Maomé ibne Solimão Alcátibe
Maomé ibne Solimão, chamado Alcátibe, foi um oficial sênior e comandante do Califado Abássida, conhecido principalmente por suas vitórias contra os cármatas e por sua reconquista da Síria e Egito do Reino Tulúnida.
Como seu sobrenome "Alcátibe" ("o Secretário") indica, foi originalmente um secretário do general tulúnida Lulu, que de Raca governou o norte da Síria em nome do emir autônomo do Egito, Amade ibne Tulune. Quando Lulu desertou para o regente abássida Almuafaque em 882, Maomé seguiu seu mestre e tornou-se secretário na administração califal central. Ele é mencionado novamente por Atabari em 891, como secretário do vizir Abul Saquir Ismail ibne Bulbul. O último apoiou a tentativa fracassada de deposição de Almuafaque e a restauração no poder do califa Almutâmide, mas a reação da população de Bagdá e do exército frustou-os. Nas revoltas resultantes, a casa de Maomé foi incendiada pela multidão. No entanto, em 896 ele foi um comandante militar e foi confiado com o recrutamento de muitos oficiais que haviam desertado dos tulúnidas por conspirar para matar o novo emir tulúnida, Jaixe ibne Cumarauai. Em 903, foi chefe do departamento do exército (divã aljaixe) e recebeu a missão de lutar contra os cármatas. Os últimos eram uma seita ismaelista radical fundada em Cufa cerca de 874. Originalmente um incômodo esporádico e menor no Sauade, seu poder cresceu rapidamente para proporções alarmantes após 897, quando começaram uma série de revoltas contra os abássidas. Sob a liderança de Abuçaíde Aljanabi, tomaram o Barém em 899 e no ano seguinte derrotaram um exército califal sob Alabás ibne Anre Alganaui. Outra base foi estabelecia na área em torno de Palmira pelos missionários Iáia ibne Zicrauai, também conhecido pelo nome Saíbe Anaca ("mestre da camela"), e Huceine, provavelmente irmão de Iáia, que tomou o nome de Saíbe Axama ("homem com a marca"). De suas bases no Barém e deserto da Síria, eles investiram contra os centros urbanos das províncias abássidas e tulúnidas, sitiando Damasco e devastando as províncias da Síria. O exército tulúnida pareceu incapaz de pará-los, e o governo abássida resolveu intervir diretamente.


