Alternativa para a Alemanha
Alternativa para a Alemanha é um partido político alemão populista de extrema-direita, fundado em Fevereiro de 2013. Fundadores do partido são Bernd Lucke, professor de Economia da Universidade de Hamburgo, o ex-jornalista do Frankfurter Algemeine Zeitung, Konrad Adam e um ex-político da CDU, Alexander Gauland. O congresso de fundação do novo partido na cena política alemã com 1 500 membros foi lançado oficialmente em 14 de Abril 2013, em Berlim. Em 4 de julho 2015, Frauke Petry foi eleita com 60% dos votos como única chefe do partido e primeira líder oficial da história do mesmo num congresso da AfD em Essen. A actual líder é Alice Weidel, que partilha a coordenação com Tino Chrupalla.
A Alternativa para a Alemanha foi fundada nos inícios de 2013 por um grupo de professores universitários de economia e de direito e líderes empresariais alemães antiEuro, para contestar o envolvimento do país no socorro à zona do euro. O partido quer que a zona do euro seja dissolvida e que a Alemanha retorne a uma moeda nacional ou entre numa união monetária menor. Em maio de 2015, o partido polarizou-se em duas facções, uma centrada em Lucke e suas políticas econômicas centrais e outro grupo liderado por Petry, que favorecia uma abordagem anti-imigração. O resultado foi que a facção de Lucke partiu para fundar um novo partido: a Aliança para o Progresso e a Renovação, que foi renomeado para Reformadores Conservadores Liberais em novembro de 2016. Desde 2015, o AfD moveu-se ainda mais para a direita. O partido agora se assemelha a outros partidos populistas de direita radicais na Europa, mas é um tanto incomum porque mantém laços visíveis com grupos ainda mais extremistas.
A liderança do partido é composta por um grupo de conhecidos eurocéticos. O mais destacado defensor da agremiação é Hans-Olaf Henkel, ex-executivo-chefe da IBM Europa e ex-presidente da mais importante Associação Federal da Indústria Alemã. Entre outros nomes que apoiam o partido estão Wilhelm Hankel, Karl Albrecht Schachschneider e Joachim Starbatty, economistas que compartilham a co-autoria de livros defendendo a extinção do euro. Os três formalizaram uma queixa junto ao Tribunal Constitucional da Alemanha em 2010, dizendo que o apoio da Alemanha ao socorro da Grécia, um membro do grupo de países que adoptou o euro, desrespeitou a Constituição e a cláusula de não socorro inscrita no tratado da união monetária. O tribunal pronunciou-se contra eles em 2011. A sigla quer uma alteração dos tratados da união monetária da UE, a fim de permitir que países deixem a zona do euro. Empréstimos adicionais alemãs para o fundo de estabilidade da zona do euro devem ser bloqueados para forçar outros países europeus a aceitar essa alteração dos tratados, defende o partido.
Nacionalismo alemão
Com o tempo, o foco no nacionalismo alemão, na recuperação da soberania e do orgulho nacional da Alemanha, especialmente na rejeição da cultura de vergonha alemã em relação ao seu passado nazista, tornou-se mais central na ideologia do AfD e um pilar fundamental em seus apelos populistas. Petry, que liderava a ala moderada do partido, afirmou que a Alemanha deveria resgatar o termo "völkisch" de suas conotações nazistas, enquanto Björn Höcke, mais à direita, frequentemente se referia à "Vaterland" ("pátria") e ao "Volk" ("nação" ou "povo", mas com uma forte conotação étnica ou racial). Em janeiro de 2017, Höcke, em um discurso, declarou, em referência ao Memorial do Holocausto de Berlim, que "os alemães são o único povo no mundo que ergue um monumento da vergonha no coração da capital" e criticou essa "política ridícula de fazer as pazes com o passado". Höcke prosseguiu afirmando que a Alemanha deveria dar uma guinada de "180 graus" em relação ao seu senso de orgulho nacional.
Sociedade
De acordo com seu manifesto eleitoral provisório, o AfD se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e é favorável às uniões civis. A vice-líder do AfD, Beatrix von Storch, manifestou-se publicamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em um esforço para revogar as leis que legalizam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o AfD entrou com uma ação judicial sobre o assunto em 2017. Hans-Christoph Berndt, principal candidato do AfD para as eleições estaduais de Brandemburgo em 2024, anunciou que, se eleito, proibirá a exibição de bandeiras do arco-íris em prédios públicos do estado. O grupo parlamentar do AfD no Landtag da Baixa Saxônia também apresentou uma moção para proibir a exibição de bandeiras do arco-íris em prédios públicos em 2024.
Economia
O AfD é um partido economicamente liberal. Apesar da cisão de 2015 entre os liberais econômicos, o AfD ainda pode ser amplamente caracterizado como neoliberal em termos econômicos, enfatizando a desregulamentação e uma [[intervencionismo (economia)|intervenção estatal bastante limitada. As tentativas de algumas facções do partido de enfatizar as pequenas e médias empresas e defender o protecionismo em detrimento do livre comércio não tiveram muito sucesso.
Imagem: Senado Federal · BY · Openverse
Eleições estaduais
Os resultados apresentados serão os das últimas eleições:


