Ahmad al-Alawi
O xeque Ahmad al-Alawi foi um dos últimos grandes representantes da mística islâmica no mundo contemporâneo.
Foi o fundador de uma das mais importantes confrarias sufis contemporâneas, a Darqawia Alawia, ramo da ordem Shadhilia, originária do século XIII, e o qutub ("polo espiritual" ou principal santo de uma época, no caso a primeira metade do século XX). Al-Alawi teve alguns seguidores europeus, entre eles Frithjof Schuon e Martin Lings; este último escreveu sua aclamada biografia A Sufi Saint of the Twentieth Century. No início do século XX, sua confraria chegou a contar com dezenas de milhares de discípulos em todo o Magrebe e na Europa. O místico muçulmano começou sua jornada espiritual em 1894, quando se tornou discípulo, no vizinho Marrocos, do xeque Muhammad al-Buzidi, da tariqa (ordem mística muçulmana) Darqawia. Após a morte de Buzidi, em 1909, retornou a Mostaganém e em 1914 estabeleceu sua confraria, denominada Alawia em homenagem ao quarto califa, Ali, genro do profeta Maomé — que lhe apareceu numa visão e lhe deu o nome para a nova fraternidade.[carece de fontes?]


