Alan Moore
Alan Oswald Moore é um escritor britânico conhecido principalmente por seu trabalho em histórias em quadrinhos, incluindo obras que foram adaptadas para o cinema como Watchmen, V de Vingança e Do Inferno. Frequentemente descrito como o melhor escritor de quadrinhos de toda história, ele também já foi descrito como um dos escritores britânicos mais importantes dos últimos cinquenta anos. Moore ocasionalmente usa pseudônimos como Curt Vile, Jill de Ray, Translucia Baboon e The Original Writer.
Moore nasceu em 18 de novembro de 1953, no hospital St. Edmond's em Northampton. Sua família era de classe operária e Moore acreditava que eles viviam na cidade há várias gerações. Moore cresceu numa parte de Northampton conhecida como The Boroughs, uma área indigente, com altos índices de analfabetismo. Ele, contudo, "amava lá. Eu amava as pessoas. Amava a comunidade e... Eu não sabia que existia outra coisa além daquilo." Na casa de seus pais, moravam o próprio Moore, sua mãe, Sylvia Doreen, que trabalhava numa gráfica, seu pai, Ernest Moore, que trabalhava numa cervejaria, seu irmão caçula, Mike, e sua avó materna. Ele "lia onivoramente" desde os cinco anos de idade, pegando livros emprestados na biblioteca local. Moore estudou na escola primária Spring Lane. No mesmo período, começou a ler tirinhas. Inicialmente, eram tirinhas inglesas, como Topper e The Beezer, mas, eventualmente, também começou a ler HQs americanas como The Flash, Detective Comics, Quarteto Fantástico e Falcão Negro. Depois, ele passou no exame 11-plus (teste aplicado ao final do ensino primário) e foi admitido na Northampton Grammar School, onde, pela primeira vez, ele encontrou pessoas de classe média e mais instruídas. Ele se chocou pela maneira como se transformou num dos piores alunos da classe no ensino médio depois de ter sido um dos melhores alunos no ensino primário. Mais tarde, não gostando da escola e não tendo "nenhum interesse em estudos acadêmicos", ele diria que acreditava que havia um "currículo secreto" sendo ensinado, cujo objetivo era doutrinar crianças com "pontualidade, obediência e aceitação da monotonia".
Com muitas das histórias que havia planejado para America's Best Comics terminadas, e com sua crescente insatisfação com a maneira que a DC estava interferindo cada vez mais em seu trabalho, Moore decidiu sair do mainstream dos quadrinhos. Em 2005, ele comentou que "eu amo a mídia dos quadrinhos. Eu, a bem da verdade, detesto a indústria dos quadrinhos. Diria que daqui a 15 meses, eu provavelmente irei parar com quadrinhos comerciais do mainstream". O único trabalho que da ABC que Moore continuou foi The League of Extraordinary Gentlemen; depois de cortar laços com a DC, ele lançou uma nova saga da Liga, Volume III: Century, numa parceria com a Top Shelf Productions e a Knockabout Comics. A primeira parte foi lançada em 2009, a segunda, em 2011 e a terceira em 2012. Em 2006, a edição completa de Lost Girls foi publicada, numa edição de luxo de três volumes de capa dura. No mesmo ano, Moore publicou um artigo de oito páginas que traçava a história da pornografia, no qual ele argumentava que o pulso e o sucesso de uma sociedade estavam relacionados à sua permissividade em questões sexuais. Criticando que o consumo de uma pornografia ubíqua e contemporânea ainda era considerado, em grande parte, vergonhoso, ele anunciou uma nova e mais artística pornografia que pudesse ser abertamente discutida e que teria um impacto benéfico na sociedade. Ele aprofundou este ponto em 2009 em seu longo ensaio 25,000 years of Erotic Freedom, que foi descrito por um crítico como uma "palestra de história profundamente espirituosa - algo como uma coleção Horrible Histories para adultos."
