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Romanização do árabe

A romanização do árabe corresponde a diferentes abordagens e métodos existentes para fazer a romanização do árabe. Elas variam na maneira que tratam os problemas inerentes de renderização escrita e fala do árabe no alfabeto latino. Exemplos de tais problemas são os símbolos dos fonemas árabes que não existem em português ou outras línguas europeias; os meios de representar o artigo definido em árabe, que é sempre escrito da mesma maneira que escrito em árabe, mas tem inúmeras pronúncias da língua falada dependendo do contexto; e a representação de vogais curtas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/08/2026
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Método

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Romanização é frequentemente denominado "transliteração", mas isso não é tecnicamente correto. A transliteração é a representação direta de letras estrangeiras usando símbolos latinos, enquanto a maioria dos sistemas de romanização do árabe são realmente transcrições de sistemas, que representam o som da língua. Como exemplo, a renderização "munāẓarat al-huruf al-'arabīyah" do árabe: مناظرة الحروف العربية é uma transcrição, indicando a pronúncia; um exemplo de transliteração seria "mnaẓrḧ alḥrwf al'rbyḧ".

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Alfabeto árabe e a intervenção externa

Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse

Tem havido muitos casos de movimentos externos para converter a escrita árabe em alfabeto latino ou para romanizar o idioma.

Líbano

Um jornal de Beirute, o La Syrie, fez uma tentativa de mudança de escrita árabe para o alfabeto latino em 1922. A principal cabeça deste movimento era Louis Massignon, um orientalista francês, que trouxe a sua preocupação perante a Academia de Idiomas árabe em Damasco em 1928. A tentativa de Massignon em romanização não como a Academia e a população viu a proposta como uma tentativa do mundo ocidental para assumir seu país. Sa'id Afghani, um membro da Academia, afirmou que o movimento para romanizar era o roteiro de um plano sionista para dominar o Líbano.

Egito

Após o período do colonialismo no Egito, os egípcios estavam à procura de uma maneira de recuperar e enfatizar a cultura egípcia. Como resultado, alguns egípcios se viram levados para uma egiptonização da língua árabe, em que o árabe formal e o árabe coloquial seriam combinados em uma língua e o alfabeto latino seria usado. Havia também a ideia de encontrar uma maneira de usar hieróglifos em vez do alfabeto latino. Um erudito, Salama Moussa, concordou com a ideia de aplicar um alfabeto latino para o árabe, pois ele acreditava que permitiria ao Egito ter uma relação mais próxima com o ocidente. Ele também acreditava que o alfabeto latino foi fundamental para o sucesso do Egito no que dizia respeito a permitir mais avanços na ciência e na tecnologia. Esta mudança na escrita, para ele, iria resolver os problemas inerentes com o árabe, como a falta de vogais escritas e as dificuldades ao escrever palavras estrangeiras. Ahmad Lutfi As Sayid e Muhammad Azmi, dois intelectuais egípcios, concordavam com Musa e apoiavam o impulso para a romanização. A ideia de que a romanização foi necessário para a modernização e o crescimento do Egito continuou com Abd Al Aziz Fahmi, em 1944, que foi o presidente da Comissão de Redação e Gramática para o Arabic Language Academy no Cairo. Este desejava e acreditava e na implementação da romanização de uma forma que permitiria que as palavras e grafias permanecessem um pouco familiar para o povo egípcio. No entanto, este esforço não vingou, pois o povo egípcio sentia um forte vínculo cultural com o alfabeto árabe, especialmente a geração mais velha. Eles acreditavam que o alfabeto árabe tinha fortes ligações com os valores e história árabes.

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Padrões de romanização e sistemas

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Esta lista é ordenada cronologicamente. Negrito indica manchetes de colunas como aparecem na tabela abaixo. A tabela (não-normativa) comparando romanizações usando DIN 31635, ISO 233, ISO/R 233, da ONU, ALA-LC, e Encyclopædia de sistemas Islam está disponível aqui:

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Questões da romanização

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Qualquer sistema de romanização tem que tomar uma série de decisões que são dependentes de seu campo de aplicação pretendido.

Vogais

Um problema básico é que o árabe escrito é normalmente não vocalizado; isto é, muitas das vogais não são escritas, e deve ser fornecida pelo conhecimento prévio de um leitor familiarizado com a língua. Dessa forma, não dá a um leitor não familiarizado com a linguagem informações suficientes para a pronúncia exata. Como resultado, uma transliteração pura, por exemplo, tornando قطر como qṭr, não faz sentido para um leitor inexperiente. Por esta razão, às transcrições são geralmente adicionadas vogais, por exemplo, qaṭar. No entanto, os sistemas de não vocalização correspondem exatamente à escrita árabe, ao contrário dos sistemas vocalizados como o chat árabe, que alguns afirmam diminuir a capacidade de soletrar.

Transliteração vs transcrição

A maioria dos usos da romanização é para transcrição, em vez da chamada transliteração. Em vez de transliterar cada letra escrita, eles tentam reproduzir o som das palavras de acordo com as regras de ortografia da língua alvo: Qaṭar. Isso se aplica igualmente para aplicações científicas e populares. A transliteração pura, por exemplo, teria de omitir as vogais (ex: qṭr ), dificultando o resultado de interpretar, com exceção de um subconjunto de leitores treinados e fluentes em árabe. Mesmo que as vogais sejam adicionadas, um sistema de transliteração ainda precisa distinguir entre várias formas de soletrar o mesmo som na escrita árabe, por exemplo: alif ا vs. alif maqṣūrah ى para o som /aː/ ā, e as seis maneiras diferentes (ء إ أ آ ؤ ئ) de escrever a oclusiva glotal (hamza, geralmente transcrita ʼ ). Esse tipo de detalhe é desnecessário e confuso, exceto em pouquíssimas situações (por exemplo, tipografia no texto em escrita árabe).

Transliteração e suas circunstâncias históricas

Existem diversas normas para a transliteração de árabe, mas nenhuma fixada para a língua portuguesa. Por causa das circunstâncias históricas, principalmente da divisão do Mundo Árabe em diferentes áreas de influência pelas potências europeias nos séculos XIX e XX, há padrões que adaptam os sons árabes para as ortografias francesa, inglesa, espanhola, italiana e alemã, cada qual seguindo sua própria lógica. Como a influência portuguesa na região é relativamente inexpressiva desde o século XVI (da derrota em Alcácer-Quibir em diante), não existe uma norma fixada para transliterar o árabe para nossa língua. O próprio nome Alcácer-Quibir (ou al-Kasr al-Qibir) é um exemplo de como poderia ser este padrão, mas não é possível partir de modelos com quase 500 anos de idade para adaptar os nomes próprios atuais.

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