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Alfonso de Galarreta

Dom Alfonso de Galarreta é um bispo excomungado católico espanhol da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Dom de Galarreta atuou como Primeiro Assistente da Fraternidade São Pio X, trabalhando sob a direção do Superior Geral Pe. Davide Pagliarani, desde 2018. Além disso, o Bispo de Galaretta é o Presidente da FSSPX-Comissão do Vaticano desde 2009, que dirige a correspondência da Fraternidade com a Santa Sé.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Juventude e Ministério Presbiteral

Alfonso Ruiz de Galarreta, cântabro de Torrelavega, Emigrou com os pais para a Argentina onde discerniu a vocação sacerdotal e ingressou no Seminário de La Plata, em 1975, onde permaneceu por três anos. Transferiu-se, em Outubro de 1978 para o Seminário Internacional em Écône, Suíça, com outros três seminaristas platenses, entre os quais os hoje padres Luis María Canale e Andrés Morello. Ordenado em Agosto de 1980, em Buenos Aires por D. Marcel Lefebvre, serviu primeiro como professor do Seminário em La Reja e, em seguida, superior do distrito da América do Sul de 1985 a 1988.

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Episcopado e Excomunhão

Imagem: Jim, the Photographer · BY · Openverse

Aos 30 de junho de 1988, Dom Marcel Lefebvre decide-se por sagrar o então Pe. Galarreta e seus companheiros, o franco-provençal Bernard Tissier de Mallerais, o inglês Richard Williamson e o suiço Bernard Fellay, bispos a fim de garantir a manutenção das ordenações conforme o ritual pré-conciliar e impelido pela iminência da morte, como veio a se confirmar aos 25 de março de 1991. Alegando estado de necessidade, escreve numa carta datada de 8 de julho de 1987 ao então cardeal Ratzinger: que autoriza, por si mesma, os católicos verdadeiros e fiéis a tomar todas as iniciativas necessárias à sobrevivência e à salvação das almas. E no dia das sagrações, 30 de junho de 1988, Dom Lefebvre repetiu essa constatação, apoiando-se nela para legitimar os argumentos em defesa das sagrações episcopais: estamos obedecendo a um desígnio de Deus! Foram sagrantes o próprio Lefebvre e o bispo fluminense, D. Antônio de Castro Mayer, ambos excomungados latae sententiae, juntamente aos quatro ordinandos (visto não haver mandato pontifício). Porém, foi invocado o estado de necessidade, com o qual incorreriam os bispos sagrantes e os sagrados em penas canônicas inválidas. A excomunhão foi divulgada pelo Motu proprio Ecclesia Dei de João Paulo II.

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Ministério Episcopal

Imagem: Dom_Alfonso_de_Galarreta.jpg: Jim Capaldi from Springfield, USA derivative work: Williamsongate (talk) · BY · Openverse

Embora seu ministério não seja jurisdicional, mas voltado especificamente para a administração dos sacramentos, após a consagração episcopal, Galarreta foi nomeado reitor do Seminário de La Reja. Em 1991, assistiu à sagração de D. Licínio Rangel, sucessor de D. Antônio de Castro Mayer à frente da então União Sacerdotal São João Maria Vianney. Três anos depois, em 1994, é nomeado superior da Casa Autônoma de Espanha para o Distrito de Espanha e Portugal e, em 2002, segundo assistente da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X. Foi membro da Comissão de Teólogos da FSSPX para as discussões doutrinais com Santa Sé, frente à Congregatio pro Doctrina Fidei, que dirige a Pontificia Commissio Ecclesia Dei, fala fluentemente espanhol e francês, e conhece o inglês.

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Levantamento da Excomunhão

Imagem: Jim, the Photographer · BY · Openverse

Por decreto emitido aos 21 de janeiro de 2009 (protocolo nº 126/2009), o Santo Padre Bento XVI revogou as excomunhões por meio da Congregação para os Bispos: Com a carta de 15 de dezembro de 2008 enviada a sua eminência o cardeal Darío Castrillón Hoyos, presidente da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, Dom Bernard Fellay, em seu nome e no dos outros bispos ordenados a 30 de junho de 1988, voltava a solicitar a retirada da excomunhão latae sententiae formalmente declarada por decreto do prefeito desta Congregação para os Bispos com a data de 1 de julho de 1988. Na mencionada carta, Dom Fellay afirma entre outras coisas: «estamos sempre fervorosamente determinados na vontade de ser e permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças ao serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja católica romana. Nós aceitamos todos os seus ensinamentos com ânimo filial. Cremos firmemente no primado de Pedro e em suas prerrogativas e, por isso, faz-nos sofrer tanto a atual situação».

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