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Transilvânia

A Transilvânia é uma região histórica situada no centro-oeste do que é atualmente a Roménia. É limitada a leste e a sul pela cordilheira dos Cárpatos e historicamente estendia-se para oeste até aos montes Apuseni. Na atualidade, a designação Transilvânia por vezes aplica-se não só à região histórica propriamente dita mas também às partes romenas das regiões de Crișana e Maramureș; pode ainda incluir a parte romena do Banato. A maior cidade da Transilvânia histórica é Cluj-Napoca, a terceira maior cidade da Roménia, que tinha 321 687 habitantes em 2016. Outras cidades importantes são Brașov, Sibiu (169 786) e Târgu Mureș.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/08/2026
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Etimologia

A primeira menção à região em registos históricos é dum documento de 1075 e usa a expressão do latim medieval terra ultra silvam (terra além da floresta). Num Legenda Sancti Gerhardi, do século XII é usado o nome Partes Transsylvanæ, com o mesmo significado, o qual é mantido na forma Transsilvania em documentos medievais posteriores do Reino da Hungria.[a] Acredita-se que os nomes alternativos de Ardeal (em romeno) e Erdély (em húngaro) estejam ligados. Contudo, a origem e significado são disputados tanto por romenos como por magiares (húngaros). A primeira forma em húngara registada — Erdeuelu — aparece na Gesta Hungarorum (Feitos dos Húngaros), do século XII. A primeira forma em romena — Ardeliu — data de 1432. A diferença inicial a/e entre os nomes encontra-se noutras palavras romenas e húngaras, como "groselheira" (egres em húngaro e agriș ou agreș em romeno) ou em topónimos, como Egyed, Erdőd, Erdőfalva ou Esküllő (em húngaro), que em romeno são, respetivamente, Adjud, Ardud, Ardeova (na comuna de Mănăstireni) e Așchileu.

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História

Ao longo da sua história, a Transilvânia foi dominada por diferentes povos e estados. Foi o coração do Reino da Dácia entre 82 a.C. e 106 d.C. Nesse último ano foi conquistada pelo Império Romano, passando a fazer parte da província romana da Dácia . Após a retirada dos romanos em 271, o processo de romanização expandiu-se para as regiões vizinhas devido à livre circulação de pessoas através das antigas fronteiras imperiais. A difusão do cristianismo contribuiu para o processo, uma vez que o latim era a língua da liturgia entre os daco-romanos. Os romanos mantiveram cabeças de ponte a norte do Baixo Danúbio, mantendo a Dácia dentro da sua esfera de influência ininterruptamente até 376. A região foi então devastada pelas incursões dos tribos, nomeadamente os carpos, visigodos, hunos, gépidas, ávaros e eslavos. Entre os séculos IX e XI fez parte do Primeiro Império Búlgaro.[carece de fontes?] É controverso se os atuais romenos são descendentes de populações de dácio-romanas que sobreviveram após o século III ou se os primeiros valacos/romenos chegaram à região no século XIII, no decurso duma migração para norte desde a península dos Bálcãs.

Brasão histórico da Transilvânia

As primeiras representações heráldicas de Transilvânia datam do século XVI. Um dos símbolos iniciais predominantes da Transilvânia era o brasão da cidade de Sibiu. Em 1596, Levinus Hulsius criou um brasão para a província imperial, que consistia num escudo partido, com uma águia em ascensão no campo superior e sete colinas com torres no cimo do campo inferior. Esse brasão foi publicado por ele na sua obra Chronologia, impressa em Nuremberga no mesmo ano. O selo de 1597 de Sigismundo Báthory, príncipe da Transilvânia, reproduzia o novo brasão com algumas ligeiras mudanças: no campo superior a águia foi ladeada por um sol e uma lua e no campo inferior as colinas foram substituídas por torres simples.

