Carnataca
Carnataca é um dos estados da Índia, localizado no sul do país. A língua oficial é o canará. Duas das principais cidades são o porto de Mangalor e a capital, Bangalor. Seus limites são os Estados de Goa e Maarastra a noroeste, Andra Pradexe a leste, Tâmil Nadu a sudeste e Querala a sul, além da costa sudoeste no mar Arábico.
A história de Carnataca pode ser traçada desde uma cultura de machados paleolítica evidenciada pelas descobertas de, entre outras coisas, machados e talhadores na região. Evidências de culturas neolíticas e megalíticas também foram encontradas no estado. Descobriu-se que o ouro descoberto em Harapa era importado de minas em Carnataca, fazendo com que os estudiosos propusessem contatos hipotéticos entre a antiga Carnataca e a Civilização do Vale do Indo em 3 000 a.C.. Anteriormente ao século III, a maior parte de Carnataca era parte do Império Nanda, antes de ser subjugada ao Império Máuria de Açoca. Quatro séculos de reinado da dinastia Satavana se seguiram. Os Satavanas tinham o controle de grandes áreas de Carnataca. O declínio do poder dos Satavana levaram à ascensão dos reinos nativos mais antigos, os Cadambas e os Gangas Ocidentais, marcando a emergência da região como uma entidade política independente. A dinastia Cadamba, fundada por Mayurasharma, tinha como capital Banavasi; a dinastia Ganga Ocidental se formou com Talakad como capital.
O estado de Carnataca está subdividido em 6 divisões e 29 distritos, populações entre parênteses - março/2001:
Segundo o censo indiano de 2001, a população total de Carnataca é de 52.850.562, dos quais 26.898.918 (50,89%) são homens e 25.951.644 (49,11%) são mulheres, ou seja, 1000 homens para cada 964 mulheres. Isso representa um aumento de 17,25% em relação à população de 1991. A densidade populacional é de 275,6 hab/km², com 33,98% da população vivendo em áreas urbanas. A taxa de alfabetização é de 66,6%, dos quais 76,1% são homens e 56,9% são mulheres. 83% da população é hindu, 11% é muçulmana, 4% é cristã, 0.78% é jaina, 0.73% é budista, e o resto pertence a outras religiões. O canará é a língua oficial de Carnataca, sendo falado nativamente por 64,75% da população. Outras minorias linguísticas no estado (registradas em 1991) são: urdu (9,72%), telugu (8,34%), marata (3,95%), tâmil (3,82%), tulu (3,38%), hindi (1,87%), concani (1,78%), malaiala (1,69%) e Kodava Takk (0,25%). O estado tem taxa de natalidade de 2,2%, taxa de mortalidade de 0,72% e taxa de mortalidade infantil de 5,5%. A taxa de fertilidade é 2,2.
As etnias linguísticas e religiosas diversificadas que são nativas de Carnataca, combinadas com as suas longas histórias, contribuíram imensamente à herança cultural variada do estado. Além dos canadigas, Carnataca é lar dos tuluvas, Kodavas e concanis. Populações menores de budistas tibetanos e tribos como os soligas, ieravas, todas e sidis também vivem em Carnataca. As artes populares de Carnataca cobrem toda a gama de música, dança, drama, contos, etc. O Yakshagana da costa de Carnataca, uma peça folclórica clássica, é uma das principais formas de teatro de Carnataca. A cultura contemporânea de teatros em Carnataca continua vibrante, com organizações como Ninasam, Ranga Shankara, Rangayana e Prabhat Kalavidaru continuando a construir nas fundações preparadas por Gubbi Veeranna, T. P. Kailasam, B. V. Karanth, K. V. Subbanna, Prasanna e outros. Veeragase, Kamsale e Dollu Kunitha são formas de dança populares. O estilo Maiçor de Bharatanatyam, criado e popularizado pelos semelhantes da lendária Jatti Tayamma, continua a dominar Carnataca, e Bangalor tem a eminente posição de centro dos mais importantes de Bharatanatyam.
As três escolas mais importantes de filosofia hindu, Advaita, Vishistadvaita e Dvaita floresceram em Carnataca. Madhvacharya nasceu em Carnataca, enquanto Adi Shankaracharya escolheu Sringeri, em Carnataca, para estabelecer o primeiro dos seus quatro mathas. Ramanujacharya, fugindo da perseguição dos Cholas em Tamil Nadu, passou muitos anos em Melkote. No século XII, o Veerashaivismo emergiu no norte de Carnataca, como protesto contra a rigidez do sistema social e de castas predominante na época. Os líderes do movimento foram Basava, Akka Mahadevi e Allama Prabhu, que estabeleceu o Anubhava Mantapa, onde a filosofia de Shakti Vishishtadvaita foi exposta. Essa foi a base da fé Lingayat, que atualmente conta milhões entre os seus seguidores. A filosofia e literatura Jain ccontribuíram imensamente ao panorama religioso e cultural de Carnataca. O Islã, que já teve uma presença na costa oeste da Índia já no século X, ganhou uma posição segura em Carnataca com a ascensão dos sultanados Bahamani e Bijapur, que governaram partes de Carnataca. O Cristianismo alcançou Carnataca no século XVI com a chegada dos portugueses e Francisco Xavier em 1545. O Budismo era popular em Carnataca durante o primeiro milênio, em locais como Gulbarga e Banavasi. Uma descoberta de éditos e várias relíquias máurias em Sannati, no distrito de Gulbarga, em 1986, provou que a bacia do rio Krishna já foi lar do Budismo Mahayana e Hinayana.
A língua canará é a língua oficial do estado e é a língua nativa de aproximadamente 65% da população de Carnataca. A língua canará teve um papel crucial na criação de Karnataka, já que a demografia lingüística foi um critério importante escolhido para criar o estado em 1956. Tulu, Kodava Takk e concani são outras línguas nativas importantes que dividem uma longa história no estado. O Urdu é falado em larga escala pela população muçulmana. Línguas menos faladas incluem Beary bashe e certos dialetos como o Sankethi. A língua canará tem uma rica e antiga literatura, abordando diversos tópicos, como Jainismo, Vachanas, Haridasa Sahitya. Evidências de éditos da época de Açoca sugerem que a escrita canará e a sua literatura foram influenciados pela literatura budista. A inscrição Halmidi, mais antiga inscrição completa na língua e escrita canará, é datada em 450 d.C., enquanto a obra literária mais antiga disponível, o Cavirajamarga, foi datada em 850 Referências feitas no Cavirajamarga, entretanto, provam que a literatura canará floresceu nas métricas Chattana, Beddande e Melvadu, durante séculos anteriores. Em tempos modernos, o escritor A. N. Krishna Rao disseminou largamente a literatura popular em canarês, recebendo o apelido de Imperador dos romances entre as novas legiões de leitores das classes trabalhadoras.
Segundo o censo de 2001, Carnataca tem uma taxa de alfabetização de 67,04%, sendo que 76,29% são homens e 57,45% são mulheres. O estado é lar de algumas das principais instituições educacionais e de pesquisa da Índia, como o Indian Institute of Science, o Indian Institute of Management, o National Institute of Technology Karnataka e o National Law School of India University. Em março de 2006, Carnataca tinha 54.529 escolas primárias, com 252.875 professores e 8,495 milhões de estudantes, e 9.498 escolas secundárias, com 92.287 professores e 1,348 milhões de estudantes. Há três tipos de escolas no estado: públicas, privadas auxiliadas (auxílio financeiro do governo) e privadas não-auxiliadas (nenhum auxílio). As línguas primárias de instrução na maioria das escolas são canará e inglês. O plano de ensino das escolas é ou do CBSE, ou do ICSE ou o plano do estado (SSLC), definido pelo Departamento de Instrução Pública do Governo de Carnataca. Com o objetivo de maximizar a presença nas escolas, o Governo de Carnataca lançou um esquema de refeições ao meio dia, e ajudou as escolas nas quais almoço grátis é provido aos alunos. Bancas de exames estaduais são realizadas ao final de cada período letivo da educação secundária, e estudantes qualificados são permitidos de perseguir um curso pré-universitário, após o qual os estudantes ficam qualificados a perseguir um bacharelato.
A era dos jornais em canará começou no ano de 1843, quando Hermann Mögling, missionário da Missão Basel, publicou o primeiro jornal em canará, o Mangalooru Samachara, em Mangalor. O primeiro periódico em canará, Mysuru Vrittanta Bodhini, foi criado por Bhashyam Bhashyacharya, em Maiçor. Pouco tempo após a independência da Índia, em 1948, K. N. Guruswamy fundou The Printers (Mysore) Private Limited, e começou a publicar dois jornais, o Deccan Herald e o Prajavani. Atualmente, o Times of India e o Vijaya Karnataka são os jornais mais vendidos em inglês e canará, respectivamente. Um vasto número de revistas semanais, bissemanais e mensais são publicadas tanto em canará quanto em inglês. Udayavani, Kannadaprabha, Samyukta Karnataka, Vaartha Bharathi, Sanjevani, Eesanje e Karavali Ale são revistas diárias publicadas em Carnataca. Doodarshan é o radiodifusor do Governo da Índia, e o seu canal DD Chandana é dedicado ao canará. Canais proeminentes em canará incluem ETV Kannada, Zee Kannada, Udaya TV, U2, TV 9, Asianet Suvarna e Kasturi TV.
Carnataca tem uma rica diversidade de flora e fauna. Tem uma área florestal registrada de 38.720 km², que constitui 20,19% da área geográfica total do estado. Essas florestas sustentam 25% dos elefantes e 10% da população de tigres indiana. Muitas regiões de Carnataca são inexploradas, então, novas espécies de flora e fauna são periodicamente encontradas. Os Gates Ocidentais, um hotspot de biodiversidade, inclui a região ocidental de Carnataca. Duas porções dos Gates Ocidentais, Talakaveri e Kudremukh, ambas em Karnataka, são candidatas a Patrimônios Mundiais da UNESCO. OS Parques Nacionais de Bandipur e Nagarahole, fora dessas porções, foram incluídas na Reserva de Biosfera de Nilgiri, em 1986, uma designação da UNESCO. A Coracias benghalensis e o elefante indiano (Elephas maximus indicus) são reconhecidos como a ave e o animal estaduais, enquanto o sândalo e o lótus são a árvore e a flor estaduais, respectivamente. Carnataca tem cinco parques nacionais: Anshi, Bandipur, Bannerghatta, Kudremukh and Nagarhole. O estado também possui 25 santuários de vida selvagem, dos quais sete são santuários de aves.


