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Ronaldo Nazário

Ronaldo Luís Nazário de Lima, conhecido como Ronaldo Fenômeno ou simplesmente Ronaldo, é um empresário e ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante. Amplamente reconhecido como um dos melhores jogadores da história do futebol, destacou-se pelas arrancadas, dribles e finalizações, e foi eleito Melhor Jogador do Mundo pela FIFA em 1996, 1997 e 2002. Após encerrar a carreira, tornou-se empresário e presidiu o Valladolid, da Espanha, entre 2018 e 2025, quando vendeu sua participação majoritária.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/10/2026
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Carreira

Acertou sua volta a Milão, mas não na Internazionale e sim em um rival: o Milan. A transferência foi oficializada em 18 de janeiro de 2007 pela bagatela de 7,5 milhões de euros, e Ronaldo recebeu a camisa de número 99, já que a 9 pertencia a Filippo Inzaghi. O brasileiro estreou no dia 11 de fevereiro, numa vitória por 2–1 contra o Livorno, tendo saído do banco de reservas e entrado aos 18 minutos do segundo tempo, no lugar de Ricardo Oliveira. Marcou seus primeiros gols pelo rossonero no dia 17 de fevereiro, na vitória fora de casa por 4–3 contra o Siena, em jogo válido pela Serie A. O Milan tinha poucas condições de vencer o Campeonato Italiano: iniciara a competição com oito pontos negativos, como punição do envolvimento do clube no que ficou conhecido como Calciocaos, escândalo de manipulação de resultados. Na Liga dos Campeões, Ronaldo não poderia jogar: o regulamento impedia que um mesmo jogador defenda duas equipes diferentes, e ele já havia atuado pelo Real; assim acabou assistindo das tribunas os colegas vencerem o torneio. No Milan, ele voltou a deixar crescer os cabelos, em uma forma de diferenciar-se dos tempos de Internazionale, onde ostentava uma careca bem raspada.

Início

Nascido em Itaguaí no dia 18 de setembro de 1976, Ronaldo foi criado no bairro de Bento Ribeiro, onde teve uma infância pobre, embora não miserável. Apaixonado por futebol, costumava matar aulas para dançar no clube Valqueire Tênis Clube, perto de sua casa. Chegou a tentar treinar no Flamengo, mas por não ter dinheiro para pagar as quatro conduções até a sede do time, foi parar no São Cristóvão. Além de ser mais perto de sua casa, o próprio clube lhe deu dinheiro para o transporte. Aos 14 anos, teve seu passe comprado pelos empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta por 7 500 dólares. O jovem, que não conseguiu treinar no Flamengo, seria "perdido" por outros dois grandes clubes, Botafogo e São Paulo: para o alvinegro, o empresário Reinaldo Pitta quis doar 50% do passe do jovem, que teria uma boa vitrine. Com a negativa, Ronaldo foi oferecido por 25 mil reais ao tricolor, que quis pagar 15 mil.

Cruzeiro

Foi com 16 anos que Ronaldo fez sua estreia no futebol profissional, defendendo o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 1993. Na Raposa, foi logo tratado como fora-de-série, sendo o primeiro atleta amador a viver na concentração dos profissionais. Antes do torneio nacional, Ronaldo havia disputado somente amistosos e partidas de nível local pelo Cruzeiro, além de acompanhar a delegação do time a Porto Alegre, onde ocorreria a decisão da Copa do Brasil, contra o Grêmio. Seu primeiro gol pelo time profissional foi marcado em amistoso contra a equipe portuguesa d'Os Belenenses, cuja torcida o aplaudiu de pé ao fim da partida. Voltou da excursão por Portugal despertando interesses italianos, recebendo a primeira sondagem da Internazionale de Milão, recusada mesmo com proposta de 500 mil dólares — uma valorização de 1 000% do seu passe em cinco meses. Já a primeira exibição em rede nacional de televisão foi em 7 de setembro daquele ano, em um jogo do seu clube, Cruzeiro, contra o Corinthians.