Primeiros passos: 1978—1980
Depois de abandonar seu emprego no escritório, ele decidiu, ao invés, escrever e ilustrar seus próprios quadrinhos. Moore já havia produzido algumas tirinhas para diversas revistas e fanzines alternativos, como Anon E. Mouse, para o jornal local Anon, e St. Pancras Panda, uma paródia do personagem Paddington Bear, para o Back Street Bugle de Oxford. Seu primeiro trabalho pago foi por alguns desenhos que foram publicados na revista de música NME. Pouco tempo depois, conseguiu publicar uma série sobre um detetive particular conhecido como Roscoe Moscow na revista de música semanal Sounds. Moore publicou a série sob o pseudônimo Curt Vile (um trocadilho com o nome do compositor Kurt Weill), ganhando £35 por semana. Paralelo a isso, ele e Phyllis, com sua filha recém-nascida Leah, começaram a receber a jobseeker's allowance, uma espécie de seguro-desemprego da Inglaterra, para complementar sua renda. Pouco tempo depois, em 1979, também começou a publicar uma nova tirinha chamada Maxwell the Magic Cat (Maxwell, o Gato Mágico no Brasil) no jornal Northants Post, sob o pseudônimo Jill de Ray (um trocadilho com o infanticida medieval Gilles de Rais, o que Moore considerou uma "piada sardônica"). Ganhando mais £10 por semana deste trabalho, ele decidiu sair da seguridade social. Ele continuaria a escrever Maxwell the Magic Cat até 1986. Moore disse que ficaria feliz em continuar as aventuras de Maxwell indefinidamente, mas terminou a tirinha depois que o jornal publicou um editorial negativo acerca do lugar de homossexuais na comunidade. Nesse meio tempo, Moore decidiu se dedicar mais a somente escrever quadrinhos ao invés de escrever e desenhá-los, afirmando que "depois que eu estava fazendo [isso] há alguns anos, eu percebi que nunca seria capaz de desenhar bem e/ou rapidamente o suficiente para conseguir de fato uma vida decente como artista."
Marvel UK, 2000AD e Warrior: 1980–1984
De 1980 até 1984, Moore trabalhou como escritor freelancer e foi oferecido uma enxurrada de trabalhos de diversas empresas de quadrinhos do Reino Unido, nomeadamente, a Marvel UK e as editoras de 2000 AD e Warrior. Posteriormente, comentou que "lembrava-se que o que estava geralmente acontecendo era que todo mundo estava me oferecendo trabalho, por medo que eu fosse oferecido trabalho por seus rivais. Então, todo mundo estava me oferecendo coisas." Foi uma era na qual os quadrinhos estavam aumentado sua popularidade no Reino Unido e, de acordo com Lance Parkin, "a cena de quadrinhos britânica estava se fortalecendo como nunca antes, e estava claro que o público acompanhava a revista à medida que amadureciam. Quadrinhos não eram mais somente para garotos infantis: adolescentes - mesmo estudantes de primeira linha e universitários - também estavam lendo quadrinhos agora."
O mainstream americano e DC Comics: 1983-1988
O trabalho de Moore na 2000 AD chamou a atenção de Len Wein, editor da DC Comics na época, que o contratou em 1982 para escrever a revista Saga do Monstro do Pântano, na época um quadrinho de monstro repetitivo e que não vendia bem. Moore, com os artistas Stephen Bissette, Rick Veitch e John Totleben, desconstruiu e reimaginou o personagem, escrevendo uma série de histórias formalmente experimentais que tratavam de questões sociais e ambientais ao lado da fantasia e do horror, animado pela pesquisa acerca da cultura da Luisiana, onde se passavam as histórias. Para Monstro do Pântano, ele reviveu vários dos personagens mágicos e sobrenaturais da DC, incluindo o Espectro, Etrigan, o Vingador Fantasma, Deadman e outros, além de criar John Constantine, um mago de classe operária, cujo visual foi baseado no músico inglês Sting. Mais tarde, Constantine se tornou o protagonista da série Hellblazer, que se tornou a série mais longa da Vertigo, com 300 edições. Moore continuaria a escrever Monstro do Pântano por quase quatro anos, da edição #20 (janeiro de 1984) até a #64 (setembro de 1987) com a exceção dos números #59 e #62. A temporada de Moore em Monstro do Pântano foi bem sucedida tanto crítica quanto comercialmente e inspirou a DC a recrutar escritores europeus e, especialmente, britânicos, como Grant Morrison, Jamie Delano, Peter Milligan e Neil Gaiman, para escrever quadrinhos numa veia similar, geralmente envolvendo recriações radicais de personagens obscuros. Estes títulos serviram de fundação para o que se tornaria a linha Vertigo.
