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Ducado de Brunsvique-Luneburgo

O Ducado de Brunsvique-Luneburgo foi estabelecido em 1235, unindo os territórios da Antiga Casa de Guelfo na Saxônia. Concedido como feudo a Otão I, conhecido como Otão, a Criança, neto de Henrique, o Leão, o ducado recebeu seu nome das importantes cidades de Brunsvique e Luneburgo. Ao longo da Alta Idade Média, o ducado passou por diversas divisões, dando origem a múltiplos principados subordinados.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 19/07/2026

Pontos-chave

  • Criado em 1235, o Ducado de Brunsvique-Luneburgo foi um feudo concedido a Otão I.
  • O ducado resultou da união de territórios da Casa de Guelfo na Saxônia e terras imperiais.
  • Seu nome deriva das cidades de Brunsvique e Luneburgo, os maiores centros da região.
  • O ducado sofreu múltiplas divisões ao longo da história, formando principados subordinados.
  • A história do ducado é marcada por complexas relações dinásticas e territoriais.
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História: Da Fundação às Primeiras Divisões

A história do Ducado de Brunsvique-Luneburgo começa em 1180, quando Henrique, o Leão, perdeu seus títulos ducais e foi para o exílio, mantendo apenas suas propriedades alodiais. Em 1235, como parte de uma reconciliação entre as Casas de Hohenstaufen e Guelfo, seu neto, Otão, a Criança, transferiu suas propriedades ao imperador Frederico Barbarossa. Em troca, Otão foi enfeoffed com o recém-criado Ducado de Brunsvique-Luneburgo, formado pelas propriedades transferidas e outras áreas do fisco imperial. Após a morte de Otão em 1252, seus filhos Alberto e João governaram em conjunto. Em 1269, o ducado foi dividido: Alberto recebeu a parte sul (Brunsvique) e João a parte norte (Luneburgo). As cidades de Luneburgo e Brunsvique permaneceram sob posse da Casa de Guelfo até 1512 e 1671, respectivamente. Em 1571, o Amt de Calvörde tornou-se um enclave do ducado.

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Principados Subordinados: Divisões e Reagrupamentos

A história do Ducado de Brunsvique-Luneburgo e seus principados subordinados foi caracterizada por inúmeras divisões e reagrupamentos territoriais e dinásticos. Os estados subordinados, com status jurídico de principados, eram geralmente nomeados em referência à residência de seus governantes. As propriedades das diferentes linhas dinásticas podiam ser herdadas por linhas colaterais em caso de extinção de uma família. Ao longo dos séculos, existiram as Casas (ou linhas) Antiga, Média e Nova de Brunsvique, e as Casas Antiga, Média e Nova de Luneburgo, refletindo a complexidade dessas sucessões e divisões.

Principado de Brunsvique-Volfembutel

Formado em 1269 após a primeira divisão do Ducado de Brunsvique-Luneburgo, o Principado de Brunsvique teve sua residência transferida para Volfembutel em 1432 devido a tensões com os habitantes de Brunsvique. Volfembutel tornou-se a residência oficial até 1753/1754, quando a corte retornou a Brunsvique, para o recém-construído palácio. Em 1814, o principado foi elevado a Ducado de Brunsvique. Em 1432, as terras adquiridas entre o Deister e o Leine se separaram para formar o Principado de Calenberga, que se estendia ao norte até o Condado de Hoya e, em uma linha sinuosa, ao sul pelo rio Leine, passando por Wunstorf e Hanôver, até alcançar o Principado de Volfembutel.

Principado de Luneburgo

O Principado de Luneburgo surgiu em 1269, simultaneamente ao Principado de Brunsvique, como resultado da divisão da herança ducal. Em 1705, após a morte do duque Jorge Guilherme de Brunsvique-Luneburgo, o rei Jorge I da Grã-Bretanha herdou o estado de Luneburgo por meio de sua esposa, Sofia Doroteia, filha do duque. O principado foi então unido ao Principado de Calenberga, que havia sido elevado a eleitorado em 1692.

Principado de Gotinga

O principado mais meridional do Ducado de Brunsvique-Luneburgo estendia-se de Münden, no sul, ao longo do rio Weser até Holzminden. A leste, abrangia Gotinga, seguindo o rio Leine, passando por Northeim até Einbeck. Ele foi estabelecido em 1345, como resultado de uma divisão do Principado de Brunsvique, e foi unido a Calenberga em 1495.

Principado de Grubenhagen

Grubenhagen foi um principado independente de 1291 a 1596, governado inicialmente por Henrique, o Admirável, filho do duque Alberto I de Brunsvique-Volfembutel. O território estendia-se entre a parte norte das colinas Solling e o rio Leine, próximo a Einbeck, e incluía o norte de Eichsfeld e o sudoeste do Harz. Após ser dividido em principados cada vez menores ao longo dos anos, Grubenhagen foi finalmente reincorporado a Brunsvique-Volfembutel em 1596.

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Outros Ramos e Representação no Reichstag

Além dos principais principados, existiram outros ramos do Ducado de Brunsvique-Luneburgo que não possuíam plena soberania, localizados em Dannenberg, Harburg, Gifhorn, Bevern, Osterode, Herzberg, Salzderhelden e Einbeck. Embora houvesse cerca de uma dúzia de subdivisões, algumas eram apenas dinásticas e não eram reconhecidas como estados do império, que contava com mais de 1.500 entidades legalmente reconhecidas. Na lista de participantes do Reichstag de 1792, apenas quatro subdivisões de Brunsvique-Luneburgo tinham representação. Em 1705, restavam apenas dois duques de Brunsvique-Luneburgo: um que governava Calenberga, Luneburgo e outras posses, e outro que liderava Volfembutel.

