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Papa Bento XVI

Bento XVI (em alemão: Benedikt XVI; em latim: Benedictus XVI), nascido Joseph Aloisius Ratzinger; foi o Papa da Igreja Católica, Bispo de Roma e Soberano da Cidade do Vaticano de 19 de abril de 2005 a 28 de fevereiro de 2013, quando oficializou a sua Renúncia. Posteriormente foi Papa Emérito da Igreja Católica e Bispo Emérito de Roma. É considerado, no catolicismo, um dos maiores teólogos da história. Autor de inúmeras obras, Ratzinger também se destacou no combate ao marxismo, a ideologias e à Teologia da libertação, considerada por ele inimiga da Igreja e das Escrituras. Desde sua renúncia era Bispo emérito da Diocese de Roma. Foi eleito no Conclave de 2005, com a idade de 78 anos e 3 dias, sucedendo João Paulo II e sendo sucedido por Francisco.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Primeiros Anos: 1927–1951

Infância e juventude

Joseph Ratzinger nasceu no dia 16 de abril de 1927 em Marktl am Inn, uma pequena vila na Baviera, às margens do rio Inn, na Alemanha, filho de Joseph (nascido em 6 de março de 1877, † 25 de agosto de 1959), um comissário de polícia (Gendarmeriekommissar) do Reich, um oficial da polícia rural oriundo da Baixa Baviera e adepto de uma corrente bávaro-austríaca de orientação católica. Seu pai, era de religiosidade profunda e um decidido adversário do regime nacional-socialista, as suas ideias políticas firmes chegaram a trazer sérios perigos para a própria família. Em 1941, um dos primos de Ratzinger, um menino de catorze anos de idade com síndrome de Down, foi morto pelo regime nazi em sua campanha eugênica.

Vocação

Em Aschau começam os primeiros vislumbres da vocação sacerdotal, o jovem Ratzinger se deixa tocar pelos atos litúrgicos do povoado os quais frequenta com piedade, entrementes o avanço do novo sistema político e, com ele, a oposição da Igreja. Em 9 e 10 de novembro de 1938 ocorreu a Kristallnacht em que as juventudes hitleristas apedrejam as vitrines das lojas dos judeus. Pouco tempo depois Pio XI promulga a Encíclica Mit brennender Sorge, em que condena as teorias nacional-socialistas. Neste ano seu pai, então sexagenário, aposentou-se e a família mudou-se para Traunstein. Nos anos de ginásio em Traunstein aprendera o latim que ainda era ensinado com rigor, o que muito lhe valeu como teólogo, pôde ler as fontes em latim e grego e, em Roma, durante o concílio, comenta, foi-lhe possível adaptar-se com rapidez ao latim dos teólogos que lá se falava, embora nunca tivesse ouvido palestras nessa língua. A formação cultural com base na antiguidade greco-latina propiciada naquele ambiente "criava uma atitude espiritual que se opunha às seduções da ideologia totalitária".

A guerra

Com guerra, o seminário foi requisitado como hospital militar e o diretor o transferiu para uns alojamentos vazios das Damas Inglesas de Sparz. A incorporação na Juventude Hitlerista das crianças alemãs tornou-se oficialmente obrigatória a partir de 1938 até o fim do Terceiro Reich em 1945. Até 1939 nenhum seminarista havia entrado na organização, mas o regime exigiu que a partir de março a afiliação fosse obrigatória. Até outubro a direção do seminário em que estava se negou a inscrever os seus alunos, mas logo não pôde mais impedir a sua inscrição na organização. Assim sucedeu também com Joseph Ratzinger, aos 14 anos. Uma testemunha relata (segundo o Frankfurter Allgemeine Zeitung) que os seminaristas eram uma "provocação para os nazis: se lhes considerava suspeitos de estar contra o regime". Em um documento do Ministério da Educação se lê que a incorporação compulsória à Juventude Hitlerista "não garantia que os seminaristas realmente se haviam incorporado à comunidade nacional-socialista". Quando fez catorze anos em 1941, portanto, Joseph teve de se incorporar à Juventude Hitlerista e, de acordo com o seu biógrafo John Allen, não era um membro entusiasta. Recebeu gratuidade escolar por pertencer a esse grupo, mesmo não participando de seus encontros, graças à amizade com um professor de matemática filiado ao partido Nacional-Socialista, que lhe deu aulas no seminário. Por causa da mobilização provocada pela guerra os irmãos Ratzinger deixaram o seminário naquele ano de 1941 e retornaram à casa paterna.

