Alpalhão
Alpalhão é uma povoação e vila portuguesa sede da Freguesia de Alpalhão do Município de Nisa, freguesia com 34,16 km² de área e 989 habitantes, tendo, por isso, uma densidade populacional de 29 hab./km².
Primórdios incertos
A presença de vestígios megalíticos em Alpalhão (com especial destaque para a Anta de N. Sra. Da Redonda ou vale Joanino) prova a milenar história deste território onde a presença do Império Romano também teve o seu relevo, uma vez que, segundo algumas teorias, a atual vila de Alpalhão terá sido a antiga Fraginum ou Fraxinum, estação que integrava uma das principais estradas da Hispânica, nomeadamente a ligação entre Lisboa e Mérida. Seguindo esta teoria (contrária à que defende a localização de Fraxinum em Gavião) há quem defenda que o foral de Fresno, Freyxeno ou Frexeno, datado de 1160, concedido por D. Afonso Henriques e mais tarde confirmado por D. Afonso III, terá sido o primeiro foral de Alpalhão, pela relação fonética entre Fresno e Fraxinum. Teoria que é corroborada pelo facto de um dos limites do termo de Fresno ser o Castelo de Ferron que estaria localizado onde está hoje a vila de Nisa.
No tempo do castelo
Em 1300 o rei D. Dinis manda edificar um castelo em Alpalhão, inserindo a vila numa linha de defesa do Tejo juntamente com Castelo de Vide, Nisa e Montalvão. Dezanove anos depois, a bula papal "Ad ea ex quibus" institui a Ordem de Cristo para a qual passam todos os bens da Ordem do Templo (extinta em 1312), entre os quais o Castelo de Alpalhão. É Fernão da Silva, alcaide e comendador entre 1492 e 1511, quem manda fazer grandes reformas no castelo, nomeadamente uma nova cerca, precisamente na época em que Duarte d’Armas o regista no seu “Livro das Fortalezas”, em 1509, por ordem do rei D. Manuel I, monarca que concede novo foral a Alpalhão no dia 13 de outubro de 1512.
Extinção do concelho
O constante crescimento de Alpalhão não fazia prever aquilo que havia de acontecer em meados do séc. XIX. Alpalhão fora desde sempre sede de concelho, estatuto averbado pelo foral de Fresno no séc. XII e pelo foral manuelino quatro séculos mais tarde. Nem a reforma administrativa levada a cabo por D. Maria II, a 6 de novembro de 1836, invertera a situação. Pelo contrário, anexara-lhe os extintos concelhos de Gáfete e Tolosa, passando o concelho de Alpalhão a ser composto por três freguesias em vez de uma só. Contudo, a 3 de agosto de 1853, o concelho de Alpalhão é extinto por decreto real, sem que nada o fizesse prever, considerando que dezassete anos antes Alpalhão não fora incluído na grande reforma que suprimiu 466 dos 817 concelhos portugueses.