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Geografia e etnografia

O Planalto Transilvano [en] tem entre 300 e 500 metros de altitude e é drenado pelos Mureș, Someș, Criș [en], Olt e outros afluentes do Danúbio. O planalto constitui o núcleo da Transilvânia histórica e corresponde grosso modo a nove distritos da moderna Roménia. O planalto é quase inteiramente rodeado pelos ramos oriental, meridional e ocidental das montanhas dos Cárpatos. Outras áreas a ocidente e a norte geralmente são também consideradas, em sentido lato, parte da Transilvânia. Apesar de historicamente assim não ser, atualmente considera-se que o limite ocidental da região corresponde à fronteira romeno-húngara estabelecida em 1920. A área da voivodia histórica é de 55 146 km². As regiões atribuídas à Roménia em 1923 constituíam 23 distritos (județe), que cobriam uma área de cerca de 102 200 km² segundo os documentos contemporâneos romenos e entre 102 787 e 103 093 km² segundo fontes húngaras. Atualmente, devido às várias reorganizações administrativas, o território atualmente designado como Transilvânia está subdividido em 16 distritos, que cobrem 99 837 km² nas partes central e noroeste da Roménia. Esses 16 distritos são Alba, Arad, Bihor, Bistrița-Năsăud, Brașov, Caraș-Severin, Cluj, Covasna, Harghita, Hunedoara, Maramureș, Mureș, Sălaj, Satu Mare, Sibiu e Timiș. Alguns distritos são em grande parte urbanos, como Brașov e Hunedoara, enquanto que outros são sobretudo rurais, como Bistriţa-Năsăud e Sălaj.

Cidades

Cluj-Napoca, também conhecida como Cluj, é a segunda cidade da Roménia em número de habitantes, a seguir à capital Bucareste. Entre 1790 e 1848 e entre 1861 e 1867 foi a capital do Grão-Ducado da Transilvânia. Brașov é um destino turístico importante e é a maior cidade em áreas turísticas de montanha. A sua importância turística deve-se não só às atrações locais e das vizinhanças mais próximas mas também à sua localização muito central, equidistante de vários destinos turísticos muito populares, como as estâncias do mar Negro, os mosteiros do norte da Moldávia e as igrejas de madeira de Maramureș. Sibiu é um dos centros culturais mais importantes do país e em 2007 foi a Capital Europeia da Cultura juntamente com a cidade do Luxemburgo. No passado foi o centro da cultura saxã da Transilvânia e entre 1692 e 1791 e entre 1849 e 1865 foi a capital do Principado da Transilvânia. Alba Iulia situa-se à beira do rio Mureş, no distrito de Alba; desde a Idade Média que é a sede da arquidiocese católica de Alba Iulia. Tem importância histórica porque imediatamente a seguir ao fim da Primeira Guerra Mundial foi lá que se reuniram os representantes da população romena da Transilvânia que em 1 de dezembro de 1918 proclamaram a União da Transilvânia com o Reino da Roménia.

População

Desde o século XVIII que foram realizados censos oficiais com informações sobre a população da Transilvânia. Em 1 de maio de 1784, o imperador José II mandou realizar o primeiro censo oficial do Império Habsburgo do qual a Transilvânia fazia parte. Os dados foram publicados em 1787 e registavam apenas a população total (1 440 986 habitantes). Fényes Elek, um estatístico húngaro do século XIX, estimou em 1842 que a maioria da população transilvana nas décadas de 1830 e 1840 era romena (62,3%) e magiar (23,3%). O primeiro censo oficial na Transilvânia no qual se fez uma distinção entre etnias, com base na língua materna, foi realizado em pelas autoridades austro-húngaras em 1869. No último quartel do século XIX a população magiar da Transilvânia aumentou de 24,9% em 1869 para 31,6% em 1910. No mesmo período a percentagem da população romena diminuiu de 59% para 53,8% e a percentagem da população saxã (alemã) descresceu de 11,9% para 10,7%. Segundo o censo húngaro de 1910, a região tinha 5 262 495 habitantes. As políticas de "magiarização" contribuíram muito para essa mudança.

