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Ayaan Hirsi Ali

Ayaan Hirsi Ali é uma ativista, escritora, política e cristã somali-holandesa-americana, que é conhecida por seus pontos de vista críticos do Islão e defesa dos direitos e da autodeterminação das mulheres muçulmanas, opondo-se activamente aos casamentos forçados, crimes de "honra", casamentos infantis, e mutilação genital feminina. Filha do político somali e líder da oposição Hirsi Magan Isse, ela é uma das fundadoras da organização de defesa dos direitos das mulheres AHA Foundation.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/08/2026
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Biografia

Imagem: Gage Skidmore · BY-SA · Openverse

Primeiros Anos

Ayaan Hirsi Ali nasceu em Mogadíscio, na Somália, em 1969. Seu pai, Hirsi Magan Isse, era um proeminente membro da Frente Democrática de Salvação da Somália e uma figura de destaque na Revolução Somaliana, opondo-se ao regime socialista de Siad Barre. Pouco depois de ela nascer, seu pai foi preso, e na sua ausência, aos 5 anos de idade, Ayaan e a sua irmã de 4 anos sofreram a infibulação do clitóris numa cerimônia organizada pela avó, apesar da oposição do pai a esta prática. Também chamada de excisão faraônica, a infibulação é considerada a pior de todas, pois, após a amputação do clitóris e dos pequenos lábios, os grandes lábios são seccionados, aproximados e suturados com espinhos de acácia, sendo deixada uma minúscula abertura necessária ao escoamento da urina e da menstruação. Esse orifício é mantido aberto por um filete de madeira, que é, em geral, um palito de fósforo. As pernas devem ficar amarradas durante várias semanas até a total cicatrização. Assim, a vulva desaparece sendo substituída por uma dura cicatriz. Por ocasião do casamento a mulher será “aberta” pelo marido ou por uma “matrona”, mulher mais experiente designada a isso. Mais tarde, quando se tem o primeiro filho, essa abertura é aumentada. Algumas vezes, após cada parto, a mulher é novamente infibulada.

Na Holanda

Em 1992 Ayaan chegou aos Países Baixos em circunstâncias que ainda não são totalmente claras. Segundo conta Ayaan, o seu pai pretendia casá-la contra a sua vontade com um primo residente no Canadá, o que acabou por acontecer mesmo sem a presença dela ou a sua assinatura, o que é possível pelas leis islâmicas. Enquanto aguardava na Alemanha pelos documentos que lhe permitiriam entrar no Canadá, Ayaan decidiu fugir para os Países Baixos, onde pediu asilo político e obteve uma autorização de residência após algumas semanas. No início, ela teve vários empregos temporários, entre outros como empregada de limpeza e separadora de correio. Aprendendo holandês, tirou um curso de Ciência Política na Universidade de Leiden. Trabalhou como tradutora num centro de refugiados de Roterdão.

Nos Estados Unidos

Convidada pelo American Enterprise Institute em Washington, ela mudou-se para os Estados Unidos em 2006. O Governo holandês continuou, durante algum tempo, a garantir-lhe segurança pessoal, que, actualmente, é financiada por doações de privados. O seu activismo continuou a provocar controvérsias, com as habituais ameaças de morte. Em 17 de abril de 2007, a comunidade muçulmana de Johnstown, Pensilvânia, protestou contra a palestra planeada de Hirsi Ali no campus local da Universidade de Pittsburgh. O Imam Fuad El Bayly afirmou que Hirsi Ali merecia a morte, mas devia ser julgada e condenada num país islâmico. Em 25 de setembro de 2007, Hirsi Ali recebeu seu cartão de residente permanente nos Estados Unidos. O ministro holandês da justiça Hirsch Ballin informou-a da sua decisão de que, a partir de 1 de outubro de 2007, o governo holandês já não pagaria a sua segurança no estrangeiro. Nesse ano, ela recusou uma oferta de viver na Dinamarca, dizendo que pretendia ficar nos Estados Unidos.

Controvérsias

No início de 2014, a Brandeis University, em Massachusetts, anunciou que iria conceder a Hirsi Ali um título honorário. Logo se seguiram protestos estudantis, e o ramo da Associação de Estudantes Muçulmanos (MSA) na universidade considerou que isso era "uma violação directa do próprio código moral da universidade, assim como dos direitos de todos os estudantes de Brandeis" e acrescentou um avisoː "Não vamos tolerar um ataque à nossa fé". 86 membros do Corpo Docente exigiram que o título fosse cancelado, o que aconteceu de facto. Um dos vectores principais para isso foi o Conselho para as Relações Americano-Islâmicas (CAIR), que rotulou Hirsi Ali de "famosa Islamofóbica"; Ibrahim Hooper afirmou que Ali era "uma das piores dos piores inimigos do Islão na América, não só na América, mas em todo o mundo". CAIR afirmou, entre outros pontos, que ela em seu discurso de aceitação do prêmio Axel Springer (em 2012), "pareceu expressar simpatia pelo assassino em massa Anders Breivik, que incluiu escritos seus no seu manifesto". Jeffrey Tayler, escrevendo para o magazine online Quillette, comenta que de modo algum é esse o caso, e recomenda a audição do discurso, disponível na Internet.

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Fontes consultadas

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