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Hermann Göring

Hermann Wilhelm Göring ; foi um militar alemão, político e líder do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP). Veterano da Primeira Guerra Mundial, em que participou como piloto de aeronaves, atingindo o estatuto de Ás da aviação, recebeu a cobiçada condecoração Pour le Mérite. Foi o último comandante da unidade Jagdgeschwader 1, anteriormente comandada por Manfred von Richthofen, "o Barão Vermelho".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Infância e adolescência

Göring nasceu no dia 12 de janeiro de 1893, no Sanatório de Marienbad, em Rosenheim, Baviera. O seu pai, Heinrich Ernst Göring (31 de outubro de 1839 – 7 de dezembro de 1913), antigo oficial de cavalaria, foi o primeiro governador-geral do protetorado alemão da África Ocidental, atual Namíbia. Heinrich teve cinco filhos de um casamento anterior. Hermann era o quarto filho de cinco, do casamento de Heinrich com a sua segunda esposa, Franziska Tiefenbrunn (1859–15 de julho de 1923), uma camponesa bávara. Os irmãos mais velhos de Hermann eram Karl, Olga e Paula; o mais novo chamava-se Albert. Quando Göring nasceu, o seu pai era cônsul-geral no Haiti, e a sua mãe tinha regressado à Alemanha, por pouco tempo, para dar à luz. A sua mãe deixou-o com seis semanas de vida com uma amiga, na Baviera, e só passado três anos o voltou a ver, quando ela e Heinrich regressaram à Alemanha. O padrinho de Göring era o Dr. Hermann Epenstein, um médico abastado e homem de negócios, que o seu pai conheceu na África. Epenstein era um cristão de origem judaica, cujo pai era cirurgião no exército. Epenstein acolheu a família Göring, que vivia da pensão de Heinrich, num pequeno castelo chamado Veldenstein, perto de Nuremberga. A mãe de Göring tornou-se amante de Epenstein, e assim permaneceu durante quinze anos. Epenstein recebeu o título de Ritter (Cavaleiro) von Epenstein pelos serviços e donativos à Coroa.

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Primeira Guerra Mundial

Durante o primeiro ano da Guerra, Göring prestou serviço com o seu regimento na região de Mulhouse, uma cidade a cerca de 1,6 km da fronteira francesa. Foi hospitalizado com reumatismo resultante da humidade existente nas trincheiras. Enquanto recuperava, o seu amigo Bruno Loerzer convenceu-o a mudar-se para a Luftstreitkräfte ("força aérea") do exército alemão, mas o pedido de transferência foi recusado. Mais tarde nesse ano, Göring voou com Loerzer como observador no Feldfliegerabteilung 25 (FFA 25) – Göring tinha-se auto-transferido, de forma informal. Esta atitude foi detectada e foi condenado a três semanas de confinamento no quartel. No entanto, esta condenação nunca foi cumprida, uma vez que regularizara sua situação junto de Loerzer. Ambos foram colocados no FFA 25, do 5.º Exército do Príncipe Guilherme. Efetuaram missões de bombardeamento e de reconhecimento e, por estas missões, receberam a Cruz de Ferro, de primeira classe, das mãos do Príncipe.

