Amaro Quintas
Amaro Soares Quintas foi um historiador, advogado, professor e escritor brasileiro. Era um dos mais conceituados historiadores pernambucanos e um dos melhores professores de história dos colégios e universidades de Pernambuco.
Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse
Amaro Quintas nasceu no Recife, filho do Juiz de direito Gabriel Soares Quintas e de Laura Pacheco Quintas. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, exerceu a advocacia no Recife, sendo agraciado com a medalha "José Paulo Cavalcanti" por ter completado 60 anos de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil-PE. Além de advogado foi também professor catedrático de história do Ginásio Pernambucano e, posteriormente, seu diretor. Fez parte, entre outros, do corpo docente da Faculdade de Filosofia do Recife (Fafire); do Colégio Israelita; da Escola Oswaldo Cruz; da Universidade Católica de Pernambuco, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Faculdade de Filosofia de Campina Grande, na Paraíba. Nunca foi um político ou candidato a cargos eletivos, mas tinha uma posição política declarada. Posicionou-se contra a ditadura Vargas (1937/1945), sendo por isso perseguido. Quando a União Democrática Nacional (UDN) foi organizada como um partido de oposição ao Estado Novo, em 1944, Amaro Quintas tornou-se militante da Esquerda Democrática, presidida no Recife por Gilberto Freyre. Ao separar-se da UDN, a Esquerda Democrática passou a ser um partido autônomo, incluindo no seu programa político o apoio ao divórcio. Por ser um católico praticante, Quintas não aceitou esse apoio, desligando-se então do partido. Apesar do seu desligamento partidário, no entanto, continuou a defender reivindicações da esquerda brasileira da época, como o monopólio estatal do petróleo, a reforma agrária, o combate ao acordo militar Brasil-Estados Unidos.


