Pesquisa · Mapa mental

Agricultura no Paraná

A agricultura no Paraná é, historicamente, uma das principais atividades econômicas desse estado brasileiro. Os mais importantes produtos da agricultura paranaense são o trigo, o milho, o feijão e a soja, riquezas das quais foram obtidos recordes de safra, competindo com os demais estados. Em 2019 a safra paranaense de grãos de verão foi estimada em 23,3 milhões de toneladas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
01

Celeiro agrícola e cooperativismo

Em território paranaense, a zona de produção atinge altos índices produtivos e, em sua estrutura fundiária, são predominantes as diminutas fazendas. Seus solos são férteis e sua topografia é conhecida por ser propícia, e isso tornou o Paraná, em algumas dezenas de anos, numa das principais unidades federativas do Brasil em que a agricultura produz muitas frutas, verduras e legumes. O Paraná, denominado de “Celeiro Agrícola”, deu a sua colaboração com mais de um quarto de alimentos e de matéria-prima produzidos no Brasil para a atividade agroindustrial. As atividades que as cooperativas agrícolas desenvolvem, são fatores principais para as do setor primário no Paraná. As cooperativas, no Paraná, impulsionaram mais na década de 1960, tendo exercido importância cada vez maior da função nas atividades rurais consolidadas. Plantam, colhem, armazenam, criam animais, exportam produtos e implantam a agroindústria rural. Ainda, por intermédio de um cooperativismo que atua, elas oferecem assistência técnica e orientam para educar e melhorar a saúde de seus associados.

02

Cafeicultura

O café é um dos principais produtos da agricultura no Paraná. O café paranaense é vendido em outros países, gerando muito lucro, o que acontece de importante para a economia do Brasil. A cafeicultura requer clima cálido, permeabilidade e profundidade do solo, e seu grande inimigo é a geada. No final do século XIX, lavradores paulistas e mineiros iniciaram a formação de fazendas de café no norte do estado, rico em terras férteis, de solo conhecido como "terra roxa". A esse tipo de ocupação veio juntar-se a colonização dirigida, tanto oficial como particular. Ocorreram também novas levas de colonos imigrantes, notadamente japoneses, italianos e alemães. Em 1924 Lord Lovat visitou o Paraná e três anos depois obteve do governo uma concessão de 500 mil alqueires de terra no norte do estado. Fundou então a Paraná Plantation Ltd. que, ao lado da Companhia de Terras do Norte do Paraná e da Companhia Ferroviária do Norte do Paraná, executou o plano de colonização dessa região. O eixo da operação foi Londrina, que a partir daí cresceu em ritmo vertiginoso.

03

Cereais e leguminosas

O termo “cereais” é a denominação dada a certos vegetais cujas sementes (grãos) podem ser diminuídas à farinha para a nutrição. Os mais importantes cereais plantados no Paraná são: milho, arroz e trigo. O milho é uma gramínea de origem sul-americana porque, durante o descobrimento do Novo Mundo por Cristóvão Colombo, já era plantado pelos indígenas. O milho plantado mostra uma grande quantidade de benefícios em cima do trigo: requer pouco solo e pouco clima, oferece os mais diversos produtos e alimenta, ademais, o homem, também sustém os animais. No Paraná, as microrregiões que mais produzem milho são as de Toledo, de Francisco Beltrão, de Cascavel, de Guarapuava, de Pato Branco, de Ponta Grossa, de Foz do Iguaçu e de Capanema. O arroz é, hoje, o cereal mais consumido no mundo inteiro. Plantado no país inteiro, o que transforma o Brasil numa nação que produz muito arroz no mundo. No Paraná, esta cultura é desenvolvida com maior quantidade de arroz de sequeiro. As principais microrregiões que mais produzem arroz são as de Guarapuava, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Paranavaí, Campo Mourão, Ponta Grossa, Jacarezinho e Wenceslau Braz.

04

Plantas industriais

Integram esse grupo, os vegetais plantados de modo a oferecer matéria-prima para a atividade fabril. São eles: algodão, amendoim, rami, mamona, cana-de-açúcar e fumo. O algodão é uma riqueza principal na agricultura do Paraná. O algodão oferece fibras para fabricar tecidos e sementes para produzir óleo e ração animal. Merecem destaque, como produtores de algodão, as microrregiões de Goioerê, Toledo, Umuarama, Cornélio Procópio, Campo Mourão, Ivaiporã, Astorga e Cascavel. As condições mais favoráveis de cultivo de amendoim encontram-se na região do arenito Caiuá. O amendoim é uma planta oleaginosa industrialmente valiosa. As microrregiões que mais produzem amendoim são as de Toledo, Umuarama, Cianorte, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Pato Branco, Cascavel e Astorga. O rami é um vegetal têxtil, ou seja, próprio para a produção de roupas, e planta herbácea de origem asiática. Ela foi difundida no Brasil, no começo do século XX. O rami é adaptado a toda categoria de terreno e aos climas tropical e subtropical. O rami oferece fibra valiosa, devido ao aspecto que tem de ser mesclado com facilidade entre o algodão, a seda, a lã e o linho. Uraí, no Norte Pioneiro, foi o primeiro município a plantar rami no Paraná. A plantação cresceu porque a indústria têxtil em São Paulo estava interessada no rami e também devido à destruição dos cafezais do Norte do Paraná pelas geadas. As microrregiões que mais produzem rami são as de Londrina, Assaí, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Goioerê, Faxinal, Floraí e Porecatu.