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Pós-guerra

Göring permaneceu na aviação depois da guerra. Tentou fazer espetáculos de acrobacias aéreas e trabalhou por um curto período na Fokker. Em 1919 mudou-se para a Dinamarca, onde viveu quase um ano. Em seguida mudou-se para a Suécia, onde juntou-se à Svensk Lufttrafik, uma companhia aérea sueca. Göring era contratado, habitualmente, para voos privados. Durante o inverno de 1920–1921, foi contratado pelo conde Eric von Rosen para efetuar uma viagem de avião de Estocolmo até o seu castelo. Convidado a passar ali a noite, é provável que tenha sido aqui que Göring tenha visto a cruz suástica pela primeira vez, a qual von Rosen tinha colocada na chaminé, como distintivo da sua família.[nota 2] Também foi a primeira vez que Göring viu a sua futura esposa: o conde apresentou-lhe a sua cunhada, baronesa Carin von Kantzow (nascida Freiin von Fock, 1888–1931). Afastada do seu marido há dez anos, o barão Niels Gustav von Kantzow, um oficial sueco, ela tinha um filho de oito anos de idade. Göring ficou apaixonado e convidou-a para um encontro em Estocolmo. Encontraram-se na casa dos seus pais e passaram muito tempo juntos ao longo de 1921, quando Göring deixou Munique para ir estudar ciência política na universidade. Carin divorciou-se, partiu para Munique e casou-se com Göring no dia 3 de fevereiro de 1922. A sua primeira residência foi uma cabana de caça em Hochkreuth, nos Alpes Bávaros, perto de Bayrischzell, a 80 km de Munique. Depois de Göring conhecer Adolf Hitler e de se juntar ao Partido Nazi, em 1922, mudaram-se para Obermenzing, um subúrbio de Munique.

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Início da carreira Nazi

Göring entrou para o Partido Nazi em 1922, tendo-lhe sido dado o comando da Sturmabteilung (SA), como Oberster SA-Führer (Líder Supremo das SA), em 1923. Mais tarde foi nomeado SA-Gruppenführer (Tenente-general), posto em que ficaria até 1945. Por esta altura, Carin — que simpatizava com Hitler — fazia de anfitriã em encontros de dirigentes nazis, incluindo o seu marido, Hitler, Rudolf Hess, Alfred Rosenberg e Ernst Röhm. Hitler recordou mais tarde sobre Göring: Gostava dele. Fiz dele chefe da minha SA. Ele é o único dos dirigentes que geriu a SA como deve ser. Dei-lhe um conjunto de pessoas desorganizadas. Em pouco tempo, ele organizou uma divisão de 11 000 homens. Hitler e o Partido Nazi organizaram manifestações em massa em Munique e em outros locais durante este período, tentando angariar apoiantes numa tentativa de obter poder político. Inspirado pela Marcha sobre Roma de Benito Mussolini, os nazis fizeram uma tentativa de conquistar o poder entre 8 e 9 de novembro de 1923, num golpe fracassado conhecido como o Putsch de Munique. Göring, que estava ao lado de Hitler na frente da marcha em direção ao Ministério da Guerra, foi atingido na perna por um disparo. Catorze nazis e quatro polícias foram mortos; muitos dos dirigentes de topo nazis, incluindo Hitler, foram presos. Com a ajuda de Carin, Göring fugiu às escondidas para Innsbruck, onde foi operado e lhe deram morfina para as dores. Ele ficou no hospital até 24 de dezembro. Este foi o início da sua dependência de morfina, que durou até à sua prisão em Nuremberga. Entretanto, as autoridades em Munique declararam que Göring era um homem procurado. Os Göring, com pouco dinheiro e dependendo da ajuda de simpatizantes nazis no exterior, foram para Veneza. Em maio de 1924, visitaram Roma, Florença e Siena. Göring conheceu Mussolini, que expressou o seu interesse em se encontrar com Hitler, que se encontrava preso.

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Incêndio no Reichstag

No dia 27 de fevereiro de 1933, ocorreu um incêndio no Reichstag. Göring foi um dos primeiros a chegar ao local. Marinus van der Lubbe, um comunista radical, foi detido e declarou ser o único responsável pelo fogo. Göring aproveitou o ocorrido para dar início a uma perseguição aos comunistas. Os nazis aproveitaram o incêndio para apresentar os seus objetivos políticos. O Decreto do Incêndio do Reichstag ou, formalmente, Decreto do Presidente do Reich para a Proteção do Estado e do Povo (em alemão: Verordnung des Reichspräsidenten zum Schutz von Volk und Staat), publicado no dia seguinte por insistência de Hitler, suspendeu direitos básicos e permitiu detenções sem julgamento. As atividades do Partido Comunista Alemão foram suprimidas, e cerca de 4000 membros do partido foram detidos. Göring exigiu que os detidos fossem fuzilados, mas Rudolf Diels, chefe da polícia política da Prússia, ignorou a ordem. Vários investigadores, incluindo William L. Shirer e Alan Bullock, são da opinião de que a própria NSDAP teria sido responsável pelo incêndio.

