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Patrus Ananias

Patrus Ananias de Sousa GCMD • GOMM é um professor, advogado, servidor público e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1996, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome entre 2004 e 2010 e ministro do Desenvolvimento Agrário entre 2015 e 2016. É deputado federal por Minas Gerais, cargo para o qual foi eleito pela primeira vez em 2002 e novamente em 2014, 2018 e 2022.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/10/2026
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Formação e trajetória profissional

Patrus Ananias formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1976, tem Especialização em Poder Legislativo e Mestrado em Direito Processual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Durante a graduação, participou do movimento estudantil por meio do Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), em um período marcado pela oposição à ditadura militar e pela reorganização dos movimentos políticos e sociais brasileiros. Entre 1979 e 1982, atuou como advogado de sindicatos de categorias como assistentes sociais, engenheiros, jornalistas e professores. Também manteve atuação junto a movimentos sociais, associações comunitárias e organizações ligadas às pastorais sociais. Ingressou como professor na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) em 1979, onde desenvolveu carreira acadêmica na área do Direito e foi vice-presidente do Instituto Jacques Maritain - Núcleo PUC Minas. Foi também servidor da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde trabalhou na Escola do Legislativo.

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Carreira política

Eleito novamente deputado federal em 2014, Patrus foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no início de seu segundo mandato. À frente da pasta, entre 2015 e 2016, atuou em políticas relacionadas à agricultura familiar, reforma agrária, cooperativismo, crédito rural e agroecologia. Durante sua gestão foi lançado o Plano Safra da Agricultura Familiar (2015–2016), que destinou aproximadamente R$ 28,9 bilhões em crédito para a agricultura familiar. Com o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República em maio de 2016, Patrus deixou definitivamente o Ministério do Desenvolvimento Agrário e reassumiu seu mandato na Câmara dos Deputados. Após retornar à Câmara, Patrus passou a exercer sucessivos mandatos como deputado federal por Minas Gerais. Foi reeleito em 2018 e novamente em 2022 para a legislatura 2023–2027. Nesse período, ocupou funções de vice-liderança do PT, da oposição e posteriormente da Federação Brasil da Esperança. Participou da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, de comissões relacionadas à educação e de debates legislativos sobre assistência social, direitos humanos, meio ambiente e políticas públicas.

Vereador de Belo Horizonte

Patrus Ananias participou dos movimentos políticos e sociais que acompanharam o processo de redemocratização do Brasil e a formação do Partido dos Trabalhadores. Seu primeiro mandato eletivo foi como vereador de Belo Horizonte, entre 1989 e 1992. Na Câmara Municipal, presidiu a Comissão de Legislação e Justiça e participou da elaboração da Lei Orgânica do Município.

Prefeito de Belo Horizonte

Em 1992, Patrus Ananias foi eleito prefeito de Belo Horizonte pelo PT, tendo Célio de Castro, do PSB, como vice-prefeito. Exerceu o mandato de 1993 a 1996. Durante o período, Belo Horizonte implantou o Orçamento Participativo, por meio do qual moradores passaram a participar diretamente da definição de prioridades para investimentos públicos municipais. A gestão também ampliou políticas de abastecimento e segurança alimentar, com iniciativas destinadas a facilitar o acesso da população de baixa renda a alimentos e refeições a preços acessíveis. Sua administração foi premiada pela Organização das Nações Unidas como modelo de gestão pública. Ao final do mandato, Patrus apoiou a candidatura de seu vice, Célio de Castro, que venceu a eleição municipal de 1996.

Eleição para o governo de Minas Gerais

Em 1998, Patrus foi candidato do PT ao governo de Minas Gerais. Terminou a eleição em terceiro lugar, com 16,13% dos votos válidos, em disputa vencida por Itamar Franco e ficando o então governador Eduardo Azeredo em segundo lugar. Em 2001, foi eleito presidente do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais.

Mandatos como Deputado Federal

Nas eleições de 2002, foi eleito deputado federal por Minas Gerais com 520.046 votos, votação que, à época, estabeleceu recorde no estado para o cargo. Em sua primeira passagem pela Câmara dos Deputados, integrou a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e o Conselho de Ética, além de participar de comissões relacionadas ao desenvolvimento regional e urbano. Licenciou-se da Câmara em 2004 para assumir o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Patrus voltou a ser eleito deputado federal em 2014, sendo posteriormente reeleito em 2018 e 2022. Nas legislaturas mais recentes, integrou, entre outras, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a Comissão de Educação, a CPI do rompimento da barragem de Brumadinho e comissões relacionadas a políticas sociais, direitos humanos e temas ambientais.

Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Em janeiro de 2004, Patrus Ananias foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o recém estruturado Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Permaneceu no cargo até março de 2010. Durante sua gestão, o ministério conduziu a implementação e a expansão do Programa Bolsa Família, criado em 2004 a partir da integração de programas federais de transferência de renda. O período também foi marcado pela organização da política nacional de assistência social e pela implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que estruturou uma rede descentralizada de serviços socioassistenciais envolvendo União, estados e municípios.

Eleições de 2010 e 2012

Em 2010, Patrus Ananias participou das prévias internas do PT para a escolha da candidatura ao governo de Minas Gerais, concorrendo com Fernando Pimentel, o qual foi candidato ao Senado pelo estado. Em 31 de março de 2010, Patrus Ananias deixou a pasta do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome para concorrer às eleições, na condição de candidato a vice-governador, na chapa de oposição encabeçada pelo senador Hélio Costa, do PMDB. A chapa ficou em segundo lugar, com 34,17% dos votos, e foi derrotada por Antonio Anastasia, que obteve 62,71% dos votos. Em 2012, foi candidato novamente à prefeitura de Belo Horizonte. Obteve 40,80% dos votos válidos e terminou em segundo lugar, sendo derrotado no primeiro turno pelo então prefeito Marcio Lacerda, com 52,69% dos votos.

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Pensamento e produção intelectual

Além da atividade política, Patrus Ananias desenvolveu carreira acadêmica e produção intelectual nas áreas de Direito, Estado, democracia e políticas sociais. Seu pensamento reúne referências do humanismo cristão, especialmente de autores como Jacques Maritain, Alceu Amoroso Lima e Edgar da Mata-Machado, da tradição democrática e social brasileira. Ao longo da carreira, publicou livros, artigos acadêmicos, ensaios e textos sobre direito público, participação popular, segurança alimentar, combate à pobreza e políticas sociais. Entre seus trabalhos, publicou "Processo Constitucional e Devido Processo Legal" (2000); "Crisis in labour relations in Brazil: solutions for increasing employment and reducing poverty" (2000); "Formação Humana e Religiosa nas Universidades Confessionais" (2002); "A Câmara de 1826 – Bernardo Pereira de Vasconcelos e a Gênese do Devido Processo Legislativo no Brasil" (2002); "Política e administração em Belo Horizonte" (1996); "Em busca de um projeto democrático de cidade" (1997); "Milton Campos e o Direito ao Trabalho"; e "Estado de Necessidade e Desobediência Civil" (2002).

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Vida Pessoal

O nome Patrus vem do sobrenome da sua família. O avô materno, libanês, tinha o sobrenome Poltrus, que foi alterado para Patrus pelo serviço de imigração na chegada ao Brasil. Sua mãe decidiu dar o sobrenome da família como nome ao filho. Patrus Ananias é sobrinho do ex-deputado Agostinho Patrus e primo do deputado estadual Agostinho Patrus Filho, ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Seu filho, Pedro Patrus, é vereador de Belo Horizonte, atualmente em seu quarto mandato.

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