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Campina Grande

Campina Grande é um município brasileiro no estado da Paraíba. Considerada um dos principais polos industriais da Região Nordeste e um dos maiores centros tecnológicos da América Latina, foi fundada em 1 de dezembro de 1697, tendo sido elevada à categoria de cidade em 11 de outubro de 1864. Pertence à Região Geográfica Imediata de Campina Grande e à Região Geográfica Intermediária de Campina Grande. De acordo com o Censo de 2024 do IBGE, sua população é de 440 939 habitantes, sendo a segunda maior cidade da Paraíba, e sua região metropolitana, formada por dezenove municípios, possui uma população estimada em 651 619 habitantes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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História

A urbanização do município tem um forte vínculo com suas atividades comerciais desde os primórdios até hoje. Primeiramente o município foi lugar de repouso para tropeiros, em seguida se formou uma feira de gado e uma grande feira geral (grande destaque no Nordeste). Posteriormente, o município deu um grande salto de desenvolvimento devido às atividades tropeiras e ao crescimento da cultura do algodão, quando Campina Grande chegou a ser a segunda maior produtora de algodão do mundo. Atualmente, o município tem grande destaque no setor de informática e desenvolvimento de softwares. Abaixo, seguem-se as etapas da urbanização do município de Campina Grande, passando pelos estados de "sítio", vila e município. Os estrangeiros deram forte contribuição ao desenvolvimento do Município, destacando-se os árabes, alemães, italianos e dinamarqueses, que influenciaram a política durante 20 anos no século XX.

Ocupação pelo povo indígena Ariús

Normalmente a origem de Campina Grande é creditada à ocupação pelos indígenas Ariús no sítio de Campina Grande, liderados por Teodósio de Oliveira Lêdo, Capitão-mor dos Sertões, em 1 de dezembro de 1697. Entretanto, alguns autores não concordam com essa versão, sugerindo que o local já era povoado (com o nome de Campina Grande) na chegada de Teodósio com os Ariús. O Capitão-mor teria, nessa última versão, consolidado o povoado (que já encontrava-se povoado) e seu desenvolvimento, integrando o sertão com o litoral, levando em consideração que o posicionamento geográfico de Campina Grande é privilegiado, sendo passagem dos viajantes do oeste para o litoral paraibano.

Surgimento da vila

No fim do século XVIII, a Coroa pretendia criar novas vilas na província. Nesta época, a província da Paraíba era sujeita à de Pernambuco, cujo governador era D. Tomás José de Melo. Em 1769, o ouvidor da província da Paraíba, Antônio F. Soares, pediu ao governador de Pernambuco a criação de três vilas na capitania. Duas dessas vilas o ouvidor criaria em Caicó e em Açu, onde já havia povoamentos que, nesta época, faziam parte da Capitania da Paraíba. A outra, pretendia criar na região do Cariri, que compreendia parte do que hoje são a Microrregião do Cariri Oriental e do Cariri Ocidental. Campina Grande e Milagres eram as duas freguesias candidatas a virarem vila que estavam naquela região.

O município

Em 11 de outubro de 1864, de acordo com a Lei Provincial nº 127, Campina Grande se eleva à categoria do município. Neste momento, a Paraíba tinha dezesseis vilas e mais seis cidades: Parahyba (atual João Pessoa), Mamanguape, Areia, Sousa e Pombal. O município de Areia, que se tornou município já em 1846, havia se tornado a mais destacada da Paraíba, fora a capital, tanto econômica, social e politicamente. Além disso, Areia tinha grande influência cultural e intelectual. Embora Campina Grande não fosse tão bem edificada quanto Areia, não era menor que ela. Na época, o município de Campina Grande tinha três largos, quatro ruas e cerca de trezentas casas. Possuía, ainda, duas igrejas: a da Matriz (hoje a Catedral) e a Igreja Nossa Senhora do Rosário, que veio a ser destruída mais tarde pelo prefeito Vergniaud Wanderley (hoje existe outra igreja com o mesmo nome). Possuía também uma cadeia e uma Câmara Municipal, o Paço Municipal, dentre outras construções.