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Segundo casamento

No início da década de 1930, Göring estava, por várias ocasiões, na companhia de Emmy Sonnemann (1893–1973), uma atriz de Hamburgo. Casaram-se no dia 10 de abril de 1935, em Berlim; o casamento foi celebrado de forma grandiosa. Na noite anterior, deram uma enorme recepção na Deutsche Oper Berlin. Aviões de caça sobrevoaram o local na noite da recepção e no dia da cerimônia. A filha de Göring, Edda, nasceu em 2 de junho de 1938.

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Potentado nazi

Quando Hitler foi nomeado Chanceler da Alemanha em janeiro de 1933, Göring foi designado para ministro sem pasta, ministro do Interior para a Prússia e Comissário do Reich para a Aviação. Wilhelm Frick foi escolhido para ministro do Reich do Interior. Frick e o líder da Schutzstaffel (SS), Heinrich Himmler, esperavam criar uma força policial unificada para toda a Alemanha mas, em 30 de novembro de 1933, Göring estabeleceu uma força policial prussiana, com Rudolf Diels no seu comando. Esta força recebeu o nome de Geheime Staatspolizei, Gestapo. Göring, achando que Diels não era suficientemente duro para gerir eficazmente a Gestapo como força alternativa à SA, entregou o comando da Gestapo a Himmler, em 20 de abril de 1934. Por esta altura, a SA tinha cerca de dois milhões de membros. Hitler estava bastante preocupado com a possibilidade de Ernst Röhm, chefe da SA, estar planejando um golpe. Himmler e Reinhard Heydrich planejaram, juntamente com Göring, usar a Gestapo e a SS para destruir a SA. Alguns membros da SA souberam do plano e milhares deles foram para a rua em violentas demonstrações, na noite de 29 de junho de 1934. Furioso, Hitler ordenou a prisão do líder da SA. Röhm foi executado na sua cela quando se recusou a cometer suicídio; Göring, pessoalmente, analisou a lista de detidos, vários milhares, e decidiu quem mais seria executado. Pelo menos 85 pessoas foram executadas no período de 30 de junho a 2 de julho, período que ficou conhecido por Noite das Facas Longas. Hitler admitiu, no Reichstag, a 13 de julho, que as mortes tinham sido ilegais, mas que havia um plano em curso para derrubar o Reich. Um decreto-lei, com efeitos retroativos, foi emitido para tornar as ações legais. Os críticos foram presos.

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Segunda Guerra Mundial

Sucesso em todas as frentes

Göring, e outros oficiais superiores, estavam preocupados com o facto de a Alemanha ainda não estar preparada para a guerra, mas Hitler insistiu em avançar assim que possível. A invasão da Polónia, o começo da Segunda Guerra Mundial, deu-se no dia 1 de setembro de 1939. Mais tarde, nesse dia, discursando no Reichstag, Hitler indicou Göring como seu sucessor "se alguma coisa me acontecer." De início, as vitórias alemãs sucederam-se, umas atrás das outras. Com a ajuda da Luftwaffe, a Força Aérea Polaca foi derrotada numa semana. Os Fallschirmjäger tomaram vários aeroportos na Noruega e capturaram o Forte Eben-Emael, na Bélgica. A Luftwaffe de Göring teve um papel fundamental nas batalhas dos Países Baixos, Bélgica e França, na primavera de 1940.