Serviço militar

Em 1943, com dezesseis anos, foi incorporado, pelo alistamento obrigatório, no Exército Alemão, numa divisão da Wehrmacht encarregada da bateria de defesa antiaérea da fábrica da BMW nos arredores de Munique. Mais tarde, esteve em Unterförhring e Gilching, ao norte do lago Ammer. Foi dispensado em 10 de setembro de 1944 do serviço na bateria antiaérea de Gilching e poucos dias depois foi enviado a um campo de trabalho em Burgenland, na fronteira da Áustria com a Hungria e a Checoslováquia para realizar trabalhos forçados, daí sendo enviado ao quartel de infantaria em Traustein, de onde desertou pouco tempo depois. Com a rendição alemã em 8 de maio de 1945 Ratzinger ficou preso no campo de concentração de prisioneiros das forças aliadas em Bad Aibling, com mais de quarenta mil prisioneiros. Foi libertado em 19 de junho, apenas dois meses depois de ter completado os dezoito anos, chegando em casa em Traunstein na noite da sexta-feira do Sagrado Coração.

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Carreira: 1951–2005

Carreira acadêmica: 1951–1977

Ratzinger começou como vice-pároco (coadjutor) na paróquia St. Martin, Moosach, em Munique, em 1951. Formou-se em teologia em 1953. Tornou-se professor da Universidade de Bonn em 1959, com sua palestra inaugural sobre "O Deus da Fé e o Deus da Filosofia". Em 1963, mudou-se para a Universidade de Münster. Durante este período, participou do Concílio Vaticano II (1962-1965) e serviu como peritus (consultor teológico) do Cardeal Frings de Colônia. Ratzinger era visto durante a época do Concílio como um reformador, cooperando com teólogos como Hans Küng e Edward Schillebeeckx. Ratzinger tornou-se um admirador de Karl Rahner, um conhecido teólogo acadêmico da Nouvelle théologie e um proponente da reforma da Igreja.

Arcebispo de Munique e Freising: 1977–1982

“Genealogia episcopal do Papa Bento XVI” Em 24 de março de 1977, Ratzinger foi nomeado arcebispo de Munique e Freising, e foi ordenado bispo em 28 de maio. Tomou como lema episcopal Cooperadores veritatis (latim para 'cooperadores da verdade'), da Terceira Epístola de João, uma escolha sobre a qual comentou em sua obra autobiográfica Milestones. No consistório de 27 de junho de 1977, foi nomeado Cardeal-presbítero de Santa Maria Consolatrice al Tiburtino pelo Papa Paulo VI. Na época do conclave de 2005, era um dos quatorze cardeais restantes nomeados por Paulo VI e um dos três únicos com menos de 80 anos. Destes, apenas ele e William Wakefield Baum participaram do conclave.

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: 1981–2005

Em 25 de novembro de 1981, o Papa João Paulo II, após a aposentadoria de Franjo Šeper, nomeou Ratzinger Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, anteriormente conhecida como "Sagrada Congregação do Santo Ofício", a histórica Inquisição Romana. Consequentemente, ele renunciou ao cargo em Munique no início de 1982. Foi promovido dentro do Colégio dos Cardeais para se tornar Cardeal Bispo de Velletri-Segni em 1993 e foi nomeado vice-reitor do colégio em 1998 e reitor em 2002. Apenas um ano depois após sua fundação em 1990, Ratzinger ingressou na Academia Europeia de Ciências e Artes em Salzburgo. Ratzinger defendeu e reafirmou a doutrina católica, inclusive ensinando sobre temas como controle de natalidade, homossexualidade e diálogo inter-religioso. O teólogo Leonardo Boff, por exemplo, foi suspenso, enquanto outros, como Matthew Fox, foram censurados. Outras questões também motivaram condenações ou revogações de direitos de ensino: por exemplo, alguns escritos póstumos do padre jesuíta Anthony de Mello foram objeto de uma notificação. Ratzinger e a congregação viam muitos deles, particularmente as obras posteriores, como tendo um elemento de indiferentismo religioso (em outras palavras, que Cristo era "um mestre ao lado de outros"). Em particular, Dominus Iesus, publicado pela congregação no ano jubilar de 2000, reafirmou muitas ideias recentemente "impopulares", incluindo a posição da Igreja Católica de que "a salvação não é encontrada em nenhum outro, pois não há outro nome sob o céu dado aos homens pela qual devemos ser salvos". O documento irritou muitas igrejas protestantes ao afirmar que não são igrejas, mas "comunidades eclesiais".

