Ambiente ecológico
Ambiente ecológico refere-se ao quadro físico e natural que rodeia externamente a empresa. Sob ponto de vista mais restrito, as variáveis ecológicas incluem as condições físicas e geográficas e a sua utilização pelo homem. Todas as empresas funcionam dentro de ecossistemas naturais e físicos que podem ser mais ou menos modificados pelo homem: é a ecologia natural.
Imagem: Juanan Ruiz · BY-SA · Openverse
É tudo que envolve a empresa (e a influencia) e está além dos limites ou fronteiras da organização.
Imagem: BrCaLeTo · BY-SA · Openverse
O ambiente geral ou macroambiente é o ambiente mais amplo que envolve toda a sociedade, organizações, empresas, etc. Todas as organizações operam em um macroambiente, o qual é definido pelos elementos do ambiente externo que podem potencialmente influenciar decisões estratégicas. O ambiente geral pode ser subdividido em 5 ambientes com característica específicas, são eles o ambiente tecnológico, ambiente sociocultural, ambiente econômico, ambiente político e ambiente ecológico.
Imagem: Field Biologist · BY · Openverse
Natura
A Natura é um exemplo de empresa que responde às preocupações ecológicas da sociedade e responde aos estímulos do ambiente ecológico, como explicitado na declaração de visão e política de meio ambiente. Visão: "A Natura será uma das líderes mundiais do seu mercado, diferenciando-se pela qualidade das relações que estabelece, por suas crenças e valores expressos de forma radical por meio de produtos, serviços e comportamento empresarial que promovam a melhor relação da pessoa consigo mesma, com a natureza e com todos que a cercam." 'Políticas de meio ambiente:' A Natura considera que o meio ambiente é fonte de suprimento vital e herança coletiva, que deve contar com o compromisso de todos por sua preservação para as futuras gerações. Para isso, é necessário buscar a cada dia as formas de construir uma relação saudável com o meio ambiente, que devem estar presentes em todas as ações. A Natura busca ser uma empresa reconhecida por respeitar o meio ambiente, seja no mercado, seja nas comunidades em que atua.
Petrobrás
A petrobrás também explicita em sua missão a influência sentida pelo ambiente ecológico: Missão: "Atuar de forma segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental, nos mercados nacional e internacional, fornecendo produtos e serviços adequados às necessidades dos clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua."
Nestlé
A Nestlé também é um exemplo muito bom de empresa que teve que se adaptar ao ambiente ecológico, segundo a reportagem veiculada no Blog do Planeta, da revista Época, na data de 17 de maio de 2010: "A Nestlé anunciou hoje que não vai mais comprar óleo de dendê de fornecedores que destróem as florestas tropicais da Indonésia. A decisão veio dois meses depois de o Greenpeace lançar uma campanha exigindo da empresa que parasse de comprar produtos de fornecedoras de dendê envolvidas em desmatamentos criminosos. A ONG veiculou, na internet, um vídeo (apelativo) que associa a matança de orangotangos da Indonésia ao chocolate Kit Kat. Um funcionário entediado de um escritório resolve “dar um tempo” (slogan do produto) e comer um chocolate. Em vez do doce, o que sai da embalagem vermelha e branca é a mão do animal. O empregado morde o dedo do bicho e tem sua boca coberta por sangue. Pressionada pelos consumidores europeus, a Nestlé resolveu montar uma cadeia de fornecedores responsáveis em parceria com a ONG The Forest Trust. A empresa se comprometeu a usar 100% de óleo de dendê de fontes sustentáveis a partir de 2015. Hoje, usa 18%."
Ecovias
A Ecovias é um exemplo de empresa que incorporou em seu nome o conceito de ambiente ecológico. Ela a concessionária de rodovias responsável pela administração e operação do Sistema Anchieta-Imigrantes, complexo rodoviário que corta boa parte do Parque Estadual Serra do Mar, expressiva reserva da Mata Atlântica remanescente no Brasil A empresa é comprometida com a legislação ambiental e com o desenvolvimento de vários projetos como:
Imagem: Dudu Viana · BY-SA · Openverse
O ambientalismo recentemente tornou-se uma tendência mundial. Hoje em dia o número de empresas se reestruturando e adotando medidas corretamente ecológicas vem crescendo cada vez mais, seja por consciência própria de que se acabarmos com os recursos do planeta não teremos mais para utilizar ou seja por tendência mesmo, como uma estratégia de marketing. O fato é que o ser humano consome, em média, 25% a mais de recursos do que a natureza é capaz de regenerar, só em 2009 foram consumidos 40% a mais. Além disso, o ambiente ecológico é um recurso do qual todas as pessoas dependem direta ou indiretamente e o seu mal uso tem afetado comunidades, nações, famílias e futuras gerações. O sistema todo é integrado como, por exemplo, a água que ao ser poluída afeta todos os animais presentes nela podendo impactar em pessoas que se alimentam de seus peixes e indústrias que sobrevivem desse meio. Porém, ainda há empresas que, visando o lucro imediato, afetam negativamente esse ambiente. Os mais de 50 mil focos de incêndio registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre janeiro e agosto tornaram o Brasil líder mundial em queimadas e distribuíram prejuízos ambientais e econômicos. O Cerrado foi especialmente afetado, afinal, 22 mil focos (44% do total) no período ocorreram apenas no Mato Grosso, Tocantins e Goiás – três dos oito estados alcançados pelo bioma. Conforme o Inpe, a quase totalidade dos incêndios se deve à limpeza de pastos, preparação da terra para cultivos, desmatamentos, colheita manual de cana e vandalismo. Os gestores nem sempre têm consciência de que tais atitudes (que trazem mais lucro a curto prazo) afetam o equilíbrio do ambiente ecológico, o que põem em risco o seu próprio lucro futuro, além de prejudicar o bem estar da sociedade. Outro problema é que o número de empresas que realmente se preocupam em promover programas de desenvolvimento limpo ainda é muito baixo no Brazil. De acordo com Jacques Marcovitch, professor de estratégia empresarial da faculdade de economia, administração e contabilidade da Universidade de São Paulo (USP), no máximo 15 empresas no país têm programas de desenvolvimento limpo plenamente aplicados
Imagem: PROYECTO AGUA** /** WATER PROJECT · BY-NC-SA · Openverse
Site da Natura: http://scf.natura.net/SobreANatura/ Site da Petrobrás: https://web.archive.org/web/20100914162912/http://www2.petrobras.com.br/Petrobras/portugues/visao/vis_index.htm Revista Época; Blog do Planeta, 17 de maio de 2010 - site: http://colunas.epoca.globo.com/planeta/2010/05/17/nestle-nao-vai-mais-comprar-oleo-de-desmatamento/ Site da Ecovias: https://web.archive.org/web/20101129235715/http://www.ecovias.com.br/SiteEcovias/Default.aspx http://aprendiz.uol.com.br/content/jebrusletr.mmp http://www.wwf.org.br/?25960/Esforcos-para-controle-do-desmatamento-precisam-alcancar-o-Cerrado https://web.archive.org/web/20101007072544/http://www.wwf.org.br/informacoes/especiais/biodiversidade/consequencias_perda_biodiversidade/ https://web.archive.org/web/20101007060937/http://www.wwf.org.br/informacoes/especiais/biodiversidade/