Declínio em todas as frentes

Apesar do Pacto Molotov-Ribbentrop, assinado em 1939, a Alemanha nazi deu início à Operação Barbarossa — a invasão da União Soviética — a 22 de junho de 1941. De início a Luftwaffe estava em vantagem, destruindo milhares de aeronaves soviéticas no primeiro mês de combates. Hitler e o seu estado-maior tinham a certeza de que a campanha terminaria pelo Natal, e não se preveniram com abastecimentos para os seus homens e equipamentos. Em julho, os alemães só tinham 1 000 aviões na operação e as baixas ascendiam a 213 000 homens. Foi tomada a decisão de concentrar o ataque numa parte específica da frente; os esforços seriam direcionados para a captura de Moscou. Este esforço fracassou por causa das terríveis condições atmosféricas, falta de combustível e linhas de abastecimentos muito pressionadas; em 5 de dezembro, o Exército Vermelho lançou uma contra-ofensiva. Hitler não permitiu qualquer retirada até meados de janeiro de 1942; por esta altura, as baixas eram semelhantes às da invasão francesa da Rússia em 1812.

Guerra sobre a Alemanha

Entretanto, a força das frotas de bombardeiros americanos e britânicos aumentou. Baseados em solo britânico, deram início a operações contra alvos alemães. O primeiro raide dos Aliados — cerca de 1 000 aviões — ocorreu a 30 de maio na cidade de Colônia. Os ataques aéreos continuaram a partir da Grã-Bretanha depois de terem sido instalados tanques auxiliares de combustível nos caças americanos. Göring recusou acreditar nos relatórios que diziam que havia caças americanos abatidos a uma distância tão distante como Aachen, no inverno de 1943. A sua reputação começou a cair. O P-51 Mustang americano, com uma autonomia de 2 900 km, começou a escoltar os bombardeiros, em grande número, até, e desde, a zona-alvo, no início de 1944. Daqui para a frente, a Luftwaffe começou a sofrer baixas nas tripulações, as quais não conseguia substituir. Tendo por alvos refinarias e caminhos-de-ferro, os bombardeiros Aliados acabaram com o esforço de guerra alemão no final de 1944. A população civil culpou Göring pelo fracasso ao não ser capaz de proteger ao seu país. Hitler começou a excluí-lo de reuniões, mas manteve-o como chefe da Luftwaffe e como plenipotenciário do Plano dos Quatro Anos. Ao perder a confiança de Hitler, Göring começou a passar mais tempo nas suas casas. No Dia D, em 6 de junho de 1944, a Luftwaffe só tinha 300 caças e um pequeno número de bombardeiros na zona de aterragens; os Aliados tinham um total de 11 000 aviões.

Fim da guerra

À medida que as tropas soviéticas se aproximavam de Berlim, os esforços de Hitler para organizar a defesa da cidade eram em vão. O seu último aniversário, celebrado no Führerbunker, em Berlim, no dia 20 de abril de 1945, foi a ocasião para a retirada de cena de muitos nazis do topo da hierarquia, incluindo Göring. Por esta altura, Carinhall tinha sido evacuada e o edifício destruído, e todos os objectos de arte transportados para Berchtesgaden e outros locais. Göring chegou à sua propriedade em Obersalzberg a 22 de abril, no mesmo dia em que Hitler, num lento discurso violento contra os seus generais, admitiu pela primeira vez que a guerra estava perdida e que pretendia cometer suicídio. Göring estava profundamente preocupado com o fato de que o seu rival, Martin Bormann, iria lutar pelo poder depois da morte de Hitler, e que o mandaria matar como traidor. Reviu o decreto de 29 de junho de 1941, onde o seu nome era indicado como sucessor de Hitler, e decidiu enviar uma mensagem para Berlim pedindo permissão para assumir o comando do Reich. O telegrama foi interceptado por Bormann, que convenceu Hitler que Göring era um traidor. Hitler anulou o decreto, retirou Göring dos seus gabinetes e títulos, e mandou-o prender e ficar confinado em sua casa, em Obersalzberg. Bormann anunciou, via rádio, que Göring se tinha demitido por razões de saúde.

