Pesquisa · Mapa mental

Anders Breivik

Anders Behring Breivik, também conhecido como Fjotolf Hansen, é um terrorista cristão, ativista da extrema-direita norueguesa, e o autor confesso dos atentados na Noruega que mataram 77 pessoas e feriram outras 51 pessoas, no dia 22 de julho de 2011.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
01

Biografia

Anders Breivik nasceu em Oslo em 13 de fevereiro de 1979, filho da enfermeira Wenche Behring com o economista civil Jens David Breivik, que trabalhava como diplomata para a embaixada da Noruega em Londres, e mais tarde Paris. Quando criança, Anders estudou na Smestad Grammar School, no Ris Junior High, nas escolas secundaristas Hartvig Nissens e Oslo Commerce School. Ele escolheu passar pela crisma na luterana Igreja da Noruega aos 15 anos de idade. Mais tarde, o jovem Breivik foi isento do recrutamento para o serviço militar no exército norueguês e não recebeu treinamento militar — o Departamento de Defesa Norueguês que conduziu o processo de análise declarou que ele foi considerado "inapto para o serviço militar" na avaliação obrigatória de recrutamento. Em 1997, aos 18 anos, o norueguês perdeu 369 mil dólares no mercado de ações. Mais tarde, aos 21 anos de idade, Anders trabalhava no departamento de atendimento ao cliente de uma empresa norueguesa. De acordo com seus supervisores ele interagia com "pessoas de todos os países" e era "gentil com todos". Um ex-colega de trabalho descreveu-o como um "colega excepcional", e um amigo próximo afirmou que Breivik normalmente ostentava um grande ego e que podia perder a calma facilmente com pessoas originárias do Oriente Médio, ou do Sudeste Asiático.

Atentados de 22 de julho de 2011 na Noruega

De acordo com o próprio Anders Breivik, ele teria começado a planejar o atentado quando tinha 23 anos de idade. Não existem evidências suficientes para concluir que Breivik recebeu ajuda, mas a polícia não descarta essa possibilidade. Ele admitiu vestir-se como um policial, entrar em 22 de julho de 2011, no terreno de um acampamento de jovens da Arbeiderpartiet norueguês (Partido dos Trabalhadores) na ilha de Utøya, abrir fogo contra as crianças e adolescentes presentes, matando pelo menos 68 deles naquele momento. Ele também confessou a autoria das explosões combinadas ocorridas duas horas antes em Oslo. Anders Behring Breivik foi preso em Utøya, onde ficou sob custódia da polícia.

Condenação

Ele foi condenado por unanimidade no dia 24 de agosto de 2012, em Oslo, a 21 anos de prisão prorrogáveis, sendo declarado responsável pelas 77 mortes causadas em um duplo atentado no dia 22 de julho de 2011, em Oslo e na ilha de Utoya, na Noruega, ao disparar contra um acampamento de jovens trabalhistas depois de detonar uma bomba perto da sede do governo norueguês. Por decisão do tribunal de Oslo, a sentença é prorrogável e pode se estender indefinidamente caso a Justiça norueguesa entenda que o réu continua a representar um perigo para a sociedade. Anders Behring Breivik sorriu ao ouvir o veredicto da justiça, fez a saudação nazista, pedindo desculpas aos extremistas por não ter conseguido matar mais pessoas no ataque pelo qual foi condenado a 21 anos de prisão, numa prova de que o assassino em massa norueguês permaneceu desafiador até o fim. O criminoso afirmou estar satisfeito com a condenação, de modo que não houvesse dúvida sobre sua sanidade e sua ideologia e portanto não pretendia recorrer da sentença. Para o autoproclamado guerreiro em batalha contra o multiculturalismo e a "invasão do Islã", a sentença máxima de 21 anos de prisão e, não o confinamento num hospital psiquiátrico, foi uma vitória pois considerava que ser enviado para uma instituição psiquiátrica (como peticionado pelos promotores), seria um destino "pior do que a morte".

Cumprimento da pena

Em fevereiro de 2014, o condenado Breivik ameaçou iniciar uma greve de fome em sinal de protesto pelas condições de sua prisão. Uma das exigências do condenado seria a obtenção de novos jogos de video game. O terrorista enumerou várias outras pequenas queixas que incluíam a substituição do Playstation 2 que dispõe por um modelo mais recente, além do acesso a jogos para adultos à sua escolha. Ele tachou como "tortura" o isolamento que sofria no cárcere, exigindo a possibilidade de caminhar e de se comunicar, e também o acesso a um computador "em vez da inútil máquina de escrever com tecnologia de 1873". Entre as reclamações também pedia o aumento do seu pagamento semanal. Seu advogado levou o caso à Corte Europeia de Direitos Humanos, porém seus pedidos foram rejeitados pelo órgão julgador.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando