Bola de futebol
Bola de futebol é usada para a prática do futebol nas suas diversas variações. Normalmente é fabricada em couro sintético, e consiste de várias camadas que são revestidas com uma cobertura à prova d’água. É um dos principais ícones do esporte, sendo universalmente reconhecida como seu símbolo.
Em 1863, as primeiras especificações para a bola de futebol foram estabelecidas pela The Football Association. Antes disso, as bolas eram feitas de couro inflado, com revestimentos de couro inseridos mais tarde para ajudar a manter as suas formas. Em 1872, as especificações foram revistas, e essas regras permaneceram praticamente inalteradas, tal como definidos pela International Football Association Board. As diferenças das bolas criadas desde que esta regra entrou em vigor têm sido a de fazê-la com materiais diferentes, bem como das estampas impressas em sua superfície. As bolas passaram por uma mudança dramática ao longo do tempo. Durante a época medieval, as bolas eram feitas normalmente de um invólucro exterior de couro cheia de aparas de cortiça. Outro método de produção era usar bexigas de animais para a parte interior da bola tornando-a inflável. No entanto, estes dois estilos deixavam as bolas mais fáceis de furar, além de não serem muito adequadas para chutar, permanecendo assim até o século XIX, momento onde as bolas foram aprimoradas tornando-se mais parecidas com as bolas de futebol de hoje.
Vulcanização
Em 1838, Charles Goodyear introduziu o uso de borracha e suas descobertas da Vulcanização. A aplicação desta inovação às bolas melhorou consideravelmente as mesmas. É o tratamento de vulcanização da borracha que confere à bola certas qualidades como resistência, elasticidade e resistência aos solventes, além de ajudar a resistir ao calor e frio moderados. A vulcanização ajudou a criar bexigas infláveis que pressionavam o painel externo de couro das bolas. A inovação de Charles Goodyear aumentou as possibilidades de uso ao tornar mais fácil o ato de chutar a bola. A maioria das bolas da época tinha couro curtido com dezoito seções emendadas. Estes foram dispostos em seis painéis de três faixas cada uma.
Razões para as melhorias
Durante a primeira década do século XX as bolas de futebol eram feitos de borracha e couro, que eram perfeitas para bater e chutar. No entanto, cabecear a bola era uma experiência dolorosa. Esse problema era mais comum quando chovia durante o jogo, pois o couro absorvia a água da chuva, chegando a causar machucados na cabeça. Outro problema era que as bolas deterioravam-se muito rápido. Devido à qualidade do couro, as bolas variavam em espessura e qualidade, por vezes, piorando durante a partida.
Desenvolvimento atual
Um dos elementos das bolas atuais que são testadas é a deformação quando é chutada, ou quando atinge uma superfície. Dois estilos de bolas de futebol foram testados pelo Sports Technology Research Group da Wolfson School of Mechanical and Manufacturing Engineering na Universidade de Loughborough. Estes dois modelos foram chamados de Basic FE model (modelo FE básico, na língua portuguesa) e o Developed FE model (modelo FE desenvolvido, na língua portuguesa). O básico um modelo que considerou a bola como um escudo esférico com propriedades de material isotrópico. O modelo desenvolvido utilizou também as propriedades isotrópicas do material, mas incluiu uma emenda adicional região de costura mais reforçada. O resultado foi que a Developed FE model resistiu melhor à deformação do que a Basic FE. Model assegurando que a bola de futebol continuará a desenvolver-se ainda no presente.
Método de produção na atualidade
Quase todas as bolas de futebol fabricadas atualmente são feitas de couro sintético, pois sua espessura varia muito menos do que a do couro natural. Normalmente, uma bola consiste em várias camadas de material que são revestidas com uma cobertura à prova d’água. As camadas são impressas e cortadas em gomos de diversas formas, normalmente pentágonos ou hexágonos, e também retângulos ou outras formas, que são costuradas juntas para formar a bola. As bolas são finalizadas, tradicionalmente, à mão por costureiros habilidosos, apesar de que, cada vez mais, bolas são produzidas por máquinas. Leva-se cerca de quatro horas para se produzir uma bola costurada à mão com entre 1.400 e 2.000 pontos. A bola é costurada de dentro para fora. Antes da última peça ser costurada, a bola é virada do lado avesso, a válvula de borracha é inserida e o último ponto é dado, usando uma ferramenta curva especial. Isso permite que os costureiros puxem os fios de dentro da bola para garantir um acabamento liso perfeito.