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Julgamento e morte

Göring foi levado para Mondorf-les-Bains, no Luxemburgo, para um local de prisioneiros de guerra temporários, no Hotel Palácio. Aqui, foram-lhe retirados os comprimidos de codeína – ele tomava o equivalente a entre 260 a 320 mg de morfina por dia — e imposto um rígido regime de dieta; perdeu 27 quilos. Outros oficiais nazis de topo foram transferidos em setembro para Nuremberga, que seria o local de uma série de tribunais militares, que começariam em novembro. Göring era o segundo oficial com o posto mais alto, julgado em Nuremberga, logo a seguir ao presidente do Reich (anterior almirante), Karl Dönitz. A acusação apontou quatro crimes, incluindo um de conspiração; um de guerra de agressão; crimes de guerra, onde se incluía a pilhagem e o roubo de obras de arte, e outros bens; e crimes contra a humanidade, incluindo o desaparecimento de políticos e outros oponentes sob o decreto Nacht und Nebel ("Noite e Nevoeiro"); tortura e falta de tratamento médico de prisioneiros de guerra; e o assassinato e escravatura de civis, como os 5 700 000 de judeus (número estimado). Sem permissão para um discurso, Göring declarou-se "não culpado das acusações apresentadas". O julgamento teve uma duração de 218 dias; a acusação apresentou as suas alegações entre novembro e março, e a defesa de Göring — a primeira a ser apresentada — entre 8 e 22 de março. As sentenças foram lidas no dia 30 de setembro de 1946. Göring, forçado a manter silêncio, comunicou as suas opiniões usando gestos, abanando a sua cabeça ou rindo. Tomava notas de forma contínua, murmurava com os outros réus e tentava controlar o comportamento instável de Hess, sentado a seu lado. Durante os intervalos no processo, Göring tentou dominar os outros réus e acabou sendo isolado dos outros quando tentou influenciar o seu testemunho.

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Bens pessoais

A confiscação de bens dos judeus deu a Göring uma oportunidade de juntar a sua fortuna pessoal. Alguns dos bens foi ele próprio que se apropriou; outros adquiriu a um preço irrisório. Em outros casos, obteve-os à custa de subornos permitindo que roubassem os bens judeus. Esteve envolvido em situações de corrupção política, com empresários que aprovavam as suas decisões do Plano dos Quatro Anos, e recebeu dinheiro ao fornecer armas aos espanhóis republicanos da Guerra Civil Espanhola através de Pyrkal, na Grécia (embora a Alemanha apoiasse Franco e os nacionalistas). Göring foi nomeado Mestre Reich do Hunt em 1933, e Mestre das Florestas Alemãs, em 1934. Instituiu reformas às leis das florestas e legislou para proteger espécies em perigo. Por esta altura, ganhou interesse na reserva natural de Schorfheide-Chorin, onde limitou 400 km² como parque do Estado, e que ainda se mantém. Aqui, construiu um complexo alojamento de caça, Carinhall, em memória da sua primeira mulher, Carin. Em 1934, o seu corpo foi transladado para este local e colocado em um jazigo na propriedade. O alojamento principal tinha uma grande galeria de arte onde Göring expunha trabalhos pilhados de colecções privadas e museus europeus, após 1939. Göring trabalhou com o Einsatzstab Reichsleiter Rosenberg (Grupo de Trabalho Reichsleiter Rosenberg), uma organização especializada na apropriação de arte e outro material cultural, de colecções judaicas, bibliotecas e museus por toda a Europa. Coordenada por Alfred Rosenberg, o grupo estabeleceu a sua sede em Paris. Cerca de 26 000 carruagens, cheias de objetos de arte, mobiliário e outros bens roubados, foram enviadas para a Alemanha desde França. Göring visitou regularmente os escritórios de Paris para supervisionar os bens apropriados e escolher aqueles que deviam ir, num comboio especial, para Carinhall e outras residências pessoais. O valor estimado das suas colecções — cerca de 1,5 mil peças — era de 200 milhões de dólares.

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