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Glândula mamária

As glândulas mamárias são glândulas exócrinas cuja função primordial é a produção de leite para nutrir o recém-nascido. Estas estruturas são exclusivas dos mamíferos, e possuem uma estrutura de ramificação mais complexa do que a das demais glândulas da pele.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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Aspectos anatômicos gerais

A glândula mamária, órgão par, situa-se na parede anterior do tórax, na porção superior e está apoiada sobre o músculo peitoral maior, se estendendo da segunda à sexta costela no plano vertical e do esterno a linha axilar anterior no plano horizontal. O ectoderma embrionário é a origem das glândulas mamárias. O ectoderma mamário é representado por espessamentos lineares paralelos na parede abdominal ventral. Formam-se então os botões mamários a partir da qual a porção funcional da GM será desenvolvida. O parênquima da GM, ou células secretoras de leite desenvolve-se através da proliferação das células epiteliais provenientes do cordão mamário primário. As células epiteliais formam estruturas ocas circulares chamadas alvéolos, que são unidades secretoras fundamentais de leite na GM. Paralelamente surge uma grande área de epitélio na superfície que são as mamas. Os sistemas de ductos conectam os alvéolos com os mamilos, permitindo ao leite passar da área de formação para a área de liberação. Os ductos podem convergir até que haja apenas um ducto por glândula, que apresenta uma abertura através da mama (bovinos, caprinos e ovinos). A vaca e a cabra apresentam áreas especializadas para armazenar o leite, chamadas cisternas, localizadas na parte ventral da glândula e nas quais os ductos se esvaziam. Isto possibilita a síntese e a armazenagem de quantidades de leite maiores que o esperado.

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Aspectos anatômicos e histológicos em humanos

Imagem: fisalis · BY-NC-SA · Openverse

Cada glândula mamária é formada por 15 a 25 lóbulos de glândulas túbulo-alveolares compostas, cuja função é secretar leite para nutrir os recém-nascidos. Cada lóbulo, separado dos vizinhos por um tecido conjuntivo denso e muito tecido adiposo, é na verdade uma glândula individualizada com seu próprio ducto excretor, denominado ducto galactóforo. Esses ductos medem, aproximadamente, 2 a 4,5 centímetros de comprimento e emergem independentemente no mamilo, que possui de 15 a 25 aberturas, cada uma com cerca de 15 milímetros de diâmetro. Antes da puberdade, as glândulas mamárias são formadas por porções dilatadas, os seios galactóforos, e diversas ramificações destes seios, os ductos galactóforos. O desenvolvimento das glândulas mamárias em meninas durante a puberdade faz parte das características sexuais secundárias. Durante este período, as mamas aumentam de tamanho e desenvolvem um mamilo proeminente. Já nos meninos, as mamas permanecem normalmente achatadas.

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Irrigação sanguínea

Imagem: Camila Bastos · BY-SA · Openverse

Com relação ao suprimento sanguíneo, cada mama é irrigada por meio da artéria axilar (artérias tóraco-acromial e torácica lateral), dos ramos mediais da artéria torácica interna e dos ramos das 2ª a 6ª artérias intercostais posteriores. O trajeto das veias mamárias segue basicamente o das artérias, com a via principal passando pela axila e o conhecimento da drenagem venosa reveste-se de grande importância, uma vez que a disseminação do câncer mamário ocorre frequentemente por ela. As veias oriundas do circulus venosus e do interior da glândula mamária transportam sangue para a periferia e na sequência para as veias axilar e mamária interna, drenando para a subclávica, e as intercostais drenam para a jugular interna. Os êmbolos liberados por qualquer dessas vias chegam ao ventrículo direito e então são impulsionados ao leito capilar pulmonar. Já pelo plexo de Batson, em casos de câncer, temos metástases diretas para as vértebras, crânio e sistema nervoso central sem acometimento do pulmão.

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Inervação mamária

De acordo com Oliveira (2001), a inervação mamária é realizada principalmente pelos ramos cutâneos laterais e anteriores dos segundo ao sexto nervos intercostais. Uma parte limitada da pele que recobre a metade superior da mama é inervada pelo nervo subclavicular originário do plexo cervical, especificamente dos ramos anterior e medial do nervo supraclavicular. Os nervos intercostais passam pelo bordo inferior das costelas e na altura da inserção das tiras do serrátil emitem os ramos laterais mamários, continuando seu trajeto e, na borda esternal emitem novos ramos para a mama, os mamários mediais. O conhecimento dos seus trajetos é importante porque permite o bloqueio dos mesmos ao nível da linha axilar média, obtendo assim anestesia suficiente para realizar vários procedimentos cirúrgicos, mormente nos quadrantes externos.

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Quadrantes mamários

As mamas, por sistematização, são divididas em cinco quadrantes, a saber: quadrante súpero-lateral, quadrante súpero-medial, quadrante ínfero-lateral, quadrante ínfero-medial, quadrante central ou retro-areolar.

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