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Omar Almotauaquil

Omar Almotauaquil, Omar Mutavaquil, ou Omar Mutauaquil, foi rei da Taifa de Badajoz desde 1072 até ser assassinado perto de Badajoz em 1094. Filho de Maomé Almuzafar, foi o último monarca da dinastia aftácida. O seu reinado teve períodos de paz e prosperidade que foram seguidas de confrontos militares contra o expansionismo do rei leonês Afonso VI. Com a chegada dos Almorávidas à Península Ibérica, a taifa de Badajoz, como as suas congéneres, foi anexada ao império daquela dinastia berbere norte-africana.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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Biografia

Governador de Évora e guerra civil

Omar foi nomeado governador de Évora pelo seu pai e, enquanto este ainda era vivo, governou também as comarcas orientais do reino aftácida e as orientais desde Cória até à Serra Morena. Quando o pai morreu em 1068, o reino passou para as mãos de Iáia, o irmão de Omar. Este declarou-se independente. Em outubro de 1068, o reino de Badajoz foi atacado por Afonso VI após Iáia se ter recusado pagar mais tributos ao rei cristão, alegando que parte desses tributos deveriam ser pagos pelo seu irmão. Iáia pediu ajuda aos Banu Dilnune de Toledo e nomeou como seu herdeiro o rei toledano Almamune (r. 1043–1075), excluindo assim o seu irmão da herança de Almuzafar. Por sua vez, Omar procurou o apoio de Almutâmide, o rei dos antigos inimigos do seu pai, os Abádidas de Sevilha, e iniciou uma guerra civil que as crónicas descrevem como devastadora e causadora de miséria na população do reino.

Ascensão ao poder em Badajoz

A guerra só parou quando Iáia morreu subitamente em 1072 e Omar ascendeu ao poder em Badajoz, adotando o título "Almotauaquil ala-Llah" ("o que só confia em Deus"), que já tinha usado em moedas emitidas desde 1068. Omar mudou-se para Badajoz, para onde também transferiu a casa da moeda e nomeou o seu filho al-Abbas governador de Évora. Entre 1072 e 1079 desenvolveu-se um intenso movimento cultural em Badajoz incentivado pelo mecenato de Almotauaquil, que atraiu para a sua capital a elite literária andalusina.[a] Abderramão ibne Sair, um exilado de Sevilha que tinha participado nas negociações entre Omar e Iáia tidas imediatamente após a morte de Almuzafar, foi nomeado vizir. O mesmo cargo foi também depois atribuído a ibne Alhadrami, que mais tarde seria destituído devido à ineficácia que se verificou na administração e as frequentes queixas dos súbditos em relação à sua arrogância e injustiças. Após a destituição de ibne Alhadrami, Omar não voltou a nomear vizires e ele próprio tomou a seu cargo os assuntos de Estado.

Chegada dos Almorávidas e fim do reino

Em 1086, Omar Almotauaquil foi um dos principais promotores do pedido de intervenção dos Almorávidas para salvar a situação periclitante do Alandalus ante o ímpeto bélico de Afonso VI, que no ano anterior tinha conquistado Toledo. O monarca de Badajoz expressou o seu desespero e o dos restantes reis taifas ao emir almorávida Iúçufe ibne Taxufine, pedindo-lhe que viesse urgentemente à Península Ibérica combater os cristãos. Omar encarregou o seu caide Abu Ualide de reunir-se com os diversos líderes andalusinos para tomarem decisões e depois cruzar o estreito de Gibraltar para pedir ao uáli de Ceuta que autorizasse o uso dos seus portos para embarcar tropas. Depois disso, Almotauaquil enviou ibne Mucana para a reunião convocada por Maomé ibne, Abade de Sevilha, depois da qual foram a África encontrar-se com o emir almorávida. Os Almorávidas chegaram ao Alandalus a 30 de junho de 1086 e dirigiram-se para Badajoz para enfrentarem as tropas de Afonso VI. A batalha de Zalaca foi travada em 23 de outubro de 1086 perto de Badajoz, terminando numa pesada derrota dos leoneses-castelhanos. Esta vitória almorávida mudou o curso dos acontecimentos no Alandalus. Após a batalha os Almorávidas começaram a anexar os diferentes reinos muçulmanos. Entre 1090 e 1092 caíram na órbita dos Almorávidas os reinos de Granada, Córdova, Sevilha e outras pequenas taifas do sul e levante peninsular.

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Fontes consultadas

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