Crescimento com o ouro branco

Com o tempo a cidade ia se desenvolvendo, mas somente no início do século XX foi que mudanças econômicas e mudanças nas condições de vida vieram a realmente acontecer significativamente. O algodão no início do século XX foi para Campina Grande a principal atividade responsável pelo crescimento da cidade, atraindo comerciantes de todas as regiões da Paraíba e de todo o Nordeste. Até a década de 1940, Campina Grande era a segunda maior exportadora de algodão do mundo, atrás somente de Liverpool, na Inglaterra. Por isto, Campina Grande já foi chamada de a "Liverpool brasileira". Devido ao algodão, nesses anos Campina viu crescer sua população de vinte mil habitantes, em 1907, para cento e trinta mil habitantes, em 1939, o que representa um crescimento de 650% em 32 anos. João Pessoa só chegou a possuir uma população equivalente na década de 1950 (conforme gráfico da demografia de João Pessoa).

Tech City

Há muito tempo o município apresenta forte participação na área tecnológica. Nos anos 40, Campina Grande era a segunda exportadora de algodão do mundo, sendo o primeiro lugar Liverpool, na Grã-Bretanha. Em 1967, a cidade recebe o primeiro computador de toda a Região Nordeste do Brasil, que ficou no Núcleo de Processamento de Dados da Universidade Federal da Paraíba, Campus II (hoje Universidade Federal de Campina Grande). Hoje, tantos anos depois, Campina Grande continua sendo referência em se tratando de desenvolvimento de Software e de indústrias de informática e eletrônica. A revista americana Newsweek escolheu, na edição de abril de 2001, nove cidades de destaque no mundo que representam um novo modelo de Centro Tecnológico. O Brasil está presente na lista com Campina Grande, que foi a única cidade escolhida da América Latina. Em 2003, mais uma menção foi feita à cidade: desta vez referenciada como o "Vale do Silício brasileiro", graças, além da high tech, às pesquisas envolvendo o algodão colorido ecologicamente correto. As nove cidades escolhidas pela Newsweek foram: Akron (Ohio - EUA); Huntsville (Alabama - EUA); Oakland (Califórnia - EUA); Omaha (Nebraska - EUA); Tulsa (Oklahoma - EUA); Campina Grande (Paraíba - Brasil); Barcelona (Espanha); Suzhou (China); Côte d'Azur (França)).

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Geografia

A cidade localiza-se no estado da Paraíba, no agreste paraibano, na parte oriental do Planalto da Borborema, na serra do Boturité/Bacamarte, que estende-se do Piauí até a Bahia. Está a uma altitude média de 555 metros acima do nível do mar. A área do município abrange 593,026 km². Fazem parte do município de Campina Grande os seguintes distritos: Catolé de Boa Vista, Catolé de Zé Ferreira, São José da Mata, Santa Terezinha e Galante. A Região Metropolitana de Campina Grande foi criada pela lei complementar estadual nº 92 de 2009, apóa ser aprovada pela assembleia legislativa no dia 17 de novembro de 2009 e sancionada dia 15 de dezembro de 2009 pelo governo do estado. Compreende dezenove municípios. O município está incluído na área geográfica de abrangência do clima semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

População

Campina Grande possui 413 830 habitantes (densidade demográfica de 648,31 hab/km²), segundo estimativas do IBGE em 2021, sendo a segunda cidade mais populosa do interior do Nordeste perdendo apenas para Feira de Santana na Bahia. Em 1991 o Índice de Desenvolvimento Humano era de 0,647, subindo para 0,721 em 2000. Houve uma época em que Campina Grande teve um crescimento anormal, devido ao cultivo do algodão, no início do século XX até o final da década de 1930. Nesses anos, Campina viu crescer sua população de 20 mil habitantes, em 1907, para 130 000 habitantes, em 1939, o que representa um crescimento de 650% em 32 anos.

Influência política e econômica

Campina Grande exerce grande influência política e econômica sobre o "Compartimento da Borborema", que é composto de mais de 60 municípios (mais de 1 milhão de habitantes) do estado da Paraíba. O Compartimento da Borborema engloba 5 microrregiões conhecidas como Agreste da Borborema, Brejo Paraibano, Cariri, Seridó Paraibano e Curimataú.