PSV Eindhoven

No PSV, da Holanda, Ronaldo destacou-se mais uma vez como artilheiro, tendo marcado 54 gols em 57 partidas no total. Na Eredivisie, mesmo sem dominar a língua neerlandesa (o que lhe atrapalhava na comunicação com os colegas), foi artilheiro com 30 gols, doze a mais que o rival criado pela imprensa para ele, Patrick Kluivert, dois meses mais velho e jogador do Ajax. O Ajax, cujo forte time seria campeão da Liga dos Campeões da UEFA, acabaria campeão também da Eredivisie — o PSV terminou em terceiro. A Internazionale continuava a rondar - ao final da temporada, em maio, um representante sondou os dirigentes do PSV, e o próprio vice-presidente foi conversar com o jogador na véspera de um Brasil e Uruguai (em que ele marcou os dois gols na vitória por 2–0). Os interistas, no momento, acabaram fechando com outro membro da delegação brasileira, Caio.

Barcelona

No meio daquele ano, Ronaldo transferiu-se para o Barcelona, da Espanha, por 20 milhões de dólares, à semelhança de sua dupla de ataque na Seleção Brasileira, Romário, outro a sair do PSV rumo ao Barça. Ronaldo faria jus ao dinheiro gasto: com atuações excepcionais, fechou o ano de 1996 com dezessete gols em vinte partidas. Acabaria eleito pela primeira vez o melhor jogador do mundo pela FIFA em 1996, se tornando o jogador mais jovem a ganhar o prêmio, com apenas 20 anos. A temporada 1996–97, sua única pelo clube catalão, encerrou-se sem o título espanhol, que por dois pontos ficou com o rival Real Madrid. Ainda assim, Ronaldo foi o artilheiro do Campeonato Espanhol com 34 gols em 37 jogos, ganhando a Chuteira de Ouro da UEFA; e levantou a taça da Copa do Rei e da Recopa Europeia, com gol dele na decisão contra o Paris Saint-Germain. Feliz na Catalunha, foi com espanto que divulgou-se que a Internazionale finalmente conseguira acertar com ele, pagando a multa rescisória de 32 milhões de dólares; a razão teria sido a negação do presidente blaugrana Josep Lluis Núñez em aumentar o salário do atacante.

Internazionale

Os empresários Pitta e Martins, que pediram pelo aumento, negociaram com outras equipes italianas, dentre elas Juventus e Lazio, até fechar com a Inter. Ronaldo estava na Noruega, onde o Brasil faria um amistoso contra a Seleção Norueguesa (perderia por 4–2), quando a transferência foi concretizada, e não escondeu a decepção em deixar o Barcelona. Ainda assim, declarou-se feliz com o desafio de jogar na Itália. O contrato seria assinado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde realizava-se a Copa América. A Inter não ganhava a Serie A havia sete anos e Ronaldo, usando a camisa 10 (o seu característico número 9 pertencia ao chileno Iván Zamorano) não decepcionou o clube: encerrou o ano de 1997 com quatorze gols em dezenove jogos oficiais. Assim, o atacante novamente foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, o que levou a entusiasmada imprensa italiana a apelidá-lo de Il Fenomeno. Recebeu também a Bola de Ouro da France Football (a publicação francesa o ignorara no ano anterior em favor do alemão Matthias Sammer).

Real Madrid

Inicialmente, Ronaldo se ofereceu à sua ex-equipe, o Barcelona. Em crise, o clube catalão não podia arcar com a multa rescisória. O rival Real Madrid então veio e, por 45 milhões de euros, o levou em 31 de agosto de 2002, quando se esgotava o prazo para as inscrições na temporada 2002–03. Estreou pelo clube merengue no dia 6 de outubro, em partida contra o Alavés, tendo marcado duas vezes na vitória por 4–2. Apesar da ótima estreia, sofreria com vaias nos jogos seguintes, em decorrência da frequência apenas razoável de gols, e também pelo fato de que seus substitutos contumazes — Fernando Morientes, Guti e Javier Portillo — costumarem marcar nos poucos minutos em que tinham em campo. Substituições, por sinal, frequentes: nos 35 primeiros jogos em que fez pelo Real, saiu no decorrer de 22 partidas.