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Pontificado: 2005–2013

Uma crítica feita pelos meios de comunicação à escolha de Joseph Ratzinger foi que o papado continuaria na Europa e mais uma vez a América Latina (região do mundo com mais católicos) continuaria sem ter nenhum papa. Outra foi sobre a postura pouco clara em relação aos crimes sexuais contra menores nos EUA e a sua firme negação ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em todo o mundo. Ainda quanto aos crimes sexuais, houve um importante documentário feito pela rede BBC de televisão intitulado Sexo, Crimes e Vaticano, que acusa Bento XVI de liderar o "acobertamento de casos de pedofilia". A reportagem do programa examinou um documento secreto interno da igreja (Crimen Sollicitationis), que instrui bispos a lidar com acusações de abusos sexuais cometidos por padres nas suas paróquias. Bento XVI, como seus predecessores, era contrário à ordenação de mulheres e defendia a moralidade sexual. Para ele, "a única forma clinicamente segura de prevenir a SIDA (AIDS) é se comportar de acordo com a lei de Deus", condenando o uso de preservativos, no que foi criticado por muitas correntes da sociedade. No entanto, foi apoiado por vários movimentos da igreja, como o Caminho Neocatecumenal, a Renovação Carismática, os Focolares e a Comunhão e Libertação.

Eleição

Em abril de 2005, antes de sua eleição como papa, Ratzinger foi identificado como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela Time. Enquanto prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Ratzinger afirmou repetidamente que gostaria de se retirar para sua casa na aldeia bávara de Pentling, perto de Regensburg, e se dedicar a escrever livros. No conclave papal, "foi, se não Ratzinger, quem? E quando eles o conheceram, a pergunta tornou-se: por que não Ratzinger?" após quatro votações. Em 19 de abril de 2005, foi eleito no segundo dia após quatro votações. O cardeal Cormac Murphy-O'Connor descreveu a votação final: "É muito solene quando você sobe um a um para colocar seu voto na urna e olha para o Juízo Final de Michelangelo. E ainda me lembro vividamente do então Cardeal Ratzinger sentado na ponta de sua cadeira". Ratzinger esperava se aposentar em paz e disse que "A certa altura, orei a Deus 'por favor, não faça isso comigo' ... Evidentemente, desta vez Ele não me ouviu".

O nome "Bento"

Bento XVI escolheu seu nome papal, que vem da palavra latina que significa "o bem-aventurado", em homenagem tanto a Bento XV quanto a Bento de Núrsia. Bento XV foi papa durante a Primeira Guerra Mundial, período durante o qual buscou apaixonadamente a paz entre as nações em guerra. São Bento de Núrsia foi o fundador dos mosteiros beneditinos (a maioria dos mosteiros da Idade Média eram da ordem beneditina) e o autor da Regra de São Bento, que ainda é o escrito mais influente sobre a vida monástica do cristianismo ocidental. O Papa explicou sua escolha de nome durante sua primeira audiência geral na Praça de São Pedro, em 27 de abril de 2005: Cheio de sentimentos de reverência e ação de graças, desejo falar do motivo pelo qual escolhi o nome Benedict. Em primeiro lugar, recordo o Papa Bento XV, aquele corajoso profeta da paz, que guiou a Igreja em tempos turbulentos de guerra. Nas suas pegadas, coloco o meu ministério ao serviço da reconciliação e da concórdia entre os povos. Além disso, recordo São Bento de Núrsia, co-padroeiro da Europa, cuja vida evoca as raízes cristãs da Europa. Peço-lhe que nos ajude a todos a manter firme a centralidade de Cristo na nossa vida cristã: que Cristo esteja sempre em primeiro lugar nos nossos pensamentos e nas nossas ações!

Brasão e lema

"O escudo adoptado pelo Papa Bento XVI tem uma composição muito simples: tem a forma de cálice, que é a mais usada na heráldica eclesiástica (outra forma é a cabeça de cavalo, que foi adotada por Paulo VI). No seu interior, variando a composição em relação ao escudo cardinalício, o escudo do Papa Bento XVI tornou-se: vermelho, com ornamentos dourados. De fato, o campo principal, que é vermelho, tem dois relevos laterais nos ângulos superiores em forma de "capa", que são de ouro. A "capa" é um símbolo de religião. Ela indica um ideal inspirado na espiritualidade monástica, e mais tipicamente na beneditina." (Da explicação do brasão pela Santa Sé)

Expectativas para o pontificado

O grande mote de Joseph Cardeal Ratzinger, nos dias que antecederam o conclave, foi a questão do secularismo e do relativismo. Acreditava-se que o papa Bento XVI seria um grande defensor dos valores absolutos, da doutrina e do dogma da Igreja. "A pequena barca com o pensamento dos cristãos sofreu, não pouco, pela agitação das ondas, arrastada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo até a libertinagem, do coletivismo ao individualismo mais radical, do ateísmo a um vago misticismo, do agnosticismo ao sincretismo", afirmou durante a missa de abertura do conclave que viria elegê-lo. Acreditava-se também, devido ao nome escolhido (São Bento é padroeiro da Europa), que Bento XVI voltar-se-ia para esse continente que, segundo ele, vem caindo no secularismo (abandono dos valores religiosos e redução de tudo ao espectro político de direita e esquerda).