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Economia

A Transilvânia é rica em recursos minerais, nomeadamente linhito, ferro, manganésio, ouro, cobre, gás natural, carvão, sal e enxofre. O vale de Jiu, situado na parte sul do distrito de Hunedoara, foi um importante centro mineiro de carvão na segunda metade do século XIX e no século XX, mas muitas minas foram encerradas nos anos a seguir ao colapso do regime comunista em 1989, forçando a diversificação da economia local.[carece de fontes?] A pecuária e agricultura, nomeadamente frutícola e vitícola e produção dão emprego a uma parte importante da população. A agro-pecuária é especialmente relevante economicamente no Planalto Transilvano, onde as produções mais importantes incluem os cereais, hortícolas, vinha e criação de bovinos, ovinos, suínos e aves. Outro recurso importante é a madeira.[carece de fontes?] Há fábricas importantes de siderurgia, química e têxteis.[carece de fontes?] As indústrias de tecnologia da informação, eletrónica e automóvel são importantes em áreas urbanas e centros universitários como Cluj-Napoca (por exemplo: Bosch e Emerson Electric), Timișoara (Alcatel-Lucent, Flextronics and Continental), Brașov, Sibiu, Oradea e Arad. Nas cidades de Cluj-Napoca e Târgu Mureș há uma forte tradição de medicina[carece de fontes?] e nelas existem alguns dos melhores hospitais do país.

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Cultura

A cultura da Transilvânia é complexa devido à sua história, que a liga simultaneamente à Europa central e do sudeste. Além da influência romena, a cultura local tem também influências significativas húngaras e alemãs. Em termos de arquitetura, estilo gótico transilvano perdura em monumentos como a Igreja Negra de Braşov, dos séculos XIV e XV, e várias catedrais, bem como o castelo de Bran, do século XIV, no distrito de Braşov, castelo de Corvin em Hunedoara, do século XV. Escritores notáveis como Emil Cioran, Lucian Blaga, George Coșbuc, Octavian Goga ou Liviu Rebreanu nasceram na Transilvânia. Este último escreveu o romance Ion, que apresenta ao leitor a descrição da vida dos camponeses e intelectuais da região no virar do século XX.

Na cultura popular internacional

A seguir à publicação do romance de Emily Gerard “Land Beyond the Forest: Facts, Figures, and Fancies from Transylvania” em 1888, em 1897 Bram Stoker escreveu o seu romance gótico de terror “Drácula” cuja ação se desenrola em grande parte na Transilvânia e que através de cartas e relatos descreve um panorama da Europa Oriental da época. O Conde Drácula como um vampiro faz a sua primeira aparição na visão ocidental, tendo como inspiração o Princípe Vlad Tepes, que vivia na região. O seu enorme sucesso fez com que a Transilvânia passasse a ser associada a vampiros no mundo anglófono. Desde então que a região é representada na ficção como uma terra de mistério e magia. Por exemplo, no romance “A Bruxa de Portobello” de Paulo Coelho, a personagem principal, Athena, é descrita como uma órfã da Transilvânia, filha de uma cigana, o que contribui para o seu carácter místico.[carece de fontes?] A chamada “Trilogia Transilvana” (em húngaro: Erdélyi történet; 1934–1940) de romances históricos de Miklós Bánffy é um relato extensivo da história social e política da região no século XIX e início do século XX.

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Religião

A religião na Transilvânia tem uma história praticamente única, diferente de outras regiões de da Europa. Desde a Reforma Protestante que várias denominações cristãs coexistem, nomeadamente a ortodoxa romena, católica romana, católica oriental, calvinista, luterana e unitária. Estão também presentes outros credos, como o judaísmo e islão. Sob os Habsburgos, a Transilvânia serviu como local para onde eram enviados os "indesejados religiosamente". Dessa forma, muitas pessoas que não eram católicas foram forçadas a irem viver para a região, além de muitos refugiados religiosos. A Transilvânia tem uma longa história de tolerância e pluralismo religioso.

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Atrações turísticas

Locais e monumentos

Algumas das atrações turísticas mais populares da Transilvânia:

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Fontes consultadas

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