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Seleção Nacional

Início

Ronaldo recebeu as primeiras convocações para as Seleções de base do Brasil quando ainda estava no São Cristóvão. Foi artilheiro do Campeonato Sul-Americano Sub-17 na Colômbia, em 1993, sendo o único destaque individual do time que terminou apenas em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993. Recebeu a primeira chance na Seleção principal em março de 1994, às vésperas da Copa do Mundo FIFA de 1994, em jogo contra a Argentina. Foi usado também em amistoso contra a Islândia em maio, o último antes da convocação a ser feita pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Ronaldo marcou um dos gols na vitória por 3–0 e foi incluído pelo treinador entre os 22 convocados para a Copa do Mundo de 1994, desbancando o experiente Evair. Já nos Estados Unidos, entretanto, não agradou a Parreira nos treinamentos, e foi deixado de lado. Na decisão, muitos já pediam pelo garoto de dezessete anos, o mais jovem daquele mundial, mas Parreira preferiu chamar do banco Viola. Convocado para uma Copa do Mundo com apenas dezessete anos de idade, foi comparado ao compatriota Pelé, que estreou na competição com a mesma idade na Copa do Mundo de 1958.

Como a grande estrela

Um ano depois, agora uma estrela mundial, vindo de grande temporada no Barcelona, Ronaldo jogou a Copa América de 1997 e voltou campeão, com cinco gols marcados, jogando contra a anfitriã, a Bolívia, na altitude de La Paz (em que ele marcou uma vez na vitória de 3–1). Pouco depois, participou ativamente do primeiro título do Brasil na Copa das Confederações de 1997. Todavia, tinha de conviver em meio à conquista com um séquito de jornalistas à caça de sua imagem, tirando-lhe bastante espaço, tranquilidade e calma. Um ano depois, sendo o principal personagem e referência da Seleção — ainda mais após o corte de Romário —, jogou pela primeira vez uma Copa do Mundo FIFA.

Renascendo para a Seleção Brasileira

Sem ritmo de jogo e com uma imensa cicatriz no joelho direito, foi ainda assim chamado para a Copa do Mundo FIFA de 2002 por Luiz Felipe Scolari. Depois de dois anos, voltou a jogar pela Seleção em março, num amistoso contra a Iugoslávia. Voltou a marcar no final de maio, numa goleada por 4–0 contra a Malásia. A Copa veio e o Fenômeno ressurgiu, marcando oito vezes, deixando de anotar um tento apenas contra a Inglaterra. A artilharia do mundial incluiu os dois gols na decisão, contra a Alemanha. A campanha na Copa foi determinante para que ele voltasse a ser levado seriamente, bem como para que recebesse pela terceira vez o prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, ao final do ano.

A decepção na Alemanha

O Brasil apresentou um futebol abaixo das expectativas na Copa, com Ronaldo tendo ido ao torneio longe da melhor forma física. Segundo o preparador físico Moraci Sant'Anna, o atacante tinha o maior índice de massa corporal entre os 736 jogadores do mundial. Ainda assim, demonstrou lampejos de craque, balançando as redes três vezes. O terceiro deles, que o fez ultrapassar o alemão Gerd Müller e tornar-se, com a soma de quinze gols, o maior artilheiro das Copas do Mundo, surgiu em bela jogada individual em que driblou o goleiro de Gana. A partida, válida pelas oitavas de final, terminou com vitória canarinha por 3–0 e abriu esperanças de uma revanche contra a França de Zinédine Zidane, carrasco do mundial de 1998 e companheiro de Ronaldo no Real Madrid.

Despedida

Em 2011, Ronaldo fez seu jogo de despedida da Seleção em um amistoso contra a Romênia, em São Paulo, que terminou com vitória do Brasil por 1–0. Com atuação apagada, o atacante só jogou dos 30 aos 45 minutos do primeiro tempo.

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Estilo de jogo

Ronaldo é frequentemente considerado como um dos melhores jogadores de todos os tempos, alguns o colocando como o melhor "camisa 9" da história. Apelidado de Il Fenomeno (o fenômeno, em tradução livre) pela imprensa italiana, ele era um prolífico goleador e, apesar de ser um centroavante, tinha a capacidade de distribuir assistências para seus companheiros graças a sua inteligência, visão de jogo e habilidade em passes. O brasileiro era um jogador extremamente rápido e técnico, com excelente movimentação, capacidade para driblar adversários e finalizar jogadas. Apesar de destro, também tinha facilidade com a esquerda. O ex-atacante francês Thierry Henry afirmou que:

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Polêmicas

Nas passagens pelos clubes Real Madrid, Milan e Corinthians, Ronaldo conviveu com diversas críticas por seu excesso de peso, presença em festas e até mesmo pelo fato de ser fumante. O treinador italiano Fabio Capello, que o comandou no Real entre 2006 e 2007, declarou anos depois: Em 1998, o fisioterapeuta Nilton Petroni, mais conhecido como Filé, deu entrevista afirmando que "desde que foi operado, antes dos Jogos Olímpicos, Ronaldo precisava de exercícios especiais para fortalecer a musculatura, pois sofreu a cirurgia ainda muito menino". Segundo Lídio Toledo, médico da Seleção Brasileira, Ronaldo tinha uma instabilidade na rótula do joelho. Esse problema foi causado por desenvolvimento muscular acelerado. Em 2000, o escritor italiano Enzo Palladini afirmou que o "mistério" sobre a primeira grande lesão de Ronaldo no joelho estava ligada ao rápido crescimento do esqueleto e dos músculos no período em que morou na Holanda e foi explicada pelo médico Bernardino Santi, coordenador da estrutura antidoping da CBF, que admitiu o uso de esteroides por parte do atleta e que "seus músculos se tornaram incompatíveis com a estrutura óssea de seus joelhos". Entre os suplementos vitamínicos tomados no período, estariam anabolizantes que geraram o crescimento "fora do que a natureza havia fornecido".

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Pós-carreira

Após sua aposentadoria da carreira como futebolista, em fevereiro de 2011, Ronaldo passou a dedicar-se ao ramo empresarial, fundando a 9ine, uma empresa de marketing esportivo responsável por gerenciar carreiras de esportistas. Atualmente, a agência conta com nomes de peso do esporte mundial, como os também futebolistas Neymar, Ganso e o lutador Anderson Silva. O "Fenômeno" já anunciou que futuramente a empresa pretendia expandir seus negócios e agenciar também artistas e cantores. No dia 1 de dezembro de 2011, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, confirmou que Ronaldo seria também membro do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA de 2014, realizada no Brasil. — Ricardo Teixeira, durante a confirmação de Ronaldo como membro do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 A função de Ronaldo na organização da Copa do Mundo foi, de fato, importante. Além de receber apoio do então Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o então presidente da FIFA, Joseph Blatter, também declarou em 2011 que estava muito satisfeito com o "compromisso de Ronaldo de contribuir para o sucesso da Copa do Mundo". Três anos depois, a poucos dias do início do torneio, o ex-jogador disse que se sentia "envergonhado" pelos atrasos nas obras e pela burocracia na organização da competição no país.

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Vida pessoal

Filho caçula de Sônia dos Santos Barata e Nélio Nazário de Lima, Ronaldo possui dois irmãos: Ione e Nélio Nazário de Lima Júnior (também conhecido como Nelinho). Casado desde 2023 com a modelo Celina Locks, com quem começou a namorar em 2015, Ronaldo já foi casado três vezes: com a também ex-jogadora Milene Domingues, com a apresentadora Daniella Cicarelli e com a ex-modelo Beatriz Antony. O ex-jogador possui quatro filhos: Ronald, filho de Milene Domingues, Alex, fruto de um relacionamento com a fisiculturista Michele Umezu, e Maria Sophia e Maria Alice, filhas de Bia Antony. Embaixador da casa de apostas Betfair, em agosto de 2023 Ronaldo participou de uma campanha de marketing na qual simula ser jogador da Argentina. No mês seguinte, aos 46 anos, foi batizado na Igreja Católica pelo padre Fábio de Melo. Em 27 de março de 2024, Ronaldo recebeu o título de cidadão honorário de Minas Gerais e se declarou ao Cruzeiro. A honraria foi entregue em cerimônia na Assembleia Legislativa.

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Estatísticas

Seleção Brasileira

Expanda a caixa de informações para conferir todos os jogos deste jogador, pela sua seleção nacional. Estão listados abaixo os quinze gols de Ronaldo, o 2º maior artilheiro da história da Copa do Mundo FIFA. Foram quatro gols em 1998, oito em 2002 e três em 2006. Em 1994, Ronaldo foi convocado mas não chegou a entrar em campo.

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Fontes consultadas

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