Pesquisa · Mapa mental

Círculo Linguístico de Praga

O Círculo Linguístico de Praga ou "Escola de Praga" foi um grupo de críticos literários e linguístas estabelecidos na cidade de Praga. Seus membros desenvolveram métodos de estudos semióticos e de análise estruturalista entre os anos 1928 e 1939. Depois da segunda Grande Guerra o Círculo se desfez, mas os membros a Escola de Praga continuou como uma força fundamental. O professor Dell Hymes descreve, em seu trabalho "The Ethnography of Speaking", a influência desta escola na antropologia norte-americana.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/10/2026
01

Jakobson e o Círculo

Roman Jakobson, figura central do Formalismo Russo, havia participado tanto do Círculo Lingüístico de Moscou quanto da Sociedade para o Estudo da Linguagem Poética (OPOJAZ), em São Petersburgo, antes de mudar-se para a Checoslováquia, em (1920), para fundar o Círculo Lingüístico de Praga em (1926). Os anos formativos de Jakobson foram bastante influenciados pela tradição da Escola Kazan, por Ferdinand Saussure (cujo trabalho foi levado a Moscou por Sergej Karcevskij, em (1917)) e pela forte tradição russa das dialéticas hegeliana e pós-hegeliana. Linda R. Waugh e Monique Monville-Burston (1990, p. 4) sugerem que "a influência mais forte sobre o pensamento de Jakobson foi o agitado movimento artístico do início do século XX, sobretudo as obras da avant-garde literária e artística: Picasso, Braque, Stravinsky, Joyce, Xlebnikov, Le Corbusier". Jakobson enfatiza que o Círculo Lingüístico de Praga está estreitamente ligado às correntes contemporâneas tanto da Lingüística ocidental quanto da lingüística russa: "as realizações metodológicas da lingüística francesa", a fenomenologia alemã (Husserl) e a pretendida síntese das escolas polonesa (de Courtenay) e russa (Fortunatov). É importante observar que Jakobson definiu sua teoria da estrutura da linguagem em contraste com a de Saussure, que ele considerava tanto demasiadamente abstrata quanto demasiadamente estática. Jakobson tratou as formulações dicotômicas (langue/parole, sincronia/diacronia) de Saussure de uma forma dialética, insistindo na estreita relação entre forma e significado, em uma situação de sincronia dinâmica (WAUGH & MONVILLE-BURSTON, 1990, p. 9).

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando