Alberto Magno
Alberto Magno, também conhecido como Alberto, o Grande, foi uma figura proeminente da Idade Média. Frade dominicano, bispo e mestre de Tomás de Aquino, destacou-se como filósofo, teólogo, cientista e alquimista. Reconhecido em vida como "doctor universalis" e "doctor expertus", e mais tarde como "Magnus", é considerado por estudiosos como um dos maiores pensadores alemães medievais.
Pontos-chave
- Alberto Magno foi um filósofo, teólogo, cientista e alquimista alemão.
- Foi mestre de Santo Tomás de Aquino e bispo.
- Suas obras abrangem uma vasta gama de conhecimentos, incluindo filosofia, teologia, ciências naturais e artes.
- Preservou e sistematizou o conhecimento de Aristóteles para o Ocidente.
- Teve grande interesse e contribuições em filosofia natural, alquimia e astrologia.
Provavelmente nascido em 1196 em Lauingen, no Ducado da Baviera, Alberto estudou na Universidade de Pádua, onde se aprofundou em Aristóteles. Entrou para a Ordem dos Pregadores em 1223 (ou 1229), contra a vontade familiar, e estudou teologia em Bolonha. Lecionou por muitos anos em diversas cidades, como Colônia, Regensburgo e Friburgo, escrevendo obras importantes como a "Summa de Bono".
As obras de Alberto Magno, reunidas em trinta e oito volumes, demonstram um conhecimento enciclopédico. Ele abordou lógica, teologia, botânica, geografia, astronomia, astrologia, mineralogia, alquimia, zoologia, frenologia, direito, além de tratados sobre ética. Sua principal contribuição foi a sistematização da obra de Aristóteles sob a luz da doutrina cristã, preservando e apresentando o filósofo grego aos estudiosos ocidentais.
Filosofia Natural
Alberto possuía um conhecimento notável em filosofia natural, caracterizado pela diligência em explorar todos os campos do saber. Apesar de lacunas típicas da escolástica, seu estudo de Aristóteles proporcionou-lhe um pensamento sistemático e habilidade explicativa. Ele enfatizava a investigação das causas naturais, como exemplificado em seu tratado "De Falconibus", que detalhava o conhecimento sobre aves de rapina, e em "De Mineralibus", onde afirmava que a filosofia natural busca as causas na natureza.
Alquimia e Química
Embora muitos tratados alquímicos tenham sido atribuídos a ele postumamente, Alberto Magno escreveu pouco sobre o tema em suas obras autênticas, geralmente comentando Aristóteles. Em "De Mineralibus", ele menciona o "poder das pedras", mas sem detalhamento. Obras pseudo-albertinas o retratam como mestre da alquimia. Credita-se a ele a descoberta do arsênico e experimentos com substâncias fotossensíveis, como o nitrato de prata, embora haja pouca evidência de que tenha realizado experimentos pessoais.
Astrologia
Alberto Magno demonstrava profundo interesse pela astrologia, amplamente aceita na Idade Média. Ele via a vida terrena como um microcosmo influenciado pelo macrocosmo, acreditando na correspondência entre ambos e na capacidade da astrologia de prever futuros prováveis. A astrologia era um componente central de seu sistema filosófico, visando auxiliar na vivência dos preceitos cristãos. Sua obra "Speculum Astronomiae" (1260) é a mais completa expressão dessa crença, com detalhes presentes em quase todas as suas obras.
Música
Alberto Magno fez comentários notáveis sobre as práticas musicais de sua época, especialmente em seu tratado sobre a "Poética" de Aristóteles. Rejeitou a ideia da "música das esferas" como sem fundamento. Discutiu proporções musicais e os três níveis subjetivos do canto gregoriano na alma humana: purgação, iluminação e aperfeiçoamento. Sua atenção ao silêncio como parte integrante da música é de particular interesse para teóricos musicais modernos.
A influência de Alberto Magno estendeu-se à arte, com a iconografia do tímpano e arquivoltas do portal da Catedral de Estrasburgo, do século XIII, sendo inspirada por suas obras.