Desenvolvimentos futuros
Empresas como a Mitre Sports International, Adidas, Nike e Puma AG estão lançando bolas feitas de novos materiais que prometem voos mais precisos e maior poder de transferência da força do chute para a bola.
As características estão determinadas pela regra número dois do futebol que determina que a bola de jogo deve ser esférica, construída de couro ou outro material adequado, com perímetro não superior a 70 cm e não inferior a 68 cm, peso não superior a 450 g e não inferior a 410 g, no começo da partida, e pressão equivalente a 0,6 – 1,1 atmosfera (600 – 1100 g/cm²) ao nível do mar.
Uso da bola substituição das defeituosas
Segundo as regras oficiais, A bola não poderá ser trocada durante a partida sem a autorização do árbitro, bem como não pode ser substituída durante o jogo sem a autorização do mesmo. Para a substituição da bola, duas situações são previstas, são elas:
Outras decisões
Além as particularizações da “regra n° 2” explicitadas no regulamento, a FIFA estabeleceu mais duas decisões no que se refere às bolas: A lista de especificações adicionais, bem como as características de cada um dos logotipos, deverá ser aprovada pelo International Football Association Board (IFAB). Os institutos que realizam os testes estão, por sua vez, dependentes da aprovação da FIFA.
Inicialmente, as bolas eram fabricadas de forma artesanal. Só a partir dos anos de 1960 passou-se a dar maior importância às bolas das competições oficiais.
Copa do mundo de futebol
Dezenas de modelos de bolas de futebol foram usadas em cada edição da Copa do Mundo FIFA. As bolas das primeiras edições eram em tons de marrom, revestidas por doze (ou mais) gomos em couro natural, fabricadas por fornecedores locais. Inicialmente, a câmara de ar era inserida por uma abertura, fechada posteriormente por uma costura externa. Com o passar dos anos, foram surgindo diversas melhorias nos materiais e nas técnicas de fabricação. A partir de 1970, a empresa alemã Adidas passou a fornecer as bolas usadas oficialmente na Copa, tendo fornecido desde então bolas para onze edições da Copas do Mundo (1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010).
Campeonato Europeu de Futebol
Abaixo está uma tabela que resume as bolas oficiais do Campeonato europeu de Futebol desde a edição de 1980.
Campeonato Africano das Nações
Apenas a partir da edição de 2008 que o campeonato passou a ter uma bola oficial, no caso a Adidas Waba Aba.
Torneio Olímpico de Futebol
Segue uma tabela com as bolas oficiais do torneio olímpico de futebol desde os jogos de Los Angeles, em 1984.
A bola é certamente o maior símbolo do futebol, sendo largamente reconhecida como ícone do esporte. Sua representação artística mais comum na atualidade é a da bola Adidas Telstar usada na copa de 1970. No Brasil, a bola é o brinquedo que todo garoto ganha, antes mesmo de dar os primeiros passos. O maior fabricante de brinquedos do país produz mais de 1 milhão de bolas não oficiais por ano. Contudo essa influência não ocorre apenas no Brasil, sendo uma manifestação recorrente no mundo. Alguma da principais premiações relacionadas ao futebol levam nomes como: Diversas expressões populares usadas no Brasil estão relacionadas ao futebol e, significativa parte dessas usa a expressão bola como, por exemplo, em “Bater bola” (Jogar futebol), “Comer bola” (cometer erro por distração. falar ou fazer algo inconveniente sem perceber ou então, vacilar, deixar alguma chance passar ou ser enganado), “Estar com a bola toda (ou cheia)” (ter prestígio), ser “bom de bola” (jogar bem futebol), “dar bola” (dar confiança a alguém), “chutar uma questão” (quando é marcada aleatoriamente uma opção em uma prova) entre outras.
Trabalho infantil
Em algumas nações, em particular no Paquistão, são produzidas 80% das bolas de futebol do mundo, das quais 75% só no distrito de Sialkot, onde se recorre ao trabalho infantil na fabricação, sobretudo na fase de costura. Ao longo dos anos vários associações de ativistas dos diretos humanos têm denuciado essa atividade, solicitando uma interrupção permanente. Deste modo, em 14 de fevereiro de 1997 a UNICEF e a OIT e a Câmera de Comércio de Sialkot firmaram um acordo chamado de Atlanta Agreement ("Acordo de Atlanta"), através do qual assumiu o compromisso de reformar o processo de produção de bolas, abolindo completamente a participação de menores. Até mesmo a FIFA tentou resolver a questão mas, mas, como afirma a associação, o problema do trabalho infantil em bolas de futebol é extremamente complexo e FIFA não tem nem experiência nem meios para eliminá-la sozinha.