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De Luneburgo a Hanôver: Ascensão de um Eleitorado

Uma das linhas dinásticas importantes foi a dos príncipes de Luneburgo. Em 1635, Jorge, um membro júnior da família, adquiriu Calenberga e estabeleceu sua residência na cidade de Hanôver. Seus filhos, incluindo Cristiano Luís, herdaram Celle em 1648 e, posteriormente, dividiram Celle e Calenberga entre si. Um ramo familiar próximo governava separadamente em Volfembutel. Em um desenvolvimento posterior, o Eleitorado de Hanôver foi estabelecido quando o imperador nomeou Ernesto Augusto, Duque de Brunsvique-Luneburgo, como eleitor em 1696 (dois anos antes de sua morte). Essa decisão, que visava aumentar o número de eleitores protestantes, foi controversa e gerou atrito com os príncipes-eleitores existentes. Esse evento refletia a agitação religiosa de séculos, marcada por guerras abertas (como a Guerra dos Trinta Anos), impulsionadas por defensores da Reforma Protestante e da Contrarreforma.

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A Conexão com a Coroa Britânica

Jorge I da Grã-Bretanha, o primeiro rei hanoveriano da Inglaterra, foi Duque de Brunsvique-Luneburgo e, em 1708, tornou-se Príncipe-eleitor do Sacro Império Romano-Germânico. Suas posses foram ampliadas em 1706, quando as terras hereditárias do ramo Calenberga dos Duques de Brunsvique-Luneburgo se fundiram com as terras do ramo Luneburgo-Celle, formando o Estado de Hanôver. Posteriormente, Jorge I foi nomeado eleitor de Hanôver. Em 1700 e 1701, o parlamento inglês, buscando uma sucessão protestante e ordenada, preteriu os filhos da Rainha Ana (Casa de Stuart) e, por meio da Lei de Liquidação de 1701, estabeleceu Sofia de Hanôver, neta de Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra, como herdeira. A Grã-Bretanha e Hanôver permaneceram unidos em união pessoal até a ascensão da Rainha Vitória ao trono inglês em 1837. Jorge I foi sucedido por seu filho Jorge II e seu bisneto Jorge III. Este último manteve a posição de eleitor mesmo após a abolição do Sacro Império Romano-Germânico em 1806, contestando a validade da dissolução e mantendo escritórios consulares e pessoais separados para o Eleitorado de Hanôver até o fim da guerra. Após a queda de Napoleão, Jorge III recuperou suas terras, além de terras da Prússia, como Rei de Hanôver, abrindo mão de alguns pequenos territórios dispersos.

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Pós-Congresso de Viena: O Reino de Hanôver

Após o fim do Sacro Império Romano-Germânico em 1806, Calenberga-Celle e suas possessões foram incorporadas ao Reino de Hanôver (incluindo Brunsvique-Luneburgo) pelo Congresso de Viena. Durante a primeira metade do século XIX, o Reino de Hanôver foi governado em união pessoal pela Coroa Britânica, sob Jorge III do Reino Unido, o último eleitor de Hanôver, até a morte de Guilherme IV em 1837. Nesse momento, a Coroa de Hanôver passou para o irmão mais novo de Guilherme IV, Ernesto, Duque de Cumberland e Teviotdale, devido à lei sálica que exigia um herdeiro masculino, enquanto o trono britânico foi herdado pela Rainha Vitória, filha única do irmão mais velho. Posteriormente, o reino foi perdido em 1866 por seu filho Jorge V de Hanôver durante a Guerra Austro-Prussiana, sendo anexado pelo Reino da Prússia e tornando-se a província prussiana de Hanôver.

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O Ducado de Brunsvique: Independência e Sucessão

A linha de Volfembutel manteve sua independência, exceto entre 1807 e 1813, quando foi incorporada, junto com Hanôver, ao Reino da Vestfália napoleônico. O Congresso de Viena, em 1815, transformou-o em um Estado independente sob o nome de Ducado de Brunsvique. O ducado permaneceu independente, unindo-se à Confederação da Alemanha do Norte e, em 1871, ao Império Alemão. Quando a principal linha de descendência se extinguiu em 1885, o imperador alemão, sendo o legítimo herdeiro, o "Príncipe Herdeiro de Hanôver", assumiu o controle, em vez de instalar um regente. Décadas depois, as famílias foram reconciliadas pelo casamento do filho do príncipe herdeiro com a única filha do imperador, permitindo que o genro assumisse o ducado.

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Duques de Brunsvique-Luneburgo e Sucessores

A Casa de Guelfo foi a dinastia que governou o Ducado de Brunsvique-Luneburgo e seus principados sucessores. A numeração dos príncipes, embora complexa devido às múltiplas divisões e diferentes partes de terra, é aqui apresentada de forma unificada, baseada no ano de ascensão, considerando que todos se designavam Duques de Brunsvique-Luneburgo.

A Dinastia da Casa de Guelfo

Nesta tabela, a numeração dos príncipes é consistente para todos os principados/ducados, pois todos se intitularam Duques de Brunsvique-Luneburgo, apesar das diferentes divisões territoriais e de suas numerações específicas para os governantes. Os príncipes são aqui numerados pelo ano de sua ascensão ao poder.

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