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Amamentação e saúde mental

Amamentação e saúde mental é a relação entre a amamentação pós-parto e a saúde mental da mãe e da criança. Pesquisas indicam que a amamentação pode ter efeitos positivos na saúde mental da mãe e da criança, embora tenha havido estudos conflitantes que questionam a correlação e a causa da amamentação e da saúde mental materna. Os possíveis benefícios incluem melhora do humor e dos níveis de estresse da mãe, menor risco de depressão pós-parto, melhor desenvolvimento sócio-emocional da criança, vínculo mais forte entre mãe e filho e muito mais. Dados os benefícios da amamentação, a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Comissão Europeia de Saúde Pública (ECPH) e a Academia Americana de Pediatria (AAP) sugerem a amamentação exclusiva durante os primeiros seis meses de vida. Apesar destas sugestões, as estimativas indicam que 70% das mães amamentam os seus filhos após o nascimento e 13,5% dos bebês nos Estados Unidos são amamentados exclusivamente. A promoção da amamentação e o apoio às mães que enfrentam dificuldades ou cessação precoce da amamentação são considerados uma prioridade de saúde.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Amamentação e saúde mental da mãe

Benefícios no humor e nos níveis de estresse

Alguns estudos indicam que a amamentação influencia positivamente o bem-estar mental e emocional da mãe, pois melhora o humor e os níveis de estresse, e é referida como um "amortecedor de estresse" para as mães durante o período pós-parto. No entanto, outros estudos indicam que o estresse da amamentação pode ter um impacto negativo na saúde mental materna, especialmente quando apresentado na forma de tudo ou nada, "O seio é o melhor". A atividade facilita um estado psicológico mais calmo e diminui sentimentos de ansiedade, emoções negativas e estresse. Isso se reflete em sua resposta fisiológica à amamentação, onde a modulação do tônus vagal cardíaco da mãe aumenta e a pressão arterial e a frequência cardíaca diminuem. O efeito amortecedor do estresse da amamentação resulta dos hormônios oxitocina e prolactina. As mães que amamentam apresentam maior duração e qualidade do sono, enquanto os casos de distúrbios do sono diminuem. A atividade influencia positivamente a forma como as mães respondem às situações sociais, o que facilita melhores relacionamentos e interações. As mães que amamentam respondem menos a expressões faciais negativas (por exemplo, raiva) e aumentam sua resposta a expressões faciais positivas (por exemplo, felicidade). A amamentação também ajuda as mães a se sentirem confiantes e fortalecidas, sabendo que a amamentação é benéfica para seus filhos.

Depressão pós-parto

A depressão pós-parto é um problema de saúde mental que pode começar durante a gravidez da mulher ou surgir após o nascimento do filho. As estatísticas relatam que cerca de 13% a 19% das mulheres são afetadas por ela. As novas mães sentem muitas emoções negativas por causa disso, deprimidas, sem esperança e/ou sem valor. É um momento difícil para quem sofre desta condição. A depressão pós-parto pode durar pouco, mas também pode durar até dois anos depois da mãe dar a luz. A depressão pós-parto tem o potencial de trazer mais problemas mentais para as novas mães, como transtorno obsessivo-compulsivo e/ou ansiedade. É importante que as mães e os seus parceiros estejam atentos a quaisquer sinais de DPP e à forma como esta afeta a mãe e o bebé.

