com campanha de 13–13 no geral e 2–10 na ACC, resultado que refletia um período inicial de reconstrução, mas também indicava os primeiros ajustes estruturais implementados pelo novo treinador. Ao longo das temporadas seguintes, Foster iniciou um processo gradual de reconstrução do programa, baseado no recrutamento de novos talentos, no desenvolvimento de jogadores e em uma abordagem mais disciplinada, especialmente no aspecto defensivo. Com o passar dos anos, Duke passou a recuperar competitividade dentro da conferência, saindo de uma condição de instabilidade para novamente figurar entre as equipes relevantes da ACC.

Mike Krzyzewski (1980–2022)

Na primeira temporada de Mike Krzyzewski como treinador, os Blue Devils terminaram com um retrospecto geral de 17-13 e uma campanha de 6–8 na ACC. Posteriormente, a equipe disputou o National Invitation Tournament (NIT), chegando às quartas de final. Apesar do bom desempenho em sua temporada de estreia, os Blue Devils enfrentaram dificuldades nos dois anos seguintes, encerrando as temporadas de 1982 e 1983 com apenas 10 e 11 vitórias, respectivamente. A equipe de 1984, liderada por Tommy Amaker e Johnny Dawkins, deu a volta por cima de forma convincente, terminando a temporada com campanha de 24–10 e ocupando a 14ª posição tanto no ranking da Associated Press (AP) quanto no dos treinadores. No entanto, foi eliminada na segunda rodada do Torneio da NCAA por Washington. Em 1985, Duke derrotou Pepperdine na primeira rodada do Torneio da NCAA, conquistando a primeira vitória de Krzyzewski na competição, mas foi eliminada na segunda rodada pelo Boston College por 74-73. Na temporada seguinte, os Blue Devils alcançaram seu primeiro Final Four sob o comando de Krzyzewski. A equipe derrotou Kansas para avançar à final nacional contra Louisville, mas acabou perdendo por 72-69.

Jon Scheyer (2022–Presente)

Após a aposentadoria de Mike Krzyzewski ao término da temporada de 2021–22, Duke nomeou o ex-jogador e assistente Jon Scheyer como seu sucessor. Desde então, Scheyer manteve Duke entre as principais potências do basquete universitário, acumulando um dos melhores inícios de carreira para um treinador principal na história da NCAA. A primeira temporada de Scheyer à frente dos Blue Devils terminou com uma campanha de 27-9 derrotas. Apesar de um início inconsistente e de uma sequência de derrotas em janeiro, Duke se recuperou na reta final, conquistando o título do Torneio da ACC ao derrotar Virginia na final. No Torneio da NCAA, a equipe eliminou Oral Roberts na primeira rodada antes de ser derrotada por Tennessee na segunda rodada.

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Cameron Indoor Stadium e base de fãs

O Cameron Indoor Stadium foi concluído em 6 de janeiro de 1940, tendo custado 400 mil dólares. Na época, era o maior ginásio dos Estados Unidos ao sul do Palestra, da Universidade da Pensilvânia. Originalmente chamado de Duke Indoor Stadium, foi renomeado em homenagem ao treinador Cameron em 22 de janeiro de 1972. O prédio originalmente tinha capacidade para 8.800 pessoas, embora a área de standing room (em pé) permitisse acomodar até 12.000 em dias de grande público. Assim como hoje, os estudantes de Duke tinham acesso a uma grande parte dos assentos, incluindo os que ficam diretamente ao lado da quadra. As reformas realizadas entre 1987 e 1988 eliminaram as áreas de standing room e adicionaram assentos, elevando a capacidade para 9.314 lugares.

Cameron Crazies

Os times masculinos de basquete de Duke têm há muitos anos uma forte vantagem de jogar em casa, em grande parte devido à seção estudantil ao longo da lateral da quadra, ocupada pelos chamados Cameron Crazies. O piso de madeira foi dedicado e renomeado como Coach K Court em homenagem ao técnico Mike Krzyzewski, e a “cidade de tendas” montada do lado de fora do ginásio, onde estudantes acampam antes de grandes jogos, é conhecida como Krzyzewskiville. Em 1999, a revista Sports Illustrated classificou o Cameron como o quarto melhor local esportivo de todos os esportes profissionais e universitários, e o USA Today o chamou de “o jogo fora de casa mais difícil do país”.

Críticas

O time masculino de basquete de Duke é frequentemente apontado como uma das equipes mais odiadas do esporte. Parte desse sentimento vem de torcedores de rivais, especialmente da North Carolina Tar Heels. Esse ódio está frequentemente ligado ao sucesso da equipe, que tem sido consistente desde o fim da década de 1980. O sentimento negativo também é frequentemente associado a jogadores específicos. Christian Laettner, que jogou por Duke entre 1988 e 1992 e conquistou dois títulos nacionais, é frequentemente citado como um dos jogadores mais odiados do basquete universitário. O documentário de 2015 “I Hate Christian Laettner” destaca cinco principais razões para esse ódio: “privilégio, raça, comportamento agressivo, grandeza e aparência”.

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Rivalidades

A rivalidade entre Duke e North Carolina é frequentemente classificada entre as maiores rivalidades tanto do basquete universitário quanto de todos os esportes da América do Norte. Até a temporada de 20235–26, North Carolina liderava a série histórica, com 146 vitórias contra 120 de Duke. Os times se enfrentam duas vezes por ano durante a temporada da ACC, com milhares de estudantes de graduação de Duke participando de uma tradição anual de acampamento em Krzyzewskiville, um gramado em frente ao Cameron Indoor Stadium, durante meses para conseguir ingressos para o jogo. As duas equipes sempre se enfrentam em seu último jogo da temporada regular, com o time mandante realizando sua Senior Night (Noite dos Veteranos). Em alguns anos, as duas equipes se encontram pela terceira vez no Torneio da ACC. As equipes se enfrentaram apenas duas vezes em torneios de pós-temporada. Em 2022, as duas universidades se encontraram no Final Four para se enfrentarem no Torneio da NCAA pela primeira vez. Nessa partida, os Tar Heels derrotaram os Blue Devils por 81–77. Em 1971, os dois rivais se enfrentaram nas semifinais do NIT, jogo que também foi vencido por North Carolina pelo placar de 73–69. Duke também mantém rivalidades com NC State e Wake Forest e, juntamente com UNC, essas quatro instituições formam a chamada Tobacco Road.

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