Pensamento teológico

Considerando toda a sua obra literária, as suas atitudes como sacerdote e bispo ao longo da sua vida religiosa, e ainda do que se verifica dos anos passados à frente da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Ratzinger possuía um pensamento católico ortodoxo que, para muitos de seus críticos, é tido como sendo conservador. Bento XVI adotou, no seu Pontificado, propostas semelhantes às do seu predecessor relativos à moral e ao dogma católico e reafirmado no seu magistério a doutrina do Catecismo da Igreja Católica. Na década de 1990, o então cardeal Ratzinger participou da elaboração de documento sobre a concepção humana como sendo o momento da animação. A partir da união do óvulo com o espermatozoide temos uma vida humana perante Deus. Assim, é impossível que a Santa Sé mude sua posição diante das pesquisas com células estaminais (células-tronco) embrionárias ou diante do aborto. Na verdade esperava-se que o Papa reafirmasse o Magistério constante da Igreja sobre estes e outros temas da atualidade relacionados com a Moral, a Ética e a Doutrina Social da Igreja, o que de fato ocorreu.

Relações com os meios de comunicação

Em diversas ocasiões o papa concedeu entrevistas à imprensa, além dos seus pronunciamentos habituais no Vaticano, semanalmente.

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Papa Emérito: 2013–2022

Na manhã de 28 de fevereiro de 2013, Bento se reuniu com todo o Colégio dos Cardeais e às 17h de Roma (3 horas antes da formalização da Renúncia) voou de helicóptero para a residência papal de verão de Castel Gandolfo. Permaneceu lá até que a reforma fosse concluída em sua casa de repouso, o Convento Mater Ecclesiae nos Jardins do Vaticano perto de São Pedro, antiga casa de doze freiras, para onde se mudou em 2 de maio de 2013. Para protegê-lo, há uma cerca viva e uma cerca. Possui um jardim de mais de 2 mil metros quadrados com vista para o mosteiro e adjacente ao atual "jardim do Papa". A algumas dezenas de metros está o edifício da Rádio Vaticano. Após sua renúncia, Bento XVI manteve seu nome papal em vez de voltar ao seu nome de nascimento. Continuou a usar a batina branca, mas sem a peregrineta ou a fáscia e deixou de usar os sapatos papais vermelhos. Ademais, devolveu seu Anel do Pescador oficial, que se tornou inutilizável ao fazer dois grandes cortes em sua face.

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Morte

Em 28 de dezembro de 2022, o papa Francisco disse ao final de sua audiência que Bento estava "muito doente" e pediu a Deus que "o confortasse e o apoiasse neste testemunho de amor à Igreja até o fim". No mesmo dia, Matteo Bruni, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, afirmou que "nas últimas horas houve um agravamento da saúde [de Bento] devido ao avanço da idade" e que Bento estava sob cuidados médicos. Bruni também afirmou que após a audiência de Francisco, este foi para o mosteiro Mater Ecclesiae onde Bento estava. Morreu na manhã do dia 31 de dezembro no Vaticano, aos 95 anos de idade, devido a um choque cardiogénico, resultante de uma insuficiência respiratória que evoluiu a partir de uma insuficiência parenquimatosa. "Com pesar, informo que o Papa Emérito, Bento XVI, faleceu hoje às 9h34 no Mosteiro Mater Ecclesiae. Mais informações serão fornecidas assim que possível", anunciou o Vaticano em um comunicado. Segundo um enfermeiro de turno, Joseph Ratzinger proferiu suas últimas palavras em italiano: "Senhor, eu te amo".

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Obra

As publicações de Ratzinger alcançam os 600 títulos. Muitos são estudos de circulação restrita aos meios eclesiásticos. Várias de suas obras atingiram recordes de venda após a sua eleição como papa.

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Homenagens

Em 27 de outubro de 2014, foi inaugurado um busto de bronze do Papa Bento XVI na Pontifícia Academia das Ciências de Roma. A solenidade foi presidida pelo Papa Francisco.

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Fontes consultadas

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