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Alvito

Alvito é uma vila portuguesa pertencente ao distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, com 1196 habitantes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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História

Pré-história e época romana

O território correspondente ao concelho de Alvito foi habitado pelo menos ao Neolítico, tendo esta presença continuado ao longo das Idades do Cobre, Bronze e do Ferro. O domínio romano ter-se-á iniciado nos princípios do século I, tendo permanecido vários vestígios deste período no concelho, nomeadamente as villae de S. Romão, de S. Francisco e Malk Abraão.

Alta Idade Média e reconquista

Após a queda da civilização romana, o concelho terá continuado a ser habitado ao longo da época visigótica, e depois dominado pelas forças islâmicas. Durante este período destaca-se a construção do Palácio de Água de Peixes, no século XII. Alvito foi reconquistada pelas tropas cristãs em 1234. Em 1251 foi doada a D. Estêvão Anes, chanceler-mor do reino, pelo rei D. Afonso III e pela família Pestana de Évora. Inicia-se então uma fase de repovoamento e crescimento em Alvito, que chegará a ser um povoado de dimensões consideráveis, segundo os padrões da época. Foi provavelmente também no século XIII que foi construída a Igreja Matriz. Devido à sua forte ligação com D. Estêvão, o monarca concedeu novos privilégios à vila, como a isenção de impostos, tendo passado por Alvito em 8 de Maio de 1265. D. Estêvão Anes faleceu em 20 de Março de 1279, deixando em testamento a vila para a Ordem da Santíssima Trindade, que logo em 1 de Agosto de 1280 lhe atribui uma carta de foral, de moldes semelhantes à de Santarém. Esta carta de foral foi depois confirmada pelo rei D. Dinis em 1283. No testamento de D. Estêvão Anes também se faz referência a um paço, que não era o Castelo de Alvito, mas um edifício fortificado, formado por várias casas e uma torre, e que provavelmente estava situado na área da Horta das Adegas, nas imediações da Ribeira de Odivelas. A Ordem da Santíssima Trindade também terá sido responsável pela primeira Igreja Matriz de Vila Nova da Baronia.

Séculos XIV a XVII

Em 1387, Alvito é doada a D. Diogo Lobo por D. João I, devido ao seu valioso contributo durante a batalha de Aljubarrota em 1385, e na conquista de Évora aos espanhóis em 1387. A partir desta data e até à queda da monarquia, a vila de Alvito ficou ligada à família Lobo. Em 24 de abril de 1475, o rei D. Afonso V atribuiu o título de barão a D. João Fernandes da Silveira, marido de D. Maria de Sousa Lobo, pelo que Alvito tornou-se na primeira sede de uma baronia em território nacional. Durante esta época, a vila conhece um acentuado crescimento populacional, causado principalmente pela boa situação em que o país então se encontrava, tornando-se num importante centro económico e político na região. Com efeito, segundo os censos de 1527, tinha quase 1700 habitantes e 364 fogos. Como resultado desta fase de desenvolvimento, são realizadas grandes obras, como a construção do Castelo e a reconstrução da Igreja Matriz, ganhando novos edifícios onde se destacam as linhas da arte manuelina. A partir do século XV assiste-se igualmente à construção de várias igrejas e capelas no concelho, tendo nos finais da centúria sido construída a Ermida de São Sebastião, no século XVI foram instaladas a Igreja da Misericórdia de Alvito, a Capela de Nossa Senhora das Candeias, e na década de 1640 foi edificada a Igreja de Santo António. Também se destaca a formação oficial da Santa Casa da Misericórdia de Alvito em 1520, embora tivesse começado a funcionar cerca de um século antes, tendo operado um hospital dedicado às pessoas em situação vulnerável.

Séculos XVIII a XX

Porém, a vila entra numa fase de estagnação entre os séculos XVIII e XIX. Em 1836 o concelho de Vila Nova da Baronia foi extinto, passando a ser uma freguesia de Alvito. Em 15 de Fevereiro de 1864, o concelho passa a estar serviço por caminhos de ferro, com a inauguração do lanço entre Vendas Novas e Beja. Outra importante infraestrutura construída na segunda metade da centúria foi a Escola Conde de Ferreira. Porém, o concelho chegou a ser suprimido entre 1896 e 1898, conforme uma placa no edifício dos Paços do Concelho: «Foi suprimido este concelho em 26 de Junho de 1896 e restaurado em 13 de Janeiro de 1898. Installado em 3 de Fevereiro do mesmo anno».

Século XXI

No século XXI continuaram a ser instalados novos equipamentos de apoio à população, destacando-se a inauguração da Biblioteca Municipal, em 9 de Outubro de 2004.

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Gastronomia

As iguarias típicas que podem ser provadas em qualquer um dos restaurantes do município são: Destaca-se, também, a doçaria regional (pastéis de chila e grão), os licores e, na freguesia de Vila Nova da Baronia, os enchidos da Baronia, e os vinhos da Herdade das Barras e do Monte dos Catacuzes - ALVITUS e BARONIUM. O evento gastronómico de maior relevo é, desde 2007, o Ciclo Gastronómico "As Ervas da Baronia". Em Fevereiro e Junho realizam-se semanas gastronómicas em que participam os restaurantes do município, oferecendo pratos em torno de espargos, catacuzes e carrasquinhas (na 1ª semana) e beldroegas (na 2ª semana).

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Acessibilidades e infraestruturas

A sua situação geográfica de Alvito permite-lhe fácil acesso quer por rede rodoviária quer por rede ferroviária. A linha ferroviária que serve o município disponibiliza os serviços de comboios intercidades e regional, que fazem a ligação entre Lisboa e Beja. Neste dois pontos cruzam-se outras linhas da rede ferroviária vindas de diversos pontos do país. Em Beja, faz-se a ligação à linha do Algarve, estabelecendo assim uma ponte de ligação a esta região. Quanto às vias rodoviárias é de referir que a vila de Alvito se encontra localizada a 173Km de Lisboa, a 37Km de Beja, a 43Km de Évora, a 198Km de Faro e a 147Km de Badajoz (Espanha). O melhor percurso rodoviário vindo de Lisboa é pela A2 (Ponte 25 de Abril) ou pela A12 (Ponte Vasco da Gama), seguindo pela A6 em direção a Évora. Depois, deverá seguir pela EN254 até Viana do Alentejo, para finalizar com a passagem pela EN257 até Alvito.

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Evolução da população do município

★ Por decreto de 03/04/1871, a freguesia de Torrão, que pertencia ao concelho de Alvito, passou a fazer parte do de Alcácer do Sal, do distrito de Setúbal. ★★ Por decreto de 17/10/1876, a freguesia de Odivelas, também pertencente ao concelho de Alvito, passou a fazer parte do concelho de Ferreira do Alentejo. (Obs.: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no município à data em que eles se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente.)

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Fontes consultadas

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