Geologia

A região polarizada é formada por várias unidades geológicas dentre as quais pode-se destacar: granitóides indiscriminadas, suíte granítica migmatítica, suíte transicional shoshonítica alcalina, suíte Camalaú e complexo São Caetano. O município de Campina Grande é classificado de acordo com a CPRM (Serviço Geológico do Brasil). O município tem cinco diferentes unidades litoestratigráficas que são classificadas de acordo com o seu tempo geológico: Formação Campos Novos (c): argilito, arenito e basalto. Suíte transicional shoshonítica alcalina Teixeira/Serra Branca (sa): leucogranito e biotita-hornblenda sienito (570 Ma (megaannum) U-Pb); Suíte calcialcalina de alto potássio Esperança (ck): monzonito a monzogranito (581 Ma U-Pb); Granitoides de quimismo indiscriminado (i): granitóides diversos (571 Ma U-Pb); Suíte calcialcalina de médio a alto potássio Itaporanga (cm):granito e granodiorito porfirítico associado a diorito (588 Ma U-Pb); Granitoides indiscriminados: granito, granosiorito, monzogranito; Grupo Seridó (s): xisto, quartzito, mármore e rocha calcissilicática.

Recursos minerais

As principais atividades mineiras da região de Campina Grande são voltadas para a produção de materiais para construção civil e rochas e minerais industriais. As poucas concessões de lavra e licenciamentos atualmente reportados no Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) são para exploração de argila, areia, saibro e granitos (brita, pedra de talhe, etc.).

Hidrografia

Apesar de Campina Grande não possuir rios de proporção significativa, possui atualmente dois açudes: o Açude Velho e o Açude de Bodocongó. Destes, o maior e mais importante é o Açude Velho, que tem área de mais de 2500 m² e é um dos cartões-postais da cidade. Antigamente existia um outro açude, o Açude Novo, mas sobre este foi construído um parque público. A região do Açude Novo hoje representa outro importante cartão-postal de Campina Grande com um obelisco que representaria o centro da cidade. Outra característica hidrográfica Campina Grande separa, como área dispersora de águas fluviais, os afluentes do Rio Paraíba (nas direções sul e sudeste) dos afluentes do rio Mamanguape (direções norte e nordeste).

Vegetação

A flora é bastante diversificada, apresentando formações de palmáceas, cactáceas em geral, legumináceas e bromeliáceas, além de rarefeitas associações de marmeleiros, juazeiros, umbuzeiros, algarobos, etc. Campina Grande encontra-se próxima das fronteiras de várias microrregiões de climas e vegetações distintas. Ao nordeste do município, a vegetação é mais verde e arborizada, como no Brejo Paraibano. Ao sudeste, encontra-se uma paisagem típica do agreste, com árvores e pastagens. A caatinga, vegetação rasteira, é a predominante no oeste e sul do município, típicos do clima e vegetação do Cariri. As quinze plantas ou árvores mais utilizadas na arborização campinense são (da mais frequente a menos frequente): Cássia de Sião, Algaroba, Sombreiro, Castanhola, Mata-fome, Monguba, Ipê-amarelo, Flamboyant, Oitizeiro, Ficus-benjamina, Oliveira, Palmeira-imperial, Aroeira-da-praia, Espatódea e Cássia-brasil.

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Economia

Campina Grande possui um PIB de 8,373 bilhões de reais (IBGE, 2016), sendo o segundo município com maior PIB do estado da Paraíba. Em 2009, possuía o segundo maior PIB do interior do Nordeste ficando atrás apenas de Feira de Santana (BA). As principais atividades econômicas do município de Campina Grande são: extração mineral; de beneficiamento e de desenvolvimento de software; comércio varejista,culturas agrícolas; pecuária; indústrias de transformação, atacadista e serviços. O município é grande produtor de software para exportação. A posição privilegiada de Campina Grande contribui para que seja um centro distribuidor e receptor de matéria-prima e mão de obra de vários estados. Campina Grande tem grande proximidade com três capitais brasileiras: Natal, João Pessoa e Recife. Além disso, dentro do próprio estado, situa-se no cruzamento entre a BR-230 e a BR-104.

