Execução póstuma
Execução póstuma é o ritual ou mutilação cerimonial de um cadáver com caráter punitivo. Sua realização tinha o objetivo de mostrar que mesmo após a morte, não se pode escapar da justiça.
Alguns cristãos creem que a ressurreição dos mortos no Dia do Julgamento exige que o corpo seja enterrado íntegro de face para o leste, de modo que se levante diante de Deus. Se o esquartejamento impedir a possibilidade de ressurreição de um corpo intacto, então a execução póstuma tornava-se uma forma efetiva de punir um criminoso. Na Inglaterra, Henrique VIII concedia o direito anual aos cadáveres de quatro criminosos enforcados. Carlos II mais tarde aumentou o número para seis …. A dissecação era agora uma punição reconhecida, um destino pior que a morte a ser adicionado ao enforcamento para os piores criminosos. As dissecações realizadas em criminosos enforcados eram públicas: certamente, parte da punição era a entrega do enforcado aos cirurgiões no cadafalso em seguida à execução e mais tarde a exibição pública do corpo aberto …. [E]m 1752, uma lei foi aprovada permitindo a dissecação de todos os assassinos como alternativa ao enforcamento com exibição pública. Este era um destino aterrador, o corpo suspenso numa gaiola até que se partisse em pedaços. O objetivo deste tipo de punição e da dissecação era negar o direito a uma sepultura …. A dissecação era descrita como “um terror adicional e peculiar marca de infâmia” e “em nenhum caso absolutamente deve o corpo de qualquer assassino ser enterrado”. O resgate, consumado ou tentado, do cadáver era punível com o transporte penal por sete anos.


