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Aldo Arantes

Aldo da Silva Arantes é um advogado e político brasileiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Atuação na UNE

Sua gestão iniciou-se em 1961, após a renúncia do então presidente Jânio Quadros, que gerou uma grande crise nacional. Esteve presente, ao lado do governador Leonel Brizola, na campanha realizada no Rio Grande do Sul que almejava garantir a posse do vice-presidente João Goulart. Nesta ocasião, a UNE organizou uma greve estudantil contra os ministros militares, que haviam vetado a posse de João Goulart. Em março do ano seguinte, a reivindicação da UNE dizia respeito a participação dos estudantes nos órgãos colegiados da administração das universidades. Essa luta foi criada durante a gestão de Aldo Arantes e tinha como objetivo a presença proporcional um terço de estudantes, com direito a voz e voto. Em junho de 1962, eclodiu a Greve Nacional do 1/3, um movimento endossado pelo Centro Popular de Cultura (CPC) e a Caravana da UNE Volante. A greve foi composta por diversas manifestações públicas e resistiu até agosto do mesmo ano. Um ponto alto foi a ocupação do prédio do Ministério da Educação e Cultura, por três dias, no Rio de Janeiro.

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Prisões políticas

Imagem: Portal da Câmara dos Deputados (Brazil) · BY · Openverse

Após exilar-se em Montevidéu em 1964 devido a vigente Ditadura Militar no Brasil da época, voltou ao país em 1965. Até 1968 viveu como clandestino, em Pariconha, com sua esposa e dois filhos pequenos a serviço da Ação Popular, até ser preso juntamente com sua família. Passaram por diversos cárceres do Estado de Alagoas e foram liberados após seis meses mas continuaram a viver como clandestinos. Foi preso novamente em dezembro de 1976, durante uma reunião da célula partidária no bairro da Lapa, em São Paulo. Em julho do ano seguinte foi condenado a cinco anos de cárcere. Quando o presidente João Figueiredo decretou a anistia, Aldo Arantes foi beneficiado e pôde finalmente desfrutar da liberdade.

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Trajetória Política

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

O primeiro partido a se filiar foi o PCdoB, em 1972, se tornando parte do comitê central do partido. Em novembro de 1979, devido a extinção do bipartidarismo, Aldo entrou para o PMDB. No estado de Goiás, foi candidato a deputado federal pelo partido em 1982 e apesar de conquistar apenas uma suplência, exerceu quase todo o mandato (de março de 1983 a junho de 1985). Já em 1986, foi eleito deputado federal constituinte também pelo PMDB. Ao empossar em fevereiro de 1987, desligou-se do PMDB e se filiou novamente ao PCdB. Tentou reeleição em 1990 porém teve um resultado negativo. Novamente, em 1992, disputou um cargo político e foi eleito como vereador de Goiânia, pelo PCdB. Dois anos depois foi eleito deputado federal de Goiás. Em 1998 conquistou apenas uma suplência porém retornou à Câmara com as eleições de 2002. Se candidatou ao Senado em 2006 e atuou como Secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás. Atualmente é presidente estadual do PCdoB. ==Referências==

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Fontes consultadas

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