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Alberto João Jardim

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim GCC • GCIH • MPCSJ (Funchal, 4 de fevereiro de 1943) é um funcionário público, jornalista e dirigente político português.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Infância e juventude

Alberto João Jardim nasce no coração do Funchal, na rua do Quebra Costas, freguesia de Santa Luzia. Filho único, perde o pai aos onze anos de idade. Após completar os estudos liceais, no Funchal, muda-se para o continente. Começa por viver em Lisboa, transferindo-se depois para Coimbra, onde viveu mais de uma década até completar o curso. Acabará licenciado em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Na juventude é igualmente um empenhado elemento da Mocidade Portuguesa. Cumpriu o serviço militar obrigatório como oficial de Ação Psicológica, em Lisboa e na Madeira. Recebeu um doutoramento Honoris Causa em Ciências Políticas pela Universidade de São Cirilo, de Malta.

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Atividade profissional

Imagem: CPMR - Conference of Peripheral Maritime Regions · BY-SA · Openverse

Alberto João Jardim foi professor nos ensinos técnico e secundário, realizando em seguida o estágio de advocacia. Depois, foi diretor do Centro de Formação Profissional da Madeira, assim obtendo um vínculo na Função Pública. Foi professor convidado da extinta Universidade Independente (Lisboa). Também foi jornalista, destacando-se como diretor do diário matutino "Jornal da Madeira", que fora antes dirigido pelo seu tio materno, Agostinho Cardoso. Depois da sua direção, manteria uma colaboração semanal por largos anos com o mesmo título. Foi dirigente cooperativo e, nessa qualidade, administrador de socieades e/ ou membro dos corpos gerentes de várias instituições de solidariedade social. Foi ainda presidente da direção da "Fundação Social Democrata da Madeira", embora sem funções executivas.

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Atividade política

Imagem: CPMR - Conference of Peripheral Maritime Regions · BY-SA · Openverse

Percurso no Partido Social Democrata

Alberto João Jardim foi um dos primeiros militantes do então Partido Popular Democrático (PPD), em maio de 1974, um mês após a Revolução dos Cravos, seguindo assim os fundadores Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota. Cofundador na ilha da Madeira desse Partido, presidiu por décadas às suas Comissões Políticas Regionais, integrou as respetivas Comissões Políticas Nacionais (como vice-presidente de uma e vogal de outra), tendo sido ainda presidente da sua Mesa do Congresso Nacional. Foi designado presidente honorário da Juventude Social Democrata da Madeira.

Prsidência do Governo da Madeira

Alberto João Jardim assumiu, pela primeira vez, a presidência do Governo Regional da Madeira a 16 de março de 1978. Tinha então apenas 33 anos de idade. Nesse dia proferiu a célebre frase “a Madeira será o que os madeirenses quiserem”. Governou sempre com maiorias absolutas. Nos 13 514 dias de governação fez 4 850 inaugurações, uma média de uma inauguração de 2,7 em 2,7 dias. A 10 de junho de 2014 bateu o recorde de longevidade no poder, recorde esse que pertencia a Oliveira Salazar (36 anos e 85 dias de governação). Entre eleições regionais, autárquicas, europeias, presidenciais e legislativas nacionais conseguiu para o PSD-Madeira 46 vitórias eleitorais.

Funções oficiais

Tem uma das mais longas carreiras políticas, de dirigentes democraticamente eleitos de qualquer jurisdição em todo o mundo. Foi diretor do Jornal da Madeira, continuando a ser seu colaborador regular. Alberto João Jardim é ainda membro e ex-vice-presidente (2000–2001) do Comité das Regiões da União Europeia. É presidente honorário da Cimeira Europeia das Regiões e Cidades. É fundador e membro da Assembleia Regional Europeia e foi vice-presidente do Partido Popular Europeu. Foi sendo sucessivamente eleito deputado à Assembleia da República e à Assembleia Legislativa da Madeira, onde esteve um ano e meio (1976-78) como líder da bancada do PSD, mas a partir de então optou sempre pelo cargo de presidente do Governo Regional, que exerceu entre março de 1978 e abril de 2015. Foi o presidente da Conferências das Regiões Periféricas da União Europeia, entre 1978 e 1996, da qual é agora presidente honorário. É membro-fundador da Assembleia das Regiões da Europa, a cujo Conselho já pertenceu.

Dívida oculta

Em setembro de 2011 foi divulgado que desde 2008 o Governo Regional da Madeira tinha ocultado do registo oficial parte da dívida pública da Madeira. Alberto João Jardim reconheceu que a dívida da Madeira era superior em 1 100 milhões de euros face ao valor oficial. Mais tarde, o montante global da dívida da Região foi fixado em 5 000 milhões de euros. Por fim Vítor Gaspar, ministro das Finanças, revelou em outubro de 2011 que o apuramento final da dívida global da Madeira era de 6 300 milhões de euros. Em consequência a Região Autónoma da Madeira foi submetida a um processo de ajustamento financeiro estabelecido pelo Ministério das Finanças.

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Família, casamento e descendência

Imagem: rtppt · BY-NC-SA · Openverse

Alberto João Jardim é filho de Alberto Gonçalves Jardim (Santa Maria Maior, Funchal, 20 de setembro de 1913 – São Pedro, Funchal, 26 de novembro de 1954) e de sua mulher Marceliana do Patrocínio de Jesus Cardoso (São Pedro, Funchal, 11 de julho de 1909 – idem, 29 de julho de 2006). É sobrinho materno por afinidade de Maria Prado de Almada Cardoso, a qual galardoou com a Medalha Autonómica de Bons Serviços. Em 1968 casou com Maria Ângela Andrade Martins (n. 1940), com quem teve três filhos:

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