Período independente e Mad Love: 1988-1993
Após abandonar a DC Comics e o mainstream, Moore, com sua esposa Phyllis e sua amante mútua Deborah Delano, começaram sua própria editora, que chamaram de Mad Love. Os trabalhos que publicaram pela Mad Love se distanciaram dos gêneros de ficção científica e super-heróis que Moore estava acostumado a escrever. Ao invés deles, a editora se focou no realismo, em pessoas comuns e em causas políticas. A primeira publicação da Mad Love, AARGH, foi uma antologia de trabalhos de diversos autores (incluindo Moore) que desafiaram a então recém introduzida Cláusula 28 do governo de Thatcher, uma lei feita para prevenir conselhos e escolas de "promover a homossexualidade". As vendas do quadrinho foram dirigidas para a Organização de Ação Lésbica e Gay e Moore se disse "bastante satisfeito" com isso, afirmando que "não havíamos impedido esta proposta de se tornar lei, mas havíamos nos unido ao tumulto geral contra ela, o que a impediu de se tornar tão maliciosamente eficaz quanto seus criadores haviam pretendido." Depois de AARGH, Moore publicou outro trabalho político, Shadowplay: The Secret Team, um quadrinho ilustrado por Bill Sienkiewicz para a Eclipse Comics e comissionada pelo Instituto Christic, que foi incluído como parte da antologia Brought to Light, uma descrição das transações secretas de tráfico de armas e drogas da CIA. Em 1998, "Brought to Light" foi adaptado por Moore, em colaboração com o compositor Gary Lloyd, como uma obra narrativa musical e lançada em CD.
Retorno ao mainstream e Image Comics: 1993-1998
Em 1993, Moore se declarou um mago cerimonialista. O ano também marcou a volta de Moore à indústria mainstream de quadrinhos e seu retorno à escrever quadrinhos de super-heróis. Ele fez isso através da Image Comics, amplamente conhecida na época por seu estilo artístico chamativo, violência explícita e mulheres seminuas de seios grandes, algo que chocou muitos de seus fãs. Logo depois de seu primeiro trabalho publicado pela Image, uma edição da série Spawn, Moore criou sua própria minissérie, 1963, que era um "pastiche das histórias que Jack Kirby desenhou para a Marvel nos anos 60, com seu estilo exagerado, personagens coloridos e estilo cósmico." De acordo com Moore, "depois que terminei 1963, eu me tornei consciente do quanto o público de quadrinhos havia mudado enquanto eu estava longe [desde 1988]. De repente, pareceu que a maior parte do público queria, de fato, coisas que quase não tinham história, apenas várias artes de página inteira com pin-ups. E eu estava genuinamente interessado em ver se conseguiria escrever uma história decente para aquele mercado."
America's Best Comics: 1999–2008
Jim Lee, na época sócio da Image, ofereceu a Moore seu próprio selo, o qual ficaria sob o controle da companhia de Lee WildStorm Productions. Moore chamou seu selo de America's Best Comics, juntando vários artistas e escritores para ajudá-lo nesta empreitada. Lee logo vendeu a Wildstorm - incluindo a America's Best Comics - para a DC Comics e "Moore se achou de volta na empresa para a qual ele havia jurado nunca mais trabalhar". Lee e o editor Scott Dunbier viajaram à Inglaterra para assegurar Moore de que ele não seria afetado pela venda e não teria de lidar com a DC diretamente. Moore decidiu que havia muitas pessoas envolvidas no projeto para desistir dele e, então, a ABC foi lançada no início de 1999.
Temas e influências
Em vários dos quadrinhos nos quais Moore assumiu o lugar de roteiristas anteriores (incluindo Marvelman, Swamp Thing e Supreme), ele se utilizou da "familiar tática de apagar o que havia acontecido antes, dar amnésia ao herói e revelar que tudo que havíamos aprendido até aquele ponto era mentira." Desta forma, ele era capaz dar um novo começo aos personagens e à série, além de não ficar restringido pelos eventos que haviam acontecido anteriormente. Esta tática de Moore aparece em um comentário do artista Joe Rubinstein, que, falando sobre a restritividade do que pode ser feito em séries de quadrinhos, deu o exemplo de um artista que estaria limitado com o que poderia ser feito com o Homem-Aranha, "a menos que você fosse Alan Moore, que, provavelmente, o mataria e o traria de volta à vida como uma aranha de verdade ou algo assim."
Reconhecimento e prêmios
O trabalho de Moore nos quadrinhos é amplamente reconhecido por seus pares e críticos. O historiador de quadrinhos George Khoury afirmou que "chamar este espírito livre de o melhor escritor na história dos quadrinhos é um eufemismo", enquanto que o entrevistador Steve Rose se referiu a ele como "o Orson Welles dos quadrinhos" e de "o indiscutível sumo sacerdote desta mídia, cujas palavras são recebidas como uma mensagem do éter" pelos fãs de quadrinhos. O crítico Douglas Wolk observou: "Moore conseguiu, indiscutivelmente, entrar no Hall da Fama: ele é um dos pilares dos quadrinhos anglófonos, ao lado de Jack Kirby e Will Eisner e Harvey Kurtzman e poucos outros. Ele também é a grande exceção neste Hall, dado que os outros pilares são artistas - e, na maior parte dos casos, escritores/artistas. Moore é escritor quase que exclusivamente, embora seus roteiros hiper detalhados sempre se valham dos pontos fortes dos artistas com quem trabalha. Isso faz dele a principal anomalia na teoria do autor de quadrinhos. A razão principal pela qual quase ninguém está disposto a afirmar que um único cartunista é categoricamente superior à uma equipe formada por um escritor e um artista é que tal regra iria se chocar diretamente com a bibliografia de Moore. Em verdade, alguns cartunistas que quase sempre escrevem as histórias que desenham abriram exceções para Moore: Jaime Hernandez, Mark Beyer e Eddie Campbell."
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Ao longo dos anos, dado o sucesso dos quadrinhos de Moore, diversos cineastas expressaram vontade de levá-los para o cinema. O próprio autor se opôs, sistematicamente, a tais empreitadas, afirmando: "Eu quis dar aos quadrinhos um lugar especial quando estava escrevendo coisas como Watchmen. Quis demonstrar quais eram as possibilidades da mídia dos quadrinhos, e o cinema é completamente diferente." Expressando sentimentos similares, ele também comentou que "se olharmos os quadrinhos apenas em relação ao cinema, então filmes que não se movem é o melhor que eles poderão ser. Achei, no meio dos anos 80, preferível me concentrar naquilo que apenas os quadrinhos poderiam alcançar. A maneira pela qual uma imensa quantidade de informação poderia ser incluída em cada quadro, a justaposição entre o que um personagem dizia e a imagem que o leitor observava. Então, de certa forma... a maior parte do meu trabalho desde os anos 80 foi criada para ser infilmável."
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Desde sua adolescência, Moore usa cabelo longo e, desde a idade adulta, usa barba. O autor criou o hábito de usar uma variedade de anéis em suas mãos, levando-o a ser descrito como um "cruzamento entre Hagrid e Danny do filme Withnail and I", que poderia ser facilmente confundido como "o excêntrico da vila." Nascido e criado em Northampton, ele continua a viver na cidade, e utilizou a história dela como base para seu romance Voice of the Fire. Sua casa é simples, possui um terraço e foi, em 2001, descrita por um entrevistador como "algo parecido com uma livraria de ocultismo em permanente reforma, com discos, vídeos, artefatos mágicos e estatuetas de quadrinhos espalhadas entre estantes cheias de tomos místicos e pilhas de papel. O banheiro, com uma decoração azul-dourada e uma generosa banheira, é palaciano; o resto da casa talvez nunca tenha visto um aspirador de pó. Este é, claramente, um homem que passa pouco tempo no plano material." Moore gosta de viver em sua cidade natal, sentindo que ela lhe proporciona um nível agradável de obscuridade, comentando que "nunca quis ser uma celebridade." Além disso, é vegetariano.
Religião e magia
Em 1993, em seu quadragésimo aniversário, Moore declarou abertamente sua dedicação em se tornar um mago cerimonial, algo que viu como "uma etapa final lógica na minha carreira de escritor". De acordo com uma entrevista concedida em 2001, sua inspiração para fazer isto veio no início dos anos 90, quando estava escrevendo From Hell, que continha muito simbolismo maçônico e ocultista: "Um balão de diálogo em From Hell sequestou completamente minha vida... Um personagem disse algo do tipo 'o único lugar onde deuses, indiscutivelmente, existem é na mente humana.' Depois que escrevi isso, percebi que havia, acidentalmente, feito uma declaração verdadeira e, agora, teria de reorganizar toda minha vida ao redor dela. A única coisa que parecia, de fato, apropriada era se tornar um mago." Moore associa fortemente magia e escrita: "Acredito que magia é arte, e que arte, quer seja música, escrita, escultura ou qualquer outra forma, é literalmente magia. Arte é, como magia, a ciência de manipular símbolos, palavras ou imagens para realizar mudanças na consciência... Em verdade, lançar um feitiço é, simplesmente, soletrar algo,[nota 1] manipular palavras, mudar a consciência das pessoas, e é por isso que acredito que um artista ou escritor é a coisa mais próxima, no mundo contemporâneo, de um xamã."
Pontos de vista políticos
Moore se identifica politicamente como um anarquista e descreveu sua interpretação da filosofia anarquista, assim como sua aplicação à escrita de ficção, numa entrevista com Margaret Killjoy, reunida no livro Mythmakers and Lawbreakers (2009): Acredito que todos os estados políticos são, em verdade, variações ou consequências de uma estado básico de anarquia; afinal, quando se menciona a ideia de anarquia para a maioria das pessoas, elas lhe dirão que é uma ideia ruim, pois o maior grupo iria simplementes dominar os outros, que é, praticamente, como eu vejo a sociedade contemporânea. Vivemos numa situação anarquista mal desenvolvida, na qual o maior grupo dominou os outros e declarou que não se trata de uma situação anarquista – que é uma situação capitalista ou comunista. Contudo, costumo pensar que a anarquia é a mais natural das formas de política que um ser humano pode praticar.
Teorias da conspiração
Pesquisando teorias da conspiração para seu quadrinho Brought to Light, Moore desenvolveu suas próprias opiniões sobre o tema de uma conspiração global, afirmando que "Sim, há uma conspiração, em verdade, há diversas conspirações, todas tropeçando umas nas outras... O principal que aprendi sobre teorias da conspiração é que teóricos da conspiração acreditam na conspiração por que isto é mais reconfortante. A verdade é que o mundo é caótico. A verdade é que não é a conspiração de banqueiros judaicos, ou Greys, ou reptilianos de três metros de outra dimensão que estão no comando, a verdade é muito mais assustadora: ninguém está no comando, o mundo está completamente sem rumo."
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O trabalho de Moore no âmbito dos quadrinhos tem sido amplamente reconhecido por seus pares e pela crítica. Como resultado, o autor conquistou uma enorme gama de prêmios e indicações ao longo dos anos. Abaixo estão listados os Prêmios Eisner, mas o autor ganhou também outros prêmios, como o Harvey Award, o Hugo Award, o Prometheus Award e vários Jack Kirby Awards.


