Expansão quantitativa
Expansão quantitativa, conhecido também como flexibilização quantitativa, afrouxamento quantitativo ou políticas quantitativas de mitigação financeira é um instrumento de afrouxamento monetário que consiste na criação de quantidades significantes de dinheiro novo, eletronicamente, pelo banco central de um país. É um jargão que se refere a uma ação não convencional de política monetária, através da qual um banco central compra títulos de longo prazo no mercado aberto ou até mesmo títulos comerciais a fim de aumentar a oferta de moeda e, assim, supostamente incentivar empréstimos e investimentos. A compra desses títulos acrescenta dinheiro novo à economia e também serve para baixar as taxas de juros, além de expandir o balanço patrimonial do banco central.
O dinheiro que é criado eletronicamente sob regime de expansão quantitativa é trocado, pelo banco central, por ativos não normalmente comprados, no mercado financeiro e de capitais. A compra desses ativos faz com que seu preço suba, o que aquece ainda mais as compras desses ativos, no mercado, ocorrendo assim uma transferência de valor entre agentes econômicos. Também pode acontecer que o retorno sobre o investimento (yield) nesses ativos diminua, o que, a longo prazo, provoca busca por outras opções de investimento mais rentáveis, como empréstimos no varejo, o que atingiria a população diretamente. Sob expansão quantitativa, essas instituições podem vender seus títulos ao Banco Central com ágio, ou diminuir suas perdas, acumulando reservas bancárias que rendem taxas de juros básicas. Dessa forma, os bancos trocariam ativos financeiros, que já se valorizaram, por dinheiro, na forma de reservas bancárias. No entanto, esse dinheiro não pode ser usado para conceder empréstimos e apenas serve como depósito compulsório que as instituições devem manter no BC.
Acreditava-se que o QE criasse espontaneamente dinheiro, que seria mantido pelos bancos, aparecendo em seus balanços, e que esses bancos poderiam emprestar ou não ao público. Se a quantidade de dinheiro criada fosse maior do que a necessária, poder-se-ia gerar hiperinflação ou, ainda, se as instituições financeiras não emprestassem o dinheiro criado imediatamente, também poderia haver inflação com deslocamento temporal, além de outros efeitos nefastos imprevisíveis, no mercado.