Setores

Em 2003, Campina Grande possuía aproximadamente 1229 fábricas (atividade industrial), 200 casas de comércio atacadista e 3200 unidades de comércio varejista. No setor de prestação de serviços, Campina Grande é um importante centro econômico, especialmente para as dezenas de cidades que fazem parte do Compartimento da Borborema. A área de informática movimenta anualmente cerca de 30 milhões de dólares (o que ainda é bem pouco perto do grande potencial dos softwares), com cerca de 50 empresas de pequenas, médio e grande porte. Na agricultura, destaca-se o algodão herbáceo, feijão, mandioca, milho, sisal, além de outros produtos de natureza hortifrutigranjeira que representam 6000 toneladas mensalmente comercializadas.

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Administração

Campina Grande possui o segundo maior colégio eleitoral da Paraíba com 266 516 eleitores distribuídos em 598 secções e quatro zonas eleitorais. O primeiro Colégio Eleitoral de Campina Grande foi criado em 1878, e possuía apenas 34 eleitores.

Prefeitos

Até 1895, as funções executivas de Campina Grande eram exercidas pelo Conselho Municipal. Em 2 de março de 1895, o cargo de Prefeito Municipal foi criado, pela Lei Estadual nº 27, sendo o primeiro prefeito de Campina foi o major Francisco Camilo de Araújo e o primeiro vice-prefeito Silvino Rodrigues de Sousa Campos. Somente em 1947 o povo passou a escolher os prefeitos da cidade diretamente, através das eleições. O prefeito atual de Campina Grande é Bruno Cunha Lima.

Bairros

Em Campina Grande existem oficialmente 61 bairros (esse número na prática é maior, se considerado os bairros não oficiais) e três distritos.

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Turismo e lazer

Herdeira da cultura nordestina, Campina Grande luta por manter vivo o rico patrimônio representado pelas manifestações culturais e populares dessa região. A quadrilha junina, o pastoril, as danças folclóricas, o artesanato, etc., são alguns exemplos de manifestações da cultura popular que ainda encontram lugar na cidade. Historicamente, Campina Grande teve, e continua tendo, papel destacado como polo disseminador da arte dos mais destacados artistas arraigados na cultura popular nordestina, a exemplo dos "cantadores de viola", "emboladores de coco", poetas populares em geral. Especialmente na música, é inegável a importância desta cidade na divulgação de artistas do quilate de Luiz Gonzaga, Rosil Cavalcante, Jackson do Pandeiro, Zé Calixto, dentre muitos, e até pelo surgimento de outros tantos como Marinês, Elba Ramalho, etc Eventos como "O Maior São João do Mundo", Festival de Violeiros, "Canta Nordeste", as vaquejadas que se realizam na cidade, além de programações específicas das emissoras de rádio campinenses, contribuem fortemente para a preservação da cultura regional. Campina Grande também é a sede do maior encontro de apologia cristã do mundo, o Encontro para a Consciência Cristã, que reúne milhares de pessoas das mais diversas denominações cristãs durante o carnaval, para debater temas ligados à fé, ética e sociedade. O evento foi incluído do calendário oficial da cidade em 2007 e no calendário turístico do Estado da Paraíba em 2015.

Áreas verdes

O Açude de Bodocongó foi originalmente criado por conta da escassez de água na região, uma vez que o Açude Novo e o Açude Velho já não estavam suprindo as necessidades da população. Além do mais, o Açude de Bodocongó fica muito distante dos Açudes Novo e Velho, podendo abastecer gente que morava muito longe do centro da cidade. A Mata Florestal do distrito de São José da Mata encontramos um pouco da Mata Atlântica existente no local. O Açude Velho foi o primeiro açude que Campina Grande teve. Foi construído por causa da seca que o Nordeste enfrentou de 1824 a 1828. Assim, a construção do Açude Velho pelo governo provincial da Paraíba foi iniciada em 1828 e concluída em 1830, sendo, por quase um século, o maior açude de Campina Grande. É onde estão localizados o monumento -símbolo de Campina Grande "Os Pioneiros" e as estátuas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.

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Cultura

Museus

Campina Grande possui doze museus, onde guardam-se partes importantes de acervos culturais da Campina Grande, da Paraíba e do Brasil. São eles:

Centros culturais

No Centro Cultural Lourdes Ramalho, a prefeitura de Campina Grande oferece diversos cursos (várias áreas, como dança, artes marciais, música, idiomas, etc.) em todos os turnos e horários, por mensalidades ou anualidades acessíveis à população em geral. Também existem outros centros ou espaços culturais: Espaço Cultural do SESC Centro, Espaço Cultural Casa Severino Cabral e o Centro de Cultura Hare Krisna.

Artesanato

A Vila do Artesão foi construído na gestão do então prefeito Veneziano Vital do Rêgo Neto. É um complexo com 77 lojas, 04 restaurantes, 04 lanchonetes e 06 galpões, onde, mais de trezentos artesãos e artesãs produzem e comercializam seus produtos.

Academia de letras

A cidade tem sua academia de letras, denominada Academia Campinense de Letras, entidade literária máxima em Campina Grande.

Cinema

O Cinema chegou em Campina Grande 14 anos depois de os irmãos Lumière inventarem o cinematógrafo. Isso aconteceu com a inauguração do Cine Brazil, em 1909 no antigo prédio da instrução no bairro das Boninas. Em 1910, surgiu o Cine Popular do Sr. José Gomes. O cinema popular era frequentado por pessoas de baixa renda. A experimentação cinematográfica campinense não funcionou a muito contento. Em sua primeira fase veio os Cine Apollo de 1912 e Cine Fox de 1918. Mas a era de ouro do cinema campinense deu-se com a transformação do cinema mudo para o falado. Foi Olavo Wanderley que em 20 de novembro de 1934 inaugura a maior sala de exibição cinematográfica campinense, Capitólio, com capacidade para 1.000 lugares na Praça Clementino Procópio. Com o fechamento do Cine Apollo e Cine Fox, surge em 1936 o Cine Para todos. Mas foi no dia 7 de julho de 1939, com a exibição do filme Primavera, que surge o Cinema Babilônia, uma luxuosa casa de exibição para encontro com a sociedade. O Babilônia possuía 898 lugares e concorria diretamente com o Capitólio.

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Arquitetura

A arquitetura de Campina Grande mescla elementos contemporâneos, como grandiosos e modernos edifícios, que vêm sendo largamente construídos na cidade desde o início da década de 2000, com construções antigas e de grande importância histórica, principalmente no chamado Centro Histórico de Campina Grande. O Edifício Rique, de 1957, construído com uma linguagem moderna e distinta das eficações do entorno, marcou o início da verticalização na cidade. Destaca-se a arquitetura em art déco, estilo surgido no início do século XX que influenciou tanto a arquitetura quanto as artes plásticas. Campina Grande possui um dos mais importantes e bem conservados acervos de construções em Art Déco do Brasil, onde os prédios são utilizados para empresas do ramo comercial, porém sendo as mesmas obrigadas a preservar as fachadas.

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Esporte

Futebol

Atualmente em Campina Grande se destacam o Treze e o Campinense, considerados entre os maiores times do estado. Diferente dos outros estados onde a capital se concentra como principal pólo futebolístico, Campina Grande é o palco das maiores glórias do estado. *Título não reconhecido oficialmente pela CBF Campinense e Treze já se enfrentaram 394 vezes, no chamado Clássico dos Maiorais. São mais de 50 anos de jogos de pura emoção. O "Galo da Borborema" superou a "Raposa" em 135 oportunidades. Os dois times empataram outras 154 vezes e a "Raposa" bateu o "Galo" 105 vezes. No total o Treze fez 445 gols e o Campinense outros 392 gols. A maior goleada do clássico é: Campinense 6 x 2 Treze no dia 30 de abril de 1969.

Ginásios

Campina Grande conta com alguns ginásios públicos: Ginásio do Complexo Esportivo Plínio Lemos, Ginásio BNB, Ginásio da AABB, Ginásio do Clube Campestre, Ginásio do Trabalhador, Ginásio "O Meninão", dentre outros. Com um investimento de R$ 10 milhões a Arena Unifacisa foi inaugurada em agosto de 2017, com 1.300 metros quadrados, conta com estrutura diferenciada: piso de madeira maciça, com amortecedores para absorver os impactos, arquibancada retrátil para até 900 pessoas, que foi fabricada nos Estados Unidos e dois andares de camarotes, com capacidade para mais de 1.200 pessoas. Além do mais, o espaço em anexo conta com uma clínica-escola, onde funcionam os setores de fisioterapia, nutrição, psicologia e medicina do esporte, para toda os atletas do centro universitário.

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Transporte

Rodoviário

A cidade de Campina Grande possui um importante sistema rodoviário que possibilita sua interligação com as capitais, principais centros do Nordeste e demais cidades do estado e da Região. Normalmente, Campina Grande faz parte da maioria das rotas entre o interior (parte do Sertão e Agreste) e o litoral. Suas rodovias, totalmente asfaltadas, são composta pelas rodovias federais BR-104, BR-230, BR-412 e conexões BR-230/104 e Alça Sudoeste, além de outras rodovias estaduais.

Transporte interurbano

Campina Grande dispõe de um moderno Terminal Rodoviário de Passageiros (o Terminal Rodoviário Argemiro de Figueiredo) conhecido popularmente por "Rodoviária Nova", que estabelece interligação com os mais importantes centros e capitais do Nordeste e de todo o país, registrando um grande fluxo diário de passageiros. O terminal possui 31 plataformas e várias lojas distribuídas no térreo e no primeiro andar, possuindo uma estrutura semelhante a um "rodoshopping". Para dar suporte aos ônibus que fazem linhas intermunicipais de curta distância, a cidade dispõe ainda do Terminal Rodoviário Cristiano Lauritzen, popularmente conhecido como "Rodoviária Velha". Localizado no coração da cidade, a "Rodoviária Velha" foi durante muitos anos um polo econômico forte. Porém, houve uma queda enorme no fluxo de pessoas e passageiros na mesma com a inauguração do novo terminal de passageiros em 1985, localizado no bairro do Catolé.

Transporte urbano

O sistema de transportes urbanos da cidade é gerenciado pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos - STTP -, autarquia municipal de direito público, com autonomia administrativa e financeira. Entre outras atribuições, cabe à STTP planejar, coordenar e executar o sistema viário de Campina Grande, além de controlar o sistema de transporte coletivo, moto-táxis e de táxi, no âmbito municipal. No tocante ao atendimento, cerca de 95% da área do município é servida pelo sistema de transporte coletivo, com uma frota de mais de 200 ônibus urbanos, divididos em 38 linhas operadas por dois grandes consórcios. No processo licitatório foi estabelecido a repartição da cidade em "áreas" de atuação e as empresas que se propusessem a operar em cada área ficariam responsáveis por fazer a cobertura completa da linhas de ônibus da região. As linhas de ônibus são agrupadas em quatro grandes grupos: "Circulares" (percorrem mais de uma área da cidade em um trajeto circular), "Transversais" (ligam diferentes bairros passando pela região central), "Radiais" (ligam bairros periféricos ao centro da cidade pelas principais avenidas), e "Distritais" (ligam os distritos da cidade ao Centro).

Ferroviário

O Município é atendido pelo sistema de transporte ferroviário sob administração da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), que faz a interligação com várias cidades do estado, do litoral à zona sertaneja (inclusive sua capital, João Pessoa), com o porto de Cabedelo, além de outras capitais do Nordeste, em uma linha que percorre desde Propriá, em Sergipe, até São Luís, Maranhão. Parte da via férrea que corta a cidade acolherá um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que será implementado em quinze quilômetros dentro da zona urbana municipal, sendo chamado de VLT de Campina Grande. Este tipo de transporte disponível é um grande reforço de infraestrutura, permitindo o escoamento de parte importante da produção do estado para outros centros de consumo e o barateamento dos custos de transporte.

Aeroviário

O sistema de transporte aeroviário de Campina Grande dispõe do Aeroporto Presidente João Suassuna - com pista de 1600 m de extensão por 45 m de largura - que possui todo o serviço de infra-estrutura para o apoio e a segurança das aeronaves. Operando com tráfegos regular e não regular, conta com voos diários, interligando a cidade aos mais diversos centros e capitais do país. Operam no aeroporto as companhias Azul e Gol. A cidade dispõe também do Aeroclube de Campina Grande, localizado no distrito de São José da Mata, que opera com aviões de pequeno porte, nas atividades comercial e de lazer. Em Campina Grande já ocorreram dois acidentes aéreos. O primeiro em 7 de outubro de 1948, onde um avião de pequeno porte, modelo Douglas DC-3, registro PP-LPB, da companhia Linhas Aéreas Paulista, caiu sobre um residência na rua Irineu Joffliy. Felizmente, não houve vítimas fatais.

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Fontes consultadas

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