Mecanismos de ação

A relação entre a amamentação e a saúde mental da mãe pode ser devida a causas diretas como as seguintes: A explicação fisiológica subjacente aos benefícios da amamentação na saúde mental da mãe é atribuída aos processos neuroendócrinos. O leite materno contém hormônios lactogênicos, oxitocina e prolactina, que contêm efeitos antidepressivos e reduzem a ansiedade. A prolactina é o principal hormônio responsável pela produção de leite e seus níveis são proporcionais à frequência da amamentação e às necessidades de leite da criança. A prolactina facilita o comportamento materno, atua como analgésico e diminui a capacidade de resposta ao estresse. Este nível hormonal é maior em mulheres que amamentam em comparação com mulheres que não amamentam. A oxitocina diminui o estresse e promove relaxamento e comportamento estimulante. Antes da amamentação, a oxitocina é liberada na corrente sanguínea para auxiliar na liberação do leite. A oxitocina e a prolactina também são liberadas durante a estimulação do mamilo quando a criança amamenta. As fibras nervosas ligadas ao hipotálamo controlam essa liberação e os hormônios são liberados em padrões pulsantes. O aumento dos níveis desses hormônios durante a amamentação tem um efeito benéfico na saúde mental da mãe. Quando expostas ao estresse físico ou psicológico, as mães que amamentam também apresentam uma resposta reduzida de cortisol devido à diminuição da produção de hormônios do estresse e à melhora no sono. O contato físico durante esta atividade atenua a resposta do cortisol. A depressão pós-parto e a falha na amamentação também são atribuídas a mecanismos neuroendócrinos.

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Amamentação e saúde mental da criança

Saúde e desenvolvimento social e emocional

A amamentação está associada à melhoria da saúde e do desenvolvimento social e emocional da criança. A atividade de amamentação induz efeitos calmantes e analgésicos no bebê. Durante esta atividade, as taxas cardíacas e metabólicas diminuem e a sensibilidade à dor é reduzida. Pesquisas indicam que bebês amamentados por mais de 3 ou 4 meses desenvolvem menos distúrbios comportamentais e de conduta. A amamentação também pode facilitar a diminuição da agressividade e das tendências anti-sociais nos bebés; e sugere-se que este efeito continue na idade adulta. Num estudo longitudinal realizado por Merjonen e colegas (2011), constatou-se que adultos que não foram amamentados durante a infância demonstraram níveis mais elevados de hostilidade e agressão. Os bebés amamentados também demonstram mais “vigor” e reacções intensas em comparação com os bebés alimentados com biberão. Para sinalizar aos pais e ter suas necessidades atendidas, os bebês amamentados podem apresentar maior angústia e frustração.

Transtorno do espectro do autismo (TEA)

A pesquisa sugere que a amamentação pode proteger as crianças do desenvolvimento do transtorno do espectro do autismo (TEA), um transtorno mental caracterizado por habilidades sociais e comunicativas prejudicadas. Bebês que não são amamentados, que são amamentados mais tarde ou que são amamentados por um curto período têm maior risco de serem diagnosticados com TEA. O mecanismo fisiológico exato desta ligação não é claro mas esta associação pode ser devida à falta de ingestão de colostro do leite materno, que contém anticorpos essenciais, proteínas e células imunológicas que são necessárias para o desenvolvimento socioemocional típico e a saúde.

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Amamentação e vínculo mãe-filho

A amamentação reforça o vínculo emocional e social entre a mãe e o filho, e este vínculo é importante para a sua saúde mental. Este vínculo aumenta a capacidade da mãe e da criança de controlar as suas emoções, reduz a resposta ao stress e estimula o desenvolvimento social saudável da criança. O contato físico durante a amamentação aumenta os níveis de ocitocina na mãe e no filho, o que melhora o vínculo mãe-filho. Os bebés amamentados tornam-se mais dependentes das suas mães e desenvolvem uma profunda ligação social e emocional. Da mesma forma, a amamentação facilita a ligação emocional das mães com os seus filhos e, por isso, as mães demonstram geralmente mais calor e sensibilidade. Em comparação com pares mãe-filho que não amamentam, em pares mãe-filho que amamentam: Pesquisas de imagens cerebrais indicam que mães que amamentam e que ouvem o choro de seus bebês demonstram maior atividade nas regiões límbicas do cérebro. Isto sugere uma resposta emocional, empática e sensível melhorada da mãe para com o filho, o que apoia o vínculo mãe-bebê.

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