05

Tubérculos, raízes e plantas de horta

Os tubérculos oferecem massas alimentícias feitas de fécula que vêm do subsolo com seus pés e raízes. No Paraná merecem destaque, por serem valiosos na agricultura: a batata e a mandioca. A batata, um vegetal de origem sul-americana, sabido e plantado pelos incas, exige terreno suave, aprofundado e pode ser mais livre. As microrregiões que mais produzem batata são as de Curitiba, Lapa, Guarapuava, Rio Negro, Ponta Grossa, São Mateus do Sul, Prudentópolis e Irati. A mandioca, da mesma forma, é um vegetal de origem sul-americana. Na América do Sul, possivelmente encontra-se também em estado selvagem. Os indígenas foram os mais antigos povos que plantaram a mandioca como alimento e para fazer bebidas que estimulam a mente e o corpo. Há ambas as variedades de mandioca: a mansa (aipim) e a brava. Esta última é inadequada para a nutrição em seu estado natural, porque possui veneno. No entanto, com o devido preparo, oferece a farinha de mandioca. Em relação a produtividade, para a safra 2019/2020 foi previsto uma área de plantio de 139 mil hectares, com uma produção de 3,3 milhões de toneladas de mandioca. As microrregiões que mais produzem mandioca são as de Toledo, Paranavaí, Cianorte, Francisco Beltrão, Cascavel, Campo Mourão, Foz do Iguaçu e Capanema.

06

Fruticultura

A fruticultura é uma atividade principal da agricultura. Diversas frutas, especialmente as tropicais, são produzidas pelo Brasil, devido ao clima quente. O Paraná produz mais laranja, banana, maçã, pêssego e uva. Quanto à laranjeira, nos municípios de Cerro Azul, conhecido pelo apelido de “Capital da Laranja”, e Paranavaí, merecem destaque no Paraná, como as municipalidades que mais produzem frutos da referida planta. As microrregiões que mais produzem laranjas são as de Cerro Azul, Paranavaí, Francisco Beltrão, Capanema, Pato Branco, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu e Toledo. Os municípios que mais produzem banana, vegetal que só cresce com o calor, são Morretes e Guaratuba. As microrregiões que mais produzem banana são Paranaguá, Francisco Beltrão, Capanema, Cerro Azul, Wenceslau Braz, Toledo, Cornélio Procópio e Ivaiporã. A bananicultura recebe destaque no Litoral do Paraná. Em 2023 Guaratuba liderou como o maior município do Paraná produtor, com uma área de 3,2 mil hectares e produção anual de cerca de 77 mil toneladas, valor que representa mais de 47% da produção estadual. Em 2023 o Paraná teve um produção de banana de 160,8 mil toneladas, com área de 7,7 mil hectares, ee acordo com os registros da Seab/Deral. Esse volume gerou um Valor Bruto da Produção (VBP) de 213,3 milhões de reais, correspondendo a 5,38% do VBP da fruticultura paranaense, que totalizou 2,88 bilhões de reais.

07

Floricultura e plantas ornamentais

Em relação a floricultura, ramo da horticultura focado no cultivo e produção de plantas floríferas e ornamentais, o Paraná corresponde por 5% de toda produção nacional. São quase mil propriedades atuando neste mercado no estado em aproximadamente 108 municípios paranaenses. Os principais produtos da floricultura no Paraná são: gramado (53,2%); plantas perenes/ornamentais (15,2%); orquídeas (6%); crisântemos (6%); roseiras (5,6%); mudas de árvores para arborização (2,1%); muda de palmeira imperial (1,9%); beijo americano (0,9%); gérbera (0,8%); e solidaster (0,7%). Os municípios que mais produzem flores estão nas regiões Norte, Oeste e Noroeste do Estado. Os principais produtores são Cascavel, Marialva, Peabiru, Maripá, Campo Mourão e Uniflor, que juntos detém um Valor Bruto do Produto de 51,6 milhões de reais. Em todo o estado a atividade resulta em 136.782.295,00 milhões de reais do Valor Bruto da Produção.

08

Silvicultura e extrativismo vegetal

Uma riqueza importante do Paraná, a dos pinheirais, correu grande perigo devido à indústria de madeira e pela agricultura extensiva. Em 1984, segundo informações do Instituto de Terras e Cartografia do Paraná, as florestas do estado reduziram para 11,9% do que foi cinquenta anos anteriores, durante a implantação no Paraná do mais antigo código florestal. No final da década de 1980 em diante, o governo começou a melhor conscientizar a população em relação ao uso do solo e dos recursos florestais, a partir uma política que protegesse o meio ambiente. Uma segunda riqueza vegetal que extrai-se dos solos do Paraná é a erva-mate (utilizada principalmente para chás e chimarrão). É no Paraná onde se encontram os dez municípios com maior produção da extração da erva-mate do Brasil. No Paraná está concentrada 87% de toda produção nacional, com pouco mais que 345 mil toneladas referente ao ano de 2018. Estima-se que a produção envolva 100 mil pessoas no estado, principalmente na região centro-sul. São Mateus do Sul é o município com o maior volume de erva-mate extrativa, concentrando 17,8% do total nacional. A produção no município atingiu aproximadamente 70 mil toneladas de erva-mate e gerou um valor de 100,5 milhões de reais em 2017. Só a produção concentrada no município de São Mateus do Sul supera toda a produção do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A erva-mate cultivada na região de São Mateus do Sul possui reconhecimento de indicação de procedência, com critérios de qualidade específicos, que levam em consideração a genética, o cultivo, a produção e todo o processamento. São destaques ainda os municípios de Cruz Machado, General Carneiro, Bituruna, Paula Freitas, Inácio Martins, Palmas, União da Vitória, Irati e Pinhão. Ao todo, 136 municípios cultivam erva-mate no Paraná. A extração de erva-mate, concentrada na Região Sul, gera o segundo maior valor de produção entre os produtos não-madeireiros, com 468,4 milhões de reais e uma produção com 393,0 mil